Novidades

25 ABR
Por que certas versões de um carro desvalorizam menos que outras?

Por que certas versões de um carro desvalorizam menos que outras?

Desvalorização chega a ser dez vezes maior em determinadas versões do mesmo carro (João Mantovani/Quatro Rodas)

Analisando a tabela de preços de QUATRO RODAS elaborada mensalmente em conjunto com a KBB Brasil, podemos verificar que versões do mesmo carro muitas vezes têm taxas de desvalorização discrepantes.

Um Volkswagen Polo 1.6 MSI, por exemplo, tem desvalorização de 8,95%. Já a taxa para um Polo Highline 200 TSI é de 2,78%.

Para entender por que essa situação ocorre, QUATRO RODAS consultou o gerente de precificação da KBB Brasil, Fernando Barros.

VW Polo Highline desvaloriza quatro vezes menos que o Polo 1.6 MSI (Divulgação/Volkswagen)

Segundo o especialista, a taxa de desvalorização é elaborada de acordo com cada versão e não por modelos.

“A taxa de desvalorização aferida pela KBB Brasil leva em conta cada versão de um modelo que analisamos. Portanto, cada versão do carro segue, até certa medida, a sua própria reputação no mercado.”

Isso porque, segundo Barros, cada versão atua de maneira diferente e, muitas vezes, mirando em diferentes tipos de consumidor.

Renault Sandero RS: configuração esportiva do hatch atua de maneira diferente no mercado quando comparada às demais versões (Divulgação/Renault)

“Por exemplo, se observarmos as curvas históricas das versões 1.0 e 1.6 de um Renault Sandero, teremos uma taxa de desvalorização bem diferente da versão 2.0 R.S., que cumpre um papel de nicho dentro da gama do hatch. Logo, é inevitável que esta versão tenha uma taxa distinta das demais.” afirma.

Ainda de acordo com Barros, outro fator que pode influenciar na curva de desvalorização é a chegada de equipamentos que não foram bem aceitos pelo mercado.

Outro exemplo que pode causar diferenças nas taxas de desvalorizações de um carro é alguma tecnologia mal aceita, como os câmbios automatizados de uma embreagem, que tendem a provocar maior desvalorização em comparação com as versões de um mesmo carro com câmbio manual ou automático convencional.” conclui.

O contrário também é verdade: versões com itens que caíram no gosto popular tendem a ser mais visadas no mercado de usados e, portanto, mais valorizadas.

É o que explica o índice tão baixo de desvalorização do Polo Highline 200 TSI: tem motor mais potente e econômico, além de vir, na maioria dos casos, com quadro de instrumentos digital, inexistente na versão 1.6 MSI.

Desta forma, o que se pode afirmar é que cada versão tem um comportamento diferente no mercado, de acordo com sua proposta e equipamentos.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

09 AGO

As dez vezes em que o Longa Duração acabou antes da hora

O Longa Duração é uma das seções mais antigas e conhecidas de QUATRO RODAS.O teste, que não é feito por nenhuma outra revista do mundo, envolve a compra (de forma anônima) de um automóvel, a rodagem prolongada dele e seu posterior desmonte para avaliação.Só que nem sempre conseguimos chegar à quilometragem final – atualmente vamos até os 60 mil km. Relembramos dez oportunidades em que alguns carros da nossa frota se transformaram em “curta duração”.O Voyage terminou o... Leia mais
09 AGO

Suzuki, Yamaha e Mazda admitem irregularidades em testes de emissões no Japão

As montadoras Mazda, Suzuki e Yamaha fizeram testes irregulares de veículos para consumo de combustível e emissões poluentes, disse o governo japonês nesta quinta-feira (9), revelando novos casos de falhas de conformidade por parte dos fabricantes. Os resultados vieram à tona depois que o governo ordenou às montadoras que checassem suas operações após revelações de testes inadequados na Subaru e na Nissan no ano passado. A conduta das montadoras em todo o mundo vem sendo... Leia mais
09 AGO

Símbolo cult, Mustang chega aos 10 milhões de exemplares vendidos

O Mustang, carro cult e símbolo da cultura americana, chegou aos 10 milhões de exemplares vendidos nesta quarta-feira (8), o que motivou uma grande festa na sede da Ford, em Michigan. As comemorações ocorrem em um momento-chave para a Ford, quando as vendas do Mustang caem nos Estados Unidos, mas crescem no exterior, em mercados como China e Alemanha. Para comemorar este marco na história do carro que tem o nome dos cavalos selvagens do oeste dos EUA, a Ford recorreu à... Leia mais
08 AGO

Como funciona o câmbio CVT

Muita gente se sente desconfortável quando o assunto é transmissão. São vários modelos de câmbios com princípios de funcionamento diferentes. Temos: transmissões mecânicasautomatizadas de primeira geração (uma embreagem)automatizadas de segunda geração (duas embreagens)transmissões automáticastransmissões CVT, de primeira e segunda geração. A competição acirrada está entre o câmbio automático, o automatizado de dupla embreagem e o câmbio CVT. Considerado... Leia mais
08 AGO

Renault Captur e Ford Ka: os brasileiros preferem o motorzinho

No Renault Captur, o motor 2.0 16V de 148 cv, disponível em três versões, responde por apenas 4% das vendas – os outros 96% correspondem ao motor 1.6 (Divulgação/Renault)É comum que um mesmo modelo seja vendido com diferentes tipos de motor. Mas nem sempre o consumidor dá atenção a todas as opções. Levantamento feito pela consultoria Jato Brasil a pedido da QUATRO RODAS revela os motores preferidos em alguns carros no primeiro semestre de 2018.No Renault Captur, o motor 2.0 16V... Leia mais
08 AGO

Jaguar I-Pace, o SUV elétrico com autonomia de carro convencional

A grade frontal fechada ajudou a manter o Cx em bons 0,29 (David Shepherd/Jaguar)Quase todos os fantasmas que o carro elétrico precisa enfrentar envolvem suas baterias. Sua produção é poluente e cara, e elas ainda restringem a autonomia do veículo.Enquanto isso não se resolve, a Jaguar solucionou parte desses limitantes no I-Pace, modelo que chega ao Brasil no fim do ano, com a força bruta: lotando o assoalho com 432 células de íon-lítio, suficientes para dar um alcance ao modelo de... Leia mais