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04 DEZ
Com carro 'tipo Fórmula 1', alunos se preparam para competição nos EUA

Com carro 'tipo Fórmula 1', alunos se preparam para competição nos EUA

"Nosso carro parece um de Fórmula 1, com um vermelho muito semelhante ao dos carros da Ferrari", é o que conta um dos estudantes de uma faculdade de Sorocaba (SP) que está se preparando junto com seu grupo para em uma viagem rumo à Michigan, nos Estados Unidos. O motivo é uma competição de automobilismo, que avalia por meio de provas estáticas e dinâmicas os carros de corrida construídos pelos alunos.

O grupo, que aposta na tecnologia dos carros de corrida aliada com a tradição da Ferrari, ganhou a oportunidade de competir depois que conquistou o terceiro lugar na classificação geral da Fórmula SAE Brasil, competição que tem como objetivo propiciar aos estudantes de engenharia a oportunidade de aplicar na prática os conhecimentos adquiridos em sala de aula. 

William Frank, de 21 anos, está cursando o terceiro ano de engenharia mecânica e se interessou pelo projeto extracurricular. Em janeiro, ele participou de uma seletiva interna e passou a integrar a equipe "V8 Racing", responsável por construir o carro. "Hoje a equipe tem 20 pessoas de todos os semestres e engenharias. É uma oportunidade de adquirir mais conhecimento e aplicar até mais do que aprendemos em sala de aula", conta.

A equipe trabalha em uma oficina na própria faculdade. Lá os estudantes fizeram os cálculos, desenvolveram o desenho e o software, confeccionaram componentes e, enfim, montaram o carro. "Como a faculdade participa há vários anos, usamos o mesmo carro do ano passado, fazendo adaptações e melhorias. Mas, a cada dois anos, a equipe compete com um novo. É uma regra da competição", explica o estudante.

Competição
A Fórmula SAE Brasil foi realizada no mês de outubro em Piracicaba (SP) e, durante a competição, vários aspectos dos carros das 39 equipes inscritas foram avaliados por uma comissão de juízes. O veículo passou por uma prova de apresentação, que avaliou o design e também o software. Em seguida, foi submetido a uma inspeção técnica e passou por quatro provas dinâmicas: aceleração, estabilidade lateral, percurso com obstáculos e enduro. Esta última considerada a mais difícil, já que consiste em correr 22 quilômetros com apenas uma troca de pilotos e, posteriormente, ocorre a verificação da integridade do veículo.

Segundo os estudantes, para se preparar para essa bateria de provas, foram meses de trabalho. "Na oficina fazemos a revisão, a troca de peças e o que mais for necessário, mas o teste de rodagem e a simulação das provas acontecem em um espaço no Parque Tecnológico. Isso é importante porque na prova de enduro, por exemplo, a maioria dos carros competidores acabam quebrando", diz William. 

Próximos desafios
O custo de todo o trabalho neste ano ficou em torno de R$ 75 mil, de acordo com William. Agora, para segunda etapa, é necessário levantar mais dinheiro. "O carro é montado com ajuda da faculdade e de patrocínio. Agora, classificados para a competição internacional, faremos mais melhorias nele até dezembro. Precisamos de R$ 100 mil para ir para os EUA e conquistar o nosso objetivo, que é de ficar entre os 20 primeiros."

A competição em Michigan será de 11 a 14 de maio de 2016. O desafio de competir com equipes de todo o mundo é grande e também é motivo de ansiedade. "São seis meses para nos preparamos, mas tem toda a burocracia de transportar o carro até lá, então precisamos terminar as adaptações antes. O sonho de todo formuleiro é competir no exterior porque vamos lá e vamos aprender coisas novas. As tecnologias, enfim, é tudo diferente", finaliza.

 

Fonte: G1

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