Novidades

14 JAN
A Kombi picape que virou elétrica para levar réplica de um Porsche RSK 718

A Kombi picape que virou elétrica para levar réplica de um Porsche RSK 718

Estilosa e silenciosa, a Kombi elétrica faz bem para os olhos e ouvidos (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Carlos Figueiredo, 62 anos, o Carlão, é fã de carros antigos e de tecnologia. Em sua coleção de automóveis clássicos, dominada por alguns Puma GTB e réplicas de Jaguar e Porsche, destaca-se uma Kombi Corujinha picape 1975.

Mas não é uma Kombi qualquer. Ela foi restaurada e construída para ser uma réplica de uma das 1.000 unidades customizadas pela preparadora holandesa Kemperink e vendidas na rede VW do país.

Além da exclusividade da carroceria, tem pintura inspirada na equipe de corrida Porsche-Gulf. É essa picapinha toda especial que leva de um evento para o outro a réplica de um Porsche RSK 718, também caracterizado nas cores da Gulf.

Segundo Carlão, as janelas Safari, basculantes, funcionam como “ar-condicionado natural” da Kombi (Fernando Pires/Quatro Rodas)

A grande surpresa é a propulsão dessa Kombi: elétrica. Carlão se jogou no mundo das conversões de veículos a combustão para eletricidade há dois anos.

Começou com um bugue, mas foi seu segundo projeto, um Fusca, que ele diz ser seu maior laboratório de aprendizado.

O Fusca era mais parrudo que o bugue: tinha motor trifásico de corrente alternada com 20 hp em 72 V. A bateria ainda era de aplicação convencional, de chumbo, com unidade controladora profissional.

Há seis meses, com mais experiência em conversões, Carlão iniciou a eletrificação da Kombi.

Evento de clássicos? Kombi e Porsche vão sempre juntos e fazem o maior sucesso (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Para ela, o colecionador não economizou em tecnologia. O motor de corrente alternada trifásico de 92 V é da marca alemã Jungheinrich, aplicado em empilhadeiras de alta capacidade, e tem 75 cv de pico de potência.

A unidade de controle (capaz de monitorar e administrar motor, baterias e a entrega de potência e torque) é top de linha, explica Carlão.

“É o que há de melhor no mercado, da marca Curtis, modelo 1238e de 96 V e 650 amperes”, conta ele empolgado.

Bocal do tanque deu lugar ao plugue de recarga (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Na prática, é essa central que permitiria à Kombi o uso de recursos como acelerador eletrônico e regeneração de energia para as baterias e freio motor, além de informações em tempo real de temperatura, velocidade, corrente elétrica, entre outras.

“Essa controladora é similar à utilizada nos carros da Tesla”, diz Carlão todo orgulhoso.

O conjunto de baterias é simples, composto por 16 unidades automotivas, convencionais, de 100 amperes, ligadas em série. Segundo o colecionador, com 100% de carga, o conjunto confere à Kombi uma autonomia de até 90 km.

As baterias, de acordo com Carlão, ainda são o ponto mais delicado em um veículo elétrico: “As de chumbo são mais pesadas, maiores e com menor vida útil do que as de lítio, mas custam em média 75% menos”, ensina.

Na Kombi, o kit de baterias saiu por R$ 11.200. “Um conjunto de lítio para assegurar a mesma autonomia não sairia por menos de R$ 50.000”, diz.

O custo de uma conversão no Brasil é bem variado. Carlão conta que com R$ 18.000 (sem baterias) você já pode ter um Fusca elétrico com boa dinâmica no uso urbano.

No entanto, um kit de conversão de Kombi mais avançado, como os que são vendidos nos EUA, chega ao Brasil por cerca de R$ 76.000.

No porão, abaixo do assoalho da caçamba, 16 baterias convencionais (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Acrescente nessa conta o valor do próprio carro mais os R$ 50.000 de um kit de baterias de lítio e verá que o preço fica próximo ao de automóveis elétricos vendidos em concessionárias, muito mais modernos, novos e com garantia.

Esse banho de tecnologia sobre uma base antiga tem nome: retrofit, uma estratégia que nasceu nas empresas de arquitetura europeias que precisavam modernizar edifícios históricos mantendo a essência do projeto.

