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01 FEV
Volkswagen propõe pagar mais US$ 1,2 bilhão por fraude nos EUA

Volkswagen propõe pagar mais US$ 1,2 bilhão por fraude nos EUA

 

A Volkswagen anunciou nesta quarta-feira (1), nos Estados Unidos, uma proposta acordo para pagar mais US$ 1,2 bilhão em recompras de carros e compensações no caso "dieselgate", escândalo no qual a empresa utilizou um software para manipular dados de emissões de poluentes.

Esta proposta foi apresentada à Corte de São Francisco e é referente à fraude realizada em 78 mil veículos Volkswagen, Audi e Porsche de motores 3.0 Diesel.

A empresa já havia chegada a um acordo de US$ 15 bilhões com proprietários de 500 mil veículos de motores 2.0 diesel afetados pela manipulação.

O acordo está dividido em duas partes: a primeira é para veículos feitos entre 2009 e 2012 e a segunda válida para carros de 2013 a 2016.

Para os modelos mais velhos, que são aproximandamente 20 mil veículos, haverá a recompra ou oferecimento de crédito. Também está na proposta a possibilidade de modificar os carros para que reduza as emissões de nitrogênio e permitir aos donos continuarem com os carros.

Para os veículos mais novos, de 2013 a 2016, a proposta e um recall e reparo dos mesmos, para que atendam as regras de emissões vigentes.

Entenda o caso
O governo dos Estados Unidos acusou a marca de adulterar resultados em testes de poluentes em seus motores a diesel, em setembro de 2015. A fraude foi descoberta após um estudo feito nos Estados Unidos notar discrepâncias entre os poluentes emitidos em testes de laboratórios e nas ruas (leia mais sobre como a fraude foi descoberta).

Segundo a agência ambiental americana (EPA), a montadora utilizava um software que controlava a emissão de poluentes apenas no momento em que os carros eram submetidos a vistorias.

O dispositivo analisa a posição da direção, velocidade do carro, temperatura do motor, entre outros. Ao perceber que trata-se de um teste em laboratório, o veículo passa a emitir menos gases, o que não ocorre em rodagem normal de rua.

Cerca de 11 milhões de veículos em todo o mundo foram afetados pelo software manipulador.

Fonte: G1

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