Novidades

27 NOV
RAM 2500 Laramie 2016: Primeiras impressões

RAM 2500 Laramie 2016: Primeiras impressões

É biscoito ou bolacha? Caminhão ou picape? Embora a legislação determine que é de fato um caminhão, a sensação dentro da RAM 2500 é de estar em uma picape das mais luxuosas, graças à versão Laramie que retorna ao mercado brasileiro depois de quase 2 anos de ausência.

Com 6 metros de comprimento, 1,97 metro de altura e entre-eixos do tamanho de um Fiat Uno, a picape grande vai competir com as médias mais equipadas do mercado brasileiro, oferecendo maior espaço, potência e tecnologia.

Mas para colocar as botinas dentro dessa "nave" será preciso desembolsar pelo menos R$ 249.900 - um preço que reflete seus números superlativos. São 330 cavalos de potência, 7,75 toneladas no reboque e 117 litros no tanque de combustível.

Neste patamar, a RAM, que faz parte do grupo Fiat Chrysler (FCA), quer emplacar a picape/caminhão como uma espécie de "limusine rural" e espera ver as botinas de fazendeiros pisarem o carpete de 1 mil unidades até o final de 2016.

Mudanças
A RAM 2500 apareceu pela primeira vez no Brasil em 2005, ainda parte da linha Dodge. A separação começou em 2009, seguindo um plano estratégico global, mas a importação parou 3 anos depois.

As últimas unidades do modelo 2012 foram vendidas no início de 2014. Agora, a picape chega já em versão 2016, ou seja, pulando 4 "anos" de vida, que trouxeram avanços mecânicos e de conforto.

Força bruta
A principal diferença é no motor Cummins de 6.7 litros e 24 válvulas, que ficou mais poderoso, despejando 330 em vez de 310 cavalos de potência, com um torque expressivo de 104 kgfm disponível a partir de 1.600 rpm - um aumento de 23,8% com relação aos 84 kgfm da última versão.

Aliado ao câmbio automático de 6 marchas e tração 4x4 com opção de reduzida, o conjunto é capaz de rebocar nada menos que 7.750 kg, ou cerca de 41% a mais que os 5.500 kg de antigamente.

Neste quesito, a modelo importado do México se mostra mais parecido com um caminhão mesmo, ainda mais com sistemas de freio motor, que alivia os freios a disco nas 4 rodas, e de transmissão, que evita trocas de marchas desnecessárias com carga.

Conforto de SUV
No entant, até mesmo os mais brutos vão amolecer quando entrarem na cabine. O acabamento é similar ao de SUVs de luxo, com revestimentos em couro, carpete macio no chão, ar-condicionado de 2 zonas com saída na segunda fileira, aquecimento e ventilação nos bancos.

Até mesmo o vidro vigia traseiro é acionado eletronicamente, assim como os ajustes dos bancos dianteiros e dos retrovisores externos. Também são novidades o sistema multimídia com tela sensível ao toque de 8,4 polegadas e o painel de instrumentos com tela TFT colorida de 7 polegadas.

No entanto, em nome do conforto, o banco dianteiro que permitia levar até 3 pessoas na frente deu lugar a apenas 2 assentos com um console central generoso no meio, que lembra sedãs premium.

Por outro lado, a mudança abriu espaço para mais porta-objetos no interior e na caçamba, que conta com 2 compartimentos de 132 litros cada um nas laterais. As chamadas Ram Box possuem fechaduras e dreno, para quem quiser levar bebidas geladas ou a carne do churrasco.

Na direção
De fora do veículo, é possível dar a partida com 2 toques em um botão da chave. O motor de 6.7 litros solta o "berrante", e as portas se destravam ao se aproximar. Como em caminhões, os estribos não são acessórios, mas essenciais para escalar ao banco do motorista sem muito esforço.

Sem habilitação de categoria "C", exigida para veículos de carga com peso bruto total (PBT) acima de 3,5 toneladas, foi possível testar a RAM 2500 apenas em circuito fechado no interior de São Paulo. Para sair, a alavanca do câmbio fica próxima à mão direita, atrás do volante.

A picape/caminhão sai facilmente do repouso, sem trancos, e surpreende o motorista receoso de controlar 3,4 toneladas em ordem de marcha (4.536 kg de PBT). Mesmo quando começa a escapar na curva, os controles eletrônicos de estabilidade e tração atuam rapidamente para corrigir a trajetória e dar tranquilidade ao condutor.

Limitações
A exigência de carteira de habilitação do tipo "C" é uma barreira que antecede a compra da RAM 2500. Os interessados em mudar a categoria da CNH devem ter a do tipo "B" (de carros de passeio) há pelo menos 1 ano e não ter cometido infração grave, gravíssima ou ser reincidente em infração média nos últimos 12 meses.

