Novidades

23 OUT
Último dos três Puma GT 4R é restaurado nos mínimos detalhes

Último dos três Puma GT 4R é restaurado nos mínimos detalhes

Processo completo de reforma levou quase 10 anos para ser concluído (Leo Sposito/Quatro Rodas)

Produzir apenas três unidades de um automóvel seria loucura nos dias atuais. Mas foi justamente o que a QUATRO RODAS fez em 1969.

O primeiro (e até hoje único) carro brasileiro criado sob encomenda em série limitada foi desenvolvido por Rino Malzoni (um fazendeiro apaixonado por carros esportivos) em parceria com o designer Anísio Campos, ambos criadores do Puma original.

À época, o trio foi produzido em uma ação de marketing da revista – os carros foram sorteados entre os leitores. As décadas se passaram e os três esportivos ainda existem. Mas só um não havia sido totalmente restaurado.

Eis que o atual proprietário iniciou os trabalhos de recuperação e agora o carro está pronto para desfilar.

O GT 4R de Fernandez (ao fundo, à esq.) ainda estava sendo restaurado quando reunimos os veículos para um ensaio em 2010 (Sergio Chvaicer - Way of Light/Quatro Rodas)

Desde quando foi dado ao bancário Ildefonso Gonçalves, o Puma teve outros três proprietários até chegar às mãos do atual dono, que prefere se identificar apenas como Fernandez. Foi ele quem decidiu reformar o antigo esportivo, adquirido juntamente com seu irmão há uma década.

Faróis cobertos e frente baixa: cara de esportivo europeu da época (Leo Sposito/Quatro Rodas)

A restauração foi acompanhada de perto pelos Fernandez e contou com a ajuda de colecionadores e especialistas em Puma. Um dos amigos que mais colaborou no processo foi Felipe Niconiello, ex-presidente do Puma Clube do Brasil e membro da diretoria da Federação Brasileira de Veículos Antigos (FBVA).

Felipe, infelizmente, faleceu em agosto de 2017 e não pôde ver o Puma restaurado.

Lanternas redondas vinham do Chevrolet Corvair (Leo Sposito/Quatro Rodas)

“Precisamos fazer todas as peças pelo menos duas vezes até chegarmos ao nível de perfeição desejado”, afirmou Fernandez, que usou as imagens da época como referência para confeccionar os moldes em papelão antes de fazer as peças de forma artesanal.

Bastam poucos minutos apreciando o esportivo para notar que tanto esforço valeu a pena. É preciso uma boa dose de contorcionismo para entrar no GT 4R.

Cabine tem detalhes em jacarandá e couro por todos os lados (Leo Sposito/Quatro Rodas)

Do banco do motorista se vê apenas o belo volante Fórmula e o acabamento refinado mesclando couro bege com detalhes em jacarandá. O interior, aliás, foi todo refeito seguindo o padrão original, inspirado nas Ferrari e Lamborghini da época.

Restauração seguiu todos os padrões do veículo da época (Leo Sposito/Quatro Rodas)

Algumas peças precisaram ser adquiridas fora do país. Foi o caso das lanternas redondas de Chevrolet Corvair, vindas diretamente dos Estados Unidos. O formato das peças, aliás, costuma gerar polêmica entre os fãs do Puma. “Posso garantir que as lanternas eram circulares. Meu pai até usava um Puma VW 1968 com motor seis cilindros de Corvair”, afirmou Kiko Malzoni, filho de Rino.

O atual dono diz que a parte mais difícil de ser encontrada foi o chassi, na época vindo do Volkswagen Karmann-Ghia nacional.

Chave da ignição posicionada no console central era uma das soluções exclusivas do GT 4R (Leo Sposito/Quatro Rodas)

Sem achar uma peça em boas condições no Brasil, Carmelo resolveu importá-la da Alemanha. Da Europa também veio uma peça inusitada: o reservatório de água do para-brisa, na verdade uma bolsa de couro fixada no para-lama dianteiro esquerdo.

Logotipo foi feito em impressora 3D (Leo Sposito/Quatro Rodas)

Segundo Fernandez, todo o processo de restauração seguiu o padrão da época em que os GT 4R foram produzidos. É por isso que o colecionador guarda pilhas de revistas QUATRO RODAS de 1969 e recortes de anúncios que mostram qualquer parte do GT 4R. Foi a partir destes registros que alguns detalhes foram recuperados, principalmente os detalhes de acabamento interno.

Adesivo MM indica: este carro passou pela concessionária de Milton Masteguin, um dos sócios da antiga Puma (Leo Sposito/Quatro Rodas)

O motor 1.600 com dois carburadores Solex 40 tem aproximadamente 77 cv e só havia rodado 28 km antes da sessão de fotos. O ronco encorpado só não chama mais atenção do que as linhas clássicas, realçadas pela bela pintura azul – a mesma tonalidade da época.

suspensão parece rebaixada de tão colada ao chão, mas o dono diz que apenas seguiu as especificações do projeto original.

