Processo completo de reforma levou quase 10 anos para ser concluído (Leo Sposito/Quatro Rodas) Produzir apenas três unidades de um automóvel seria loucura nos dias atuais. Mas foi justamente o que a QUATRO RODAS fez em 1969. O primeiro (e até hoje único) carro brasileiro criado sob encomenda em série limitada foi desenvolvido por Rino Malzoni (um fazendeiro apaixonado por carros esportivos) em parceria com o designer Anísio Campos, ambos criadores do Puma original. À época, o trio foi produzido em uma ação de marketing da revista – os carros foram sorteados entre os leitores. As décadas se passaram e os três esportivos ainda existem. Mas só um não havia sido totalmente restaurado. Eis que o atual proprietário iniciou os trabalhos de recuperação e agora o carro está pronto para desfilar. O GT 4R de Fernandez (ao fundo, à esq.) ainda estava sendo restaurado quando reunimos os veículos para um ensaio em 2010 (Sergio Chvaicer - Way of Light/Quatro Rodas) Desde quando foi dado ao bancário Ildefonso Gonçalves, o Puma teve outros três proprietários até chegar às mãos do atual dono, que prefere se identificar apenas como Fernandez. Foi ele quem decidiu reformar o antigo esportivo, adquirido juntamente com seu irmão há uma década. Faróis cobertos e frente baixa: cara de esportivo europeu da época (Leo Sposito/Quatro Rodas) A restauração foi acompanhada de perto pelos Fernandez e contou com a ajuda de colecionadores e especialistas em Puma. Um dos amigos que mais colaborou no processo foi Felipe Niconiello, ex-presidente do Puma Clube do Brasil e membro da diretoria da Federação Brasileira de Veículos Antigos (FBVA). Felipe, infelizmente, faleceu em agosto de 2017 e não pôde ver o Puma restaurado. Lanternas redondas vinham do Chevrolet Corvair (Leo Sposito/Quatro Rodas) “Precisamos fazer todas as peças pelo menos duas vezes até chegarmos ao nível de perfeição desejado”, afirmou Fernandez, que usou as imagens da época como referência para confeccionar os moldes em papelão antes de fazer as peças de forma artesanal. Bastam poucos minutos apreciando o esportivo para notar que tanto esforço valeu a pena. É preciso uma boa dose de contorcionismo para entrar no GT 4R. Cabine tem detalhes em jacarandá e couro por todos os lados (Leo Sposito/Quatro Rodas) Do banco do motorista se vê apenas o belo volante Fórmula e o acabamento refinado mesclando couro bege com detalhes em jacarandá. O interior, aliás, foi todo refeito seguindo o padrão original, inspirado nas Ferrari e Lamborghini da época. Restauração seguiu todos os padrões do veículo da época (Leo Sposito/Quatro Rodas) Algumas peças precisaram ser adquiridas fora do país. Foi o caso das lanternas redondas de Chevrolet Corvair, vindas diretamente dos Estados Unidos. O formato das peças, aliás, costuma gerar polêmica entre os fãs do Puma. “Posso garantir que as lanternas eram circulares. Meu pai até usava um Puma VW 1968 com motor seis cilindros de Corvair”, afirmou Kiko Malzoni, filho de Rino. O atual dono diz que a parte mais difícil de ser encontrada foi o chassi, na época vindo do Volkswagen Karmann-Ghia nacional. Chave da ignição posicionada no console central era uma das soluções exclusivas do GT 4R (Leo Sposito/Quatro Rodas) Sem achar uma peça em boas condições no Brasil, Carmelo resolveu importá-la da Alemanha. Da Europa também veio uma peça inusitada: o reservatório de água do para-brisa, na verdade uma bolsa de couro fixada no para-lama dianteiro esquerdo. Logotipo foi feito em impressora 3D (Leo Sposito/Quatro Rodas) Segundo Fernandez, todo o processo de restauração seguiu o padrão da época em que os GT 4R foram produzidos. É por isso que o colecionador guarda pilhas de revistas QUATRO RODAS de 1969 e recortes de anúncios que mostram qualquer parte do GT 4R. Foi a partir destes registros que alguns detalhes foram recuperados, principalmente os detalhes de acabamento interno. Adesivo MM indica: este carro passou pela concessionária de Milton Masteguin, um dos sócios da antiga Puma (Leo Sposito/Quatro Rodas) O motor 1.600 com dois carburadores Solex 40 tem aproximadamente 77 cv e só havia rodado 28 km antes da sessão de fotos. O ronco encorpado só não chama mais atenção do que as linhas clássicas, realçadas pela bela pintura azul – a mesma tonalidade da época. suspensão parece rebaixada de tão colada ao chão, mas o dono diz que apenas seguiu as especificações do projeto original. Design foi assinado por Anísio Campos e a produção ficou a cargo da própria Puma (Leo Sposito/Quatro Rodas) Quem quiser conhecer esse GT4R de perto pode vê-lo ao vivo no 13o Encontro Nacional do Puma, que será realizado em novembro em Jundiaí, no interior de São Paulo. Linhas clássicas, motor Audi e tração traseira: não vamos fazer uma nova versão, mas sonhar não custa nada… (Leo Sposito/Quatro Rodas) Atualizar o design respeitando as belas linhas do original. Essa é a proposta de Du Oliveira para o novo GT 4R. E ele sabe o que está fazendo: é o autor do desenho do futuro Puma. Foi a própria Mesgaferre, dona dos direitos da marca nacional, que procurou Du (após ver sua releitura de Puma) para assinar o design do novo esportivo, que deve estrear até 2018. Para a Mesgaferre, se houvesse um novo GT 4R, o ideal seria o motor 2.5 de cinco cilindros (367 cv) do Audi RS3, tração traseira e caixa DSG. O designer Du Oliveira, de Itapetininga (SP), é responsável pelas projeções de QUATRO RODAS e também criou o estilo do novo Puma, a ser lançado até 2018
Fonte:
Quatro Rodas
Como seria o novo Puma GT 4R?