Além disso, dirigir um caminhão exige também mais atenção aos limites de velocidade diferenciados para veículos de carga em vias expressas e rodovias. Em zonas urbanas, é preciso ficar atento também a restrições de circulação.

O tamanho, que é um dos pontos fortes, pode ser ainda uma limitação, caso a ideia seja andar dentro de cidades. Poucas ruas e estacionamentos estão preparados para seus 6 metros de comprimento e 2 metros de largura.

Na comparação com as picapes médias que dominam o segmento, a RAM 2500 só perde com a falta de alguns itens, como a capota marítima, de série na Chevrolet S10 High Country.

Nas versões anteriores, a diferença de preços para as médias não era tão grande, mas agora chega a quase R$ 90 mil. Seja para quem gosta de caminhão ou de picape, é um valor alto.

 

Fonte: G1

Mais Novidades

13 MAR

Citroën Berlingo tem nova geração registrada no Brasil

O Grupo PSA parece ter gostado da investida nos utilitários comerciais após a renovação de seus furgões Peugeot e Citroën no Brasil e poderá investir em mais um por aqui: a nova geração do Berlingo. O modelo foi registrado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), mas ainda não tem sua chegada confirmada. De uma só vez, a Citroën garantiu o registro das configurações para carga e passageiro do Berlingo, que têm desenhos diferentes. Enquanto o furgão segue... Leia mais
13 MAR

Impressões: Caoa Chery Tiggo 7 não deve (quase) nada aos SUVs coreanos

Produzido em Anápolis (GO), Tiggo 7 estreou em fevereiro (Caoa Chery/Divulgação)Os carros de marcas chinesas ainda não estão no mesmo patamar de qualidade geral dos produtos de marcas consagradas. Mas, a julgar pelo Tiggo 7, SUV que a Caoa Chery começou a vender em fevereiro, o jogo pode estar prestes a mudar.Com 4,51 m de comprimento, 1,84 m de largura e 1,67 m de altura, o Tiggo 7 tem porte de Jeep Compass (respectivamente, 4,42 m, 1,82 m e 1,64 m). O conteúdo também é de gente... Leia mais
13 MAR
Novas tecnologias: faróis do futuro conversarão com motoristas e pedestres

Novas tecnologias: faróis do futuro conversarão com motoristas e pedestres

Algumas funções dos faróis: luz alta, luz baixa, indicadores de direção, luz de posição e luz diurna  (Divulgação/Volkswagen)Luzes ganharão um papel de maior importância na segurança viária (Divulgação/Volkswagen)Os faróis terão importância estratégica para a mobilidade do futuro. Além de apenas iluminar, para que os motoristas possam ver e ser vistos, esses componentes estão ganhando novas funções, tornando-se dispositivos ativos para aumentar a segurança dos... Leia mais
13 MAR

Especial Óleo Lubrificante: saiba tudo sobre troca, tipos e especificações

O óleo não só lubrifica o motor; ele também atua na prevenção do desgaste, da oxidação e da corrosão das peças (Reprodução/Quatro Rodas)Quando o assunto é óleo, a preocupação é certa. Afinal, além de ser o responsável pela lubrificação, o óleo atua na prevenção do desgaste, da oxidação e da corrosão das peças do motor.Mas, se por ventura houver algum deslize e a lubrificação for realizada incorretamente, isto poderá ocasionar a redução da performance do... Leia mais
12 MAR

Toyota e agência espacial japonesa vão desenvolver veículo para rodar na Lua

A Toyota e a agência espacial do Japão disseram nesta terça-feira (12) que concordaram em cooperar no desenvolvimento de um veículo lunar elétrico tripulado, que funciona com tecnologia de células de combustível de hidrogênio. Embora o Japão não tenha planos de fabricar um foguete capaz de levar as pessoas ao espaço, o veículo de exploração lunar poderá ser uma grande contribuição para um programa internacional de sondas espaciais no futuro, informou a Agência de... Leia mais
12 MAR

Ford confirma: três interessados disputam fábrica de São Bernardo do Campo

Fábrica da Ford começou a ser erguida pela Willys-Overland em 1952 (Acervo/Quatro Rodas)A Ford bateu o martelo para o fim de suas atividades na fábrica de São Bernardo do Campo (SP), mas ainda há esperança para os cerca de 3.000 funcionários que trabalham no local.O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC afirma que, em reunião com executivos do fabricante em Dearborn, nos EUA, a marca descartou qualquer possibilidade de rever a decisão do encerramento da linha de montagem.“Aqui estão... Leia mais