Design foi assinado por Anísio Campos e a produção ficou a cargo da própria Puma (Leo Sposito/Quatro Rodas)

Quem quiser conhecer esse GT4R de perto pode vê-lo ao vivo no 13o Encontro Nacional do Puma, que será realizado em novembro em Jundiaí, no interior de São Paulo.

Como seria o novo Puma GT 4R?

Linhas clássicas, motor Audi e tração traseira: não vamos fazer uma nova versão, mas sonhar não custa nada… (Leo Sposito/Quatro Rodas)

Atualizar o design respeitando as belas linhas do original. Essa é a proposta de Du Oliveira para o novo GT 4R. E ele sabe o que está fazendo: é o autor do desenho do futuro Puma.

Foi a própria Mesgaferre, dona dos direitos da marca nacional, que procurou Du (após ver sua releitura de Puma) para assinar o design do novo esportivo, que deve estrear até 2018.

Para a Mesgaferre, se houvesse um novo GT 4R, o ideal seria o motor 2.5 de cinco cilindros (367 cv) do Audi RS3, tração traseira e caixa DSG.


O designer Du Oliveira, de Itapetininga (SP), é responsável pelas projeções de QUATRO RODAS e também criou o estilo do novo Puma, a ser lançado até 2018

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

04 SET
É possível hackear um carro autônomo?

É possível hackear um carro autônomo?

Falhas nos sistemas de entretenimento e conectividade facilitam a atuação dos hackers (divulgação/Quatro Rodas) É possível hackear um carro autônomo? – Marcos Emboaba, Curitiba (PR) Sim. Diante do aumento da conectividade a bordo dos carros, cresce também a vulnerabilidade dos veículos a ataques cibernéticos. Estudos realizados nos Estados Unidos indicaram que hackers já conseguem localizar, destravar as portas e controlar... Leia mais
04 SET
Quanto tempo dura a bateria de um automóvel elétrico?

Quanto tempo dura a bateria de um automóvel elétrico?

– (Divulgação/Chevrolet) Quanto tempo dura a bateria de um automóvel elétrico? Em que condições ela precisa ser substituída? – Ricardo Brenner, Belo Horizonte (MG) A vida útil de uma bateria é de pelo menos dez anos em veículos leves de passageiros, de acordo com Ricardo Takahira, diretor do Núcleo de Pesquisas da Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE). Mas na prática esse número varia em função do uso e... Leia mais
04 SET
Com dois motores, Prius é econômico, sustentável e proporciona experiência única

Com dois motores, Prius é econômico, sustentável e proporciona experiência única

O Toyota Prius não é único apenas por ser o primeiro carro híbrido do mundo. Além de aliar o motor elétrico com o motor a gasolina, gerando assim economia e auxiliando o meio ambiente, o veículo oferece uma nova experiência ao motorista, mais emocional e sensorial, através de um design diferenciado. Bem mais econômico do que os veículos de mesmo porte, o Prius não fica atrás em performance. Ele conta com o sistema Hybrid Synergy Drive da Toyota e combina um motor a gasolina de... Leia mais
31 AGO
Com carroceria reforçada, Argo chega com segurança inigualável entre os hatches

Com carroceria reforçada, Argo chega com segurança inigualável entre os hatches

Novo modelo no segmento de hatches, o Fiat Argo não se destaca apenas pelos aspectos modernos e visuais. Com equipamentos antes presentes em veículos de médio porte, o Argo traz uma segurança inigualável. A carroceria é reforçada com aços de alta performance (aço de alta resistência, ultrarresistente e hot stamping) presentes principalmente nas áreas que formam a célula de sobrevivência aos ocupantes. Na comparação com o Fiat Punto, o Argo teve aumento de 7% na rigidez... Leia mais
22 AGO
Efeito Kwid? Fiat reduz em quase R$ 4 mil o valor do Mobi Like

Efeito Kwid? Fiat reduz em quase R$ 4 mil o valor do Mobi Like

Preço da versão intermediária caiu de R$ 39.780 para R$ 35.990 (divulgação/Fiat) A expectativa gerada em torno do Renault Kwid já começa a repercutir na concorrência. A Fiat está anunciando em alguns meios de comunicação (como as rádios e seu próprio website) um preço promocional de R$ 35.990 para o Mobi. O desconto de R$ 3.790 foi aplicado na versão intermediária Like 1.0 Flex (abaixo há a Easy, de R$ 34.210), cujo preço de... Leia mais
22 AGO
Quais são os carros mais vendidos do Brasil por versão?

Quais são os carros mais vendidos do Brasil por versão?

Mesmo no ranking separado por versões o Onix é o campeão. No entanto, ele vence pela versão Joy, com cara antiga (Divulgação/Divulgação) Nas listas de mais vendidos no Brasil nos últimos anos, o Chevrolet Onix domina com folga. Mas se dividirmos os modelos por versões específicas de acabamento e motorização, quem são os mais emplacados do país? Dados disponibilizados pela consultoria Jato mostram que o início do ranking não... Leia mais