Novidades

22 SET
Volkswagen Golf 1.0 turbo: primeiras impressões

Volkswagen Golf 1.0 turbo: primeiras impressões

Qual o motor mais apropriado para um Volkswagen Golf? Aposto que nenhum dos palpites foi um "milzinho". Mas pode se acostumar com esta ideia, pois a marca alemã acaba de lançar no Brasil uma versão com motorização 1.0.

Mas não se trata de um 1.0 convencional, como na maior parte dos modelos de entrada no Brasil. Neste caso, o propulsor de 1 litro é sobrealimentado com um turbocompressor.

Ele estará disponível no início de outubro, na configuraçãoComfortline, apenas com câmbio manual de 6 marchas, a partir de R$ 74.990. Na gama de versões, ficará acima da Comfortline 1.6, que terá preço promocional de R$ 73.130, e abaixo da topo de linha Highline 1.4, de R$ 95.670.

QUANTO 'BEBEM' OS GOLF 1.0 E 1.6

 

1.0 TSI

1.6

CONSUMO
URBANO

8,4 km/l (E)

11,9 km/l (G)

7 km/l (E)

10,1 km/l (G)

CONSUMO
RODOVIÁRIO

10,1 km/l (E)

14,3 km/l (G)

9,2 km/l (E)

13 km/l (G)

E: ETANOL / G: GASOLINA

Anda mais, 'bebe' menos
Sim, o carro equipado com motor 1.0 custa mais do que um que traz o 1.6. Apesar do menor tamanho, as vantagens do 1.0 são muito grandes, e compensam o pequeno investimento extra. São 125 cavalos contra 120 cv do propulsor maior.

A grande diferença, nos números e na prática, é o torque.

Enquanto o 1.6 oferece apenas 16,8 kgfm a 4 mil rotações por minuto, o 1.0 entrega 20,4 kgfm. E antes, a 2 mil rpm.

Isso faz com que o tempo da aceleração de 0 a 100 km/h caia de 10,4 segundos para 9,7 segundos, enquanto a velocidade máxima suba de 188 km/h para 194 km/h.

Se estes números ainda não são tão convincentes, os de consumo são consideravelmente mais baixos (veja tabela acima).

Anda bem?
Na Europa é comum que carros deste porte (ou até maiores) sejam equipados com opções menores e mais eficientes para uso urbano. O próprio Golf, por exemplo, é oferecido com um 1.0 turbo de 116 cv, enquanto o Ford Mondeo (gêmeo do nosso Fusion) tem um 1.0 de 125 cv.

O test drive do hatch foi por estradas no interior de São Paulo, em um trecho de aproximadamente 250 km, inclusive com uma parte em serra, repleta de subidas. A primeira impressão é que este motor foi criado especialmente para este carro, formando uma relação tão boa quanto a de um casal casado há 50 anos.

Conjunto campeão
Em momento algum fica a impressão de que “falta” motor para tanto carro, e é muito fácil esquecer que debaixo do capô há um 1.0. A sensação ao dirigir é muito melhor do que na versão 1.6.

Com um câmbio bem escalonado e com engates precisos, fazer ultrapassagens torna-se um exercício divertido.

Quando há um trecho sinuoso e íngreme pela frente, nem sinal do temor de que o carro é muito pesado ou que o motor irá sofrer. Basta reduzir uma ou duas marchas que a condução fica ainda mais prazerosa.

Na comparação com o Up TSI, que é bem menor e utiliza uma versão com menos potência do mesmo motor, as respostas em baixas rotações (abaixo das 2 mil rpm) são melhores.

O Golf 1.0 também é melhor que o subcompacto nos níveis de ruído e vibração, muito baixos para um carro com motor de 3 cilindros, conhecido por ser mais “vibrante”.

No restante com conjunto, não há diferenças para os outros Golf. A direção segue precisa, a suspensão (com eixo de torção, assim como nas outras versões) faz um bom trabalho e o acabamento segue muito cuidadoso, apesar de o visual começar a ficar datado.

Pequenas grandes mudanças
Ao abrir o capô, chega até a ser curioso o grande espaço que sobra no cofre com este pequeno motor. Mas os resultados são inversamente proporcionais ao tamanho.

A Volkswagen conseguiu “tirar” mais 20 cv e 3,6 kgfm do já conhecido 1.0 turbo do Up. A marca montou uma apresentação de uma hora e meia para explicar como fez isso sem modificar a estrutura do motor.

Para gerar mais potência e torque, o turbocompressor passou a trabalhar com um volume maior de ar, que gera mais pressão. Para suportar a carga extra, alguns componentes tiveram que passar por um reforço no material. Caso da turbina, do compressor, própria carcaça, além das velas.

Para auxiliar na troca de temperatura do ar, o radiador auxiliar é maior. No fim das contas, a pressão, que no Up! é de 0,9 bar, salta para 1,3 bar no Golf.

Velho problema
O Golf é um carro bem equipado. Traz 7 airbags, controles de tração e estabilidade, sensores de estacionamento dianteiro e traseiro e central multimídia com tela de 6,5 polegadas. Ele pode ficar mais recheado, mas é aí que entra o principal problema da marca alemã: os pacotes de opcionais.

No caso do Golf, existem 3, e o preço de nenhum deles é convidativo.

No Elegance, de R$ 3.200, há sensores de luz e chuva, retrovisor interno antiofuscante, controle de velocidade de cruzeiro, rodas de 17 polegadas e volante multifuncional.