Deu tão certo que o retrofit migrou para o mundo da decoração, da moda e, como vemos aqui, do automóvel.

Simples assim: cofre abriga, com folga, motor, controladora, carregador e conversor (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Entusiasta da mobilidade sustentável, Carlão lamenta que a legislação brasileira não contemple a conversão de carros a combustão em elétrico.

“Se fosse algo permitido em larga escala, bastaria uma simples vistoria para emissão de um laudo para atestar a conformidade da instalação”, diz ele, empolgado com a possibilidade de ver mais carros elétricos rodando pelo Brasil em pouco tempo.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

26 DEZ
Longa duração: Creta nos mínimos detalhes

Longa duração: Creta nos mínimos detalhes

Creta: relatório completo após ida a Chapecó (SC) (Rodrigo Ribeiro/Quatro Rodas) Criterioso, crítico e atento aos mínimos detalhes, o jornalista e colaborador da QUATRO RODAS Rodrigo Ribeiro conviveu com nosso Creta por oito dias, período no qual rodou mais de 2.000 km, entre São Paulo e Chapecó (SC). Com o Hyundai, ele levou também a missão de trazer uma análise microscópica, uma vez que a vida do SUV entre nós tem sido... Leia mais
26 DEZ
Nova geração do Hyundai Veloster aparece sem camuflagem

Nova geração do Hyundai Veloster aparece sem camuflagem

Nova geração do carro de três portas estará no Salão de Detroit (Paultan/Internet) Antes que você pergunte: sim, a segunda geração do Hyundai Veloster continua com três portas. Mas o mais importante: a fama de lento deve ficar para trás. A fabricante sul-coreana designou dois motores para o modelo em seu lançamento: o 1.4 Kappa turbo com aproximadamente 140 cv e o 1.6 Gamma turbo de 204 cv. Ambos terão câmbio automatizado de... Leia mais
22 DEZ
Drones vão gerar multas para motoristas infratores

Drones vão gerar multas para motoristas infratores

Agentes do Detran começam a fiscalizar motoristas em Brasília com drones (Detran - DF/Divulgação) Desde 18 de dezembro agentes do Detran passaram a usar drones nas vias principais de Brasília (DF) para flagrar imprudências ao volante. Os drones conseguem identificar motoristas falando ao celular, desrespeitando a faixa de pedestres, estacionando de forma irregular e outras infrações de caráter comportamental – ou burlando a lei... Leia mais
22 DEZ
Fiat apresenta “nova” Ducato para 2018

Fiat apresenta “nova” Ducato para 2018

Para o Brasil, algumas mudanças no para-choque, faróis e grade frontal da Ducato (Divulgação/Fiat) Um ano após encerrar a produção da Ducato no Brasil, a Fiat vai trazer ao país em 2018 a “nova” geração do furgão. Importada do México, o modelo reestilizado é oferecido na Europa desde 2014. As aspas na palavra nova se justificam pela discrição das novidades. Para o Brasil, a Ducato ganhou algumas mudanças discretas no... Leia mais
22 DEZ
Novo Ford Focus é apresentado pela primeira vez

Novo Ford Focus é apresentado pela primeira vez

Imagem divulgada pela Ford mostra o novo Focus com a carroceria definitiva escondida por adesivos (Divulgação/Ford) A boa notícia: a Ford divulgou a primeira imagem oficial do novo Ford Focus, que será lançada no ano que vem. A má notícia: a quarta geração do hatch médio ainda aparece com camuflagem colorida. Tudo porque sua primeira aparição em público será durante o Salão de Genebra, em março. Pelo menos a camuflagem... Leia mais
22 DEZ
Rodas de fibra de carbono são melhores do que as de liga leve?

Rodas de fibra de carbono são melhores do que as de liga leve?

Mustang Shelby GT 350 R foi o primeiro carro com rodas de fibra de carbono (Ford/Divulgação) O quão melhor é uma roda de fibra de carbono em relação a uma de liga leve? Qual o primeiro carro equipado com ela? – Jeison Silva Pereira, Niterói (RJ) O primeiro carro a oferecer rodas feitas de fibra de carbono foi o Ford Mustang Shelby GT350R de 2015. Uma das principais vantagens é seu peso. “Elas são até 40% mais leves, o que... Leia mais