Último dos três Puma GT 4R é restaurado nos mínimos detalhes
Mais Novidades
Audi R8 V10 ganha inédita versão com tração traseira
Inédita, versão RWS passa a ser a mais em conta da linha. No entanto, apenas 999 unidades serão produzidas (Audi/Divulgação)
A Audi sempre negou rumores de que o R8 teria uma configuração com tração traseira ? tudo, porém, não passou de um blefe. O superesportivo aparecerá no Salão de Frankfurt em sua aguardada versão V10 RWS, sem a tração integral Quattro, até 50 kg mais leve e 26.000 euros (ou R$ 96.510 em conversão...
Leia mais
Tesla modifica seus carros para que clientes fujam de furacão
A conexão permanente à internet do Model S permitiu à Tesla ampliar a autonomia das versões 60 e 60D do sedã (Divulgação/Tesla)
A tecnologia de atualização remota (via internet) dos modelos da Tesla permitiu à fabricante ajudar os moradores que estão fugindo do furacão Irma de uma forma inédita. A empresa ampliou, gratuitamente, a autonomia de todos os modelos X e S nas versões 60 e 60D, proporcionando um ganho de até 64 km por...
Leia mais
Bugatti Chiron bate recorde de aceleração… e frenagem
Bugatti vai buscar em 2018 o recorde de velocidade, que pertence ao irmão mais velho Veyron (Divulgação/Bugatti)
O que você consegue fazer em 32 segundos? Este foi o tempo que o Bugatti Chiron com seus 1.500 cv e 163,1 mkgf de torque precisou para atingir 400 km/h.
Conduzido por Juan Pablo Montoya, o hiperesportivo francês acelerou de 0 a 400 km/h e depois freou até voltar ao zero. Tudo isso em apenas 41,96 segundos, alcançando o...
Leia mais
Jaguar E-Type se torna o carro elétrico mais bonito do mundo
Lenda dos anos 60 ganhou faróis de LEDs, foi “eletrificada” e anda mais do que o modelo original (Jaguar/Divulgação)
Nem todos os carros elétricos são feios. Há exceções, como o conceito elétrico baseado no E-Type apresentado pela Jaguar na Tech Fest, evento realizado pela própria marca para divulgar suas novas tecnologias.
O modelo foi batizado de E-Type Zero e preserva as belíssimas linhas elogiadas desde o lançamento do...
Leia mais
Teste: Peugeot 3008 1.6 THP Griffe
O novo 3008 perdeu um pouco do ar de minivan e assumiu de vez o estilo SUV (Leo Sposito/Quatro Rodas)
Tomados pelo desejo e pela necessidade de sucesso, funcionários das fábricas costumam pesar a mão ao falar dos atributos dos carros.
Jornalistas que sabem disso, por sua vez, cuidam de pegar leve em relação ao que ouvem. No caso do novo Peugeot 3008 não foi diferente.
Mas, no primeiro contato que tive com o carro, à medida que ia...
Leia mais
Top ten: os carros de corrida mais estranhos
Santos Dumont das pistas
– (Divulgação/Divulgação)
Na temporada da Fórmula 2 de 1968, a Brabham buscou várias soluções para aumentar a aderência do BT23C nas curvas. Como a adição deste aerofólio, que lembrava as asas do 14-Bis, logo ignorado por deixar o carro pesado demais.
Teto próprio
– (Divulgação/Divulgação)
A Lotus ficou famosa pelo pioneirismo nos testes de aerodinâmica na F-1, como este 49B de...
Leia mais