Novidades

10 FEV
Picape grandalhona VW Tanoak ficará só no sonho. Tarok está na berlinda

Picape grandalhona VW Tanoak ficará só no sonho. Tarok está na berlinda

Gostou do estilo da Atlas Tanoak? Ela ficará só no conceito… (Divulgação/Volkswagen)

A Volkswagen surpreendeu no Salão de Nova York de 2018, realizado quase dois anos atrás, ao apresentar o conceito de uma picape grande (média para os padrões norte-americanos) construída sobre chassi monobloco.

Com 5,44 metros de comprimento, 2,03 m de largura, 1,84 m de altura e 3,26 m de entre-eixos, a VW Atlas Tanoak seria o maior veículo já construído sobre a plataforma modular MQB, a mesma capaz de gerar um compacto como o Polo e um SUV grandalhão como o Atlas.

Entretanto, segundo o site Autoblog, a fabricante já teria batido o martelo contra sua produção, devido aos custos de desenvolvimento e das dificuldades de tornar uma picape monobloco tão valente e atraente quanto os modelos equivalentes construídos sobre chassi de longarinas.

Custos de desenvolvimento e dificuldades para deixá-la valente o suficiente falaram contra o projeto (Divulgação/Volkswagen)

“Ele [Hein Schafer, vice-presidente de produto e estratégia da marca nos Estados Unidos] disse que [a Atlas Tanoak] provavelmente não teria as mesmas capacidades das picapes sobre chassi”, diz a publicação.

“Ele também observou que ela seria comparável à Honda Ridgeline [outra picape monobloco vendida nos EUA], mas as vendas da Ridgeline são tão baixas que ambas brigariam por uma fatia muito pequena de mercado”, segue.

O protótipo da Atlas Tanoak continha um motor V6 a gasolina de 280 cv e 36,8 mkgf, torque considerado baixo para uma picape de suas dimensões. O câmbio era automático de oito marchas e a tração, integral.

Picape compacta-média Tarok ainda tem chances de ganhar vida (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)

Ainda de acordo com o Autoblog, a Schafer teria afirmado que a Tarok, projeto brasileiro exibido em nova York um ano mais tarde, tem mais chances de virar realidade.

“Ela [a Tarok] foi bem recebida [pelo público] e não teria uma competição tão dura em seu segmento. Poderia ser comercializada mais como um veículo de estilo, sem ter de focar tanto nas capacidades [off-road].”

Um detalhe observado pelo site confirma informações já apuradas por QUATRO RODAS: caso vire realidade, a Tarok será diretamente derivada do projeto Tarek, SUV intermediário rival do Jeep Compass que será feito na Argentina e tem chances de ser produzido também no México, de onde seria exportado aos EUA.

Modelo fez sucesso no Salão de SP de 2018 (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)

Nossa reportagem já tomou conhecimento que, enquanto o Tarek (cujo nome ainda não é definitivo e o visual deve mudar em relação ao Tharu chinês) recebe o código interno 316, a Tarok tem a numeração 317. Isso confirma a proximidade entre os dois modelos, tal qual ocorre com Polo (270), Virtus (271) e Nivus (270 3 CUV).

O que pode dar errado para a Tarok? A Volkswagen, ao que tudo indica, não anda muito animada com o mercado de picapes num geral. “A fabricante está dando às picapes muito pouca prioridade. Mesmo que [os projetos] sigam adiante, ela preferiria lançar picapes elétricas”, relata a publicação.

Durante o lançamento do Polo GTS, o presidente da VW na América do Sul, Pablo di Si, já havia relatado que os planos da Tarok estavam arrefecidos e dificilmente seriam concretizados antes de 2021.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

15 JUN

Jeep faz recall de Compass e Renegade; motor pode desligar sozinho

A Jeep anunciou nesta sexta-feira (15) o recall de Renegade e Compass por uma possível falha nos dos relés dos sistemas de ignição e injeção de combustível. O defeito pode levar ao desligamento inesperado do motor. O chamado envolve unidades de ano/modelo 2017/2018 e os proprietários devem levar os veículos às concessionárias para o reparo gratuito a partir de 18 de junho. Veja os chassis envolvidos: Jeep Renegade 2017/2018: últimos 6 dígitos de 129173 a 186288Jeep... Leia mais
15 JUN

Jaguar Land Rover terá 4 lançamentos no Brasil até o final do ano

A Jaguar Land Rover prepara 4 lançamentos para o Brasil até o final de 2018, sendo que 3 deles são híbridos ou elétricos. Atualmente, o grupo não possui modelos com estas tecnologias por aqui. O G1 esteve em Portugal para testar a principal novidade, o I-Pace. Ele desembarca no Brasil no final do ano, entre novembro e dezembro, como o primeiro veículo elétrico do grupo. O I-Pace será vendido em quatro versões: S, SE, HSE e First Edition. Todas serão equipadas com dois... Leia mais
14 JUN

Pesquisa Os Eleitos 2018 da QUATRO RODAS: você já pode votar!

Pesquisa Os Eleitos é a mais tradicional do mercado brasileiro (Arte/Quatro Rodas)OS ELEITOS, de QUATRO RODAS, é a pesquisa mais importante do setor automotivo.Proprietários e usuários de serviços avaliam e dizem o que pensam sobre as empresas das quais são clientes.Para participar dessa avaliação, basta responder a um questionário, cujo preenchimento leva até 10 minutos.No entanto, será necessário inserir seu CPF e comprovar a propriedade do veículo através do... Leia mais
14 JUN

O Brasil vai chegar (muito) atrasado na festa do carro elétrico

O foco principal das montadoras aqui no Brasil são nas tecnologias tradicionais (Reprodução/Quatro Rodas)A prometida redução de IPI (de 25% para 7%) deve estimular a venda dos híbridos e elétricos. Mas, sozinha, não fará milagres.Não espere que a venda desse tipo de veículo seja tão relevante no Brasil quanto nos mercados europeus (como Alemanha e França) e asiáticos (como China e Japão), que dão incentivos maiores e há mais tempo.Um sinal do que deve acontecer por aqui foi... Leia mais
14 JUN

Correio Técnico: Como funciona o sensor de pressão dos pneus?

Os sensores transmitem as informações de cada pneu por meio de radiofrequência (Acervo/Quatro Rodas)Como funciona o sensor de pressão dos pneus no caso de trocar a roda de posição? – Carlos Henrique Rodrigues Pereira – Rio de Janeiro (RJ)Os sensores de pressão e temperatura do sistema de monitoramento da pressão dos pneus (TPMS, Tire Pressure Monitoring System) funcionam pela transmissão de informações feitas por radiofrequência (315 kHz ou 433 kHz, em geral).Eles vêm de... Leia mais
14 JUN

Os carros da Rússia são bem piores do que os nossos “nacionais”

Quem for à Rússia para acompanhar os jogos da Copa, em junho, perceberá que, apesar da distância, o mercado automotivo local tem suas semelhanças com o nosso.Além das estradas em péssimas condições, o que obriga os fabricantes a reforçar a suspensão, os dois países têm histórico de manter carros bem antigos em produção por décadas.As limitações da ex-URSS e a necessidade de ter carros robustos e baratos deram origem a modelos bem curiosos, que ainda podem ser vistos nas ruas... Leia mais