Falhas nos sistemas de entretenimento e conectividade facilitam a atuação dos hackers (divulgação/Quatro Rodas) É possível hackear um carro autônomo? – Marcos Emboaba, Curitiba (PR) Sim. Diante do aumento da conectividade a bordo dos carros, cresce também a vulnerabilidade dos veículos a ataques cibernéticos. Estudos realizados nos Estados Unidos indicaram que hackers já conseguem localizar, destravar as portas e controlar diversos componentes de um veículo (inclusive o funcionamento da central eletrônica e do próprio motor), além de roubar dados sigilosos registrados no sistema de entretenimento a bordo. E isso também pode afetar os carros autônomos. “Existe risco de invasão nos veículos com condução autônoma. As montadoras podem ser proteger criando barreiras mais sólidas contra hackers e utilizando softwares específicos para impedir invasões, semelhantes aos antivírus existentes nos computadores atuais”, afirmou Gabriel Hahmann, diretor de Vendas para Cone Sul, Brasil e Colômbia da Irdeto, empresa especializada em segurança de plataformas digitais. Em 2015, um experimento conduzido por dois hackers mostrou até onde a falta de segurança pode afetar a vida do motorista. O veículo escolhido foi um Jeep Cherokee, considerado o veículo mais vulnerável a ataques virtuais na época. Mesmo estando a 16 km de distância, Charlie Miller e Chris Valasek conseguiram ligar o ar-condicionado na velocidade máxima, mudaram a estação de rádio, ligaram os limpadores de para-brisa e o esguicho de água. Pouco tempo depois, os hackers conseguiram desligar o motor no meio de uma rodovia e desativar o freio dentro de um estacionamento, fazendo o Cherokee parar apenas em uma vala alguns metros de lá. Ao volante do SUV estava o jornalista Andy Greenberg, da Wired.
A dupla de especialistas se aproveitou de uma falha de segurança no sistema de entretenimento UConnect, utilizado em vários carros fabricados pelo grupo FCA. Consultada na época, a assessoria de imprensa da Chrysler afirmou que a central multimídia UConnect dos modelos norte-americanos possui acesso à internet (fundamental para a ação dos hackers), recurso indisponível nos veículos importados para o Brasil. Um levantamento realizado pela Irdeto indica que as montadoras devem investir aproximadamente US$ 82,01 bilhões (ou aproximadamente R$ 269 bilhões) na modernização dos veículos até 2020 – incluindo novas tecnologias de conectividade e condução autônoma. Algumas empresas já apresentam soluções contra os ciberataques. Uma delas foi a Vedeom Tech, que se aliou à startup Karamba Security para desenvolver um carro autônomo à prova de ataques virtuais. A promessa é de que o lançamento comercial aconteça ainda neste ano e alguns países, como Itália, França, Alemanha e Portugal, conheçam o projeto de perto em 2018.
Fonte:
Quatro Rodas
É possível hackear um carro autônomo?
Mais Novidades
Lançar um modelo só na versão mais cara também tem seus riscos
Equinox estreou na versão topo de linha Premier (Christian Castanho/Quatro Rodas)
Na vida, aprendemos desde cedo que devemos começar por baixo para evoluirmos com o tempo. Na indústria automobilística, porém, essa regra é desrespeitada. Cada vez mais modelos estreiam só na versão cara e, tempos depois, ganham configurações mais baratas.
O Kicks é um bom exemplo. Chegou em julho de 2016 na versão top, SL, seis meses mais tarde, em...
Leia mais
Grandes Brasileiros: GT Malzoni
Foram produzidas menos de 50 unidades no final dos anos 1970 (Christian Castanho/Quatro Rodas)
Criar um carro faz parte do sonho de boa parte dos meninos. Mas, daí para a realidade, as chances são quase as mesmas de se tornar um super-herói.
Já para o universitário Francisco “Kiko” Malzoni, que intercalava os estudos na faculdade de economia com modificações nos carros que dirigia, a empreitada não exigiria superpoderes. E...
Leia mais
Por que alguns carros só ligam com a embreagem pressionada?
Exigência de alguns carros não tem a ver com durabilidade do motor de partida (Divulgação/Honda)
Em alguns carros não basta girar a chave para acordar o motor. O motorista precisa apertar a embreagem para então acionar a partida. Mas por que isso é necessário?
Para descobrir a razão, perguntamos para Ford e Hyundai – ambas fabricantes que exigem o procedimento em seus carros equipados com câmbio manual. Não são as únicas,...
Leia mais
Guia de usados: Volkswagen CrossFox
No facelift de 2010, hatch perdeu quebra-mato e faróis de milha (Marco de Bari/Quatro Rodas)
Idealizado como carro-conceito, o CrossFox foi uma das maiores atrações do Salão do Automóvel de 2004. A versão aventureira do Fox conquistou o público com uma suspensão 31 mm mais alta, rodas de 15 polegadas, pneus 206/60, faróis de milha, faróis de neblina, quebra-mato, estribos, barras no teto e o polêmico estepe pendurado na...
Leia mais
Dez veículos marcados pelo trabalho que exerceram
Dobradinha inglesa
Ônibus de dois andares (Divulgação/Internet)
Os ônibus de dois andares vermelhos são a cara de Londres. É fruto do trabalho duro do Routemaster, fabricado pela Associated Equipment Company (1954 a 1968). Sobreviveu nas ruas até 2012, ano em que a cidade sediou os Jogos Olímpicos.
Alistamento militar
Jeep Willys (Divulgação/Internet)
O Jeep fez sua fama nas Força Armadas americanas na Segunda...
Leia mais
70% dos brasileiros não comparece aos recalls das marcas
Maioria da população não comparece aos recalls (Divulgação/Audi)
Sete em cada dez carros que circulam nas ruas não atendem aos recalls das montadoras. Como mais de 90% desses chamamentos são realizados para reparos em itens de segurança, significa que uma quantidade expressiva da frota roda com equipamentos suscetíveis a falhas.
O dado é do Ministério da Justiça: o índice de adesões a convocações é de cerca de 28%.
“O...
Leia mais