O Exclusive, além dos itens acima, adiciona central multimídia com GPS, comandos de voz e espelhamento de smartphone. Ele sai por R$ 9.549.

O último dos pacotes, Comfort, só pode ser adicionado quando um dos kits acima também é escolhido. Ele inclui ar-condicionado digital de duas zonas (controles separados para motorista e passageiro) e bancos de couro, e custa R$ 4.632. O único opcional livre é o teto solar panorâmico, de R$ 4.560.

Em resumo, o preço de um Golf 1.0 pode saltar dos R$ 74.990 iniciais até exorbitantes R$ 93.731, valor suficiente para adquirir um Ford Focus 2.0 de 178 cv, tão equipado quanto, e com câmbio automatizado de dupla embreagem.

Focus ou Fiesta?
Falando no Focus, o modelo é o único outro hatch médio no mercado a oferecer opção de transmissão manual. Ou seja, é o principal rival do Golf 1.0. Ele é oferecido com motor 1.6 de 135 cv e 16,7 kgfm. Parte de R$ 74.590, e traz nível semelhante de equipamentos.

Mas há um outro modelo na Ford que já utiliza motor 1.0 turbo. E ele nem está tão distante em preço do Golf. É o Fiesta EcoBoost, de R$ 71.990, que traz um 1.0, também de três cilindros e 125 cv. Ele só perde em torque, que é de 17,3 kgfm.

Apesar de ser menor (veja ficha técnica), o Fiesta é bem mais equipado do que o Golf. O Ford já oferece acesso e partida sem a necessidade de chave nas mãos, bancos de couro, ar-condicionado digital e sensores de luz e chuva. O câmbio é automatizado de dupla embreagem. Assim como o Volkswagen, tem controles de tração e estabilidade e 7 airbags.

Conclusão
Como primeira fabricante a colocar um motor 1.0 turbo em um carro médio, a Volkswagen dá um passo arriscado no Brasil. Este motor TSI, porém, justifica com sobras sua presença em um modelo um pouco maior do que nossos compactos.

Os compradores desta nova versão do Golf certamente irão cansar de ouvir a pergunta: motor 1.0 no Golf? A resposta é do tipo de encerra discussões: sim, e anda bem mais e "bebe" muito menos do que o 1.6.

Fonte: G1

Mais Novidades

10 JAN
Chevrolet aumenta preços de Cobalt, Spin, Tracker e Equinox

Chevrolet aumenta preços de Cobalt, Spin, Tracker e Equinox

Lançado no final de 2017, o SUV começa 2018 com o maior aumento da linha (Divulgação/Chevrolet) Não foram apenas Onix, Prisma e Cruze que sofreram seus primeiros reajustes de 2018 na Chevrolet. A marca anunciou preço maior também para Cobalt, Spin, Tracker e o recém-chegado Equinox, dono do acréscimo mais alto da linha nos últimos tempos: R$ 6.090. Versão Elite (foto) foi a que mais subiu na gama do sedã intermediário... Leia mais
09 JAN
Sete truques para não tomar multas de trânsito

Sete truques para não tomar multas de trânsito

– (Michael Melo/Quatro Rodas) Não tem mais jeito: com o cerco das autoridades, cada vez mais motoristas são pegos pela “indústria” da multa. Mas existem algumas táticas para não ter prejuízo nem risco de perder sua CNH que o governo nem sempre revela. Conheça sete truques que vão garantir seu sossego financeiro e sua carteira zerada. Tolerância (que não é) zero – (Marco de Bari/Quatro Rodas) Por lei, todos... Leia mais
09 JAN
Ford registra nova geração do Fiesta no Brasil

Ford registra nova geração do Fiesta no Brasil

Nova geração do Fiesta ficou mais espaçosa e estreou equipamentos inéditos (divulgação/Ford) A Ford já afirmou que a nova geração do Fiesta não será vendida no Brasil. Apesar de ser mais moderno, o compacto europeu ficaria muito caro no mercado nacional. Esse, inclusive, foi um dos motivos pelo qual a filial brasileira optou por uma nova reestilização no hatch fabricado em São Bernardo do Campo (SP). Isso não quer dizer,... Leia mais
09 JAN
Concessionárias já vendem Fiat Cronos na Argentina

Concessionárias já vendem Fiat Cronos na Argentina

Sedã já está disponível no país vizinho em todas as versões (Mercado Libre/Internet) O Fiat Cronos só chegará às concessionárias brasileiras em fevereiro, mas na Argentina, onde é fabricado, o novo sedã compacto já está à venda. E todas as versões estão disponíveis. Vendedores mais ligeiros já anunciam o Cronos no Mercado Libre. Os preços partem de 321.300 pesos, algo como R$ 55.600 pela cotação do dia 09/01/2018, na... Leia mais
09 JAN
Fisker Emotion EV, um cupê elétrico com autonomia de 644 km

Fisker Emotion EV, um cupê elétrico com autonomia de 644 km

Portas do Emotion abrem para cima (Fisker/Divulgação) A Fisker aproveitou a  feira de tecnologia Consumer Eletronics Show (CES) 2018, que acontece esta semana em Las Vegas, para apresentar o Emotion EV. Com lançamento previsto para 2019, o cupê elétrico tem a incrível autonomia de 644 km e quer roubar clientes do Tesla Model S. Outro destaque do Emotion é que uma carga de apenas nove minutos garante 200 km de autonomia, segundo a... Leia mais