Novidades

03 JAN
Retrospectiva: veja os caminhões que roubaram a cena em 2019

Retrospectiva: veja os caminhões que roubaram a cena em 2019

O Mercedes-Benz Actros foi um dos grandes destaques do ano (Fernando Pires/Quatro Rodas)

2019 foi um ano cheio de novidades e até mesmo o segmento dos veículos pesados teve lançamentos interessantes que, não raro, roubaram a cena com tecnologias de ponta e inéditas inclusive entre os automóveis importados de luxo.

Ano passado, teve caminhão com câmeras no lugar dos retrovisores, caminhão elétrico e gigantes que aguentam toneladas e toneladas de carga. E a lista de boas surpresas deve crescer ainda mais em 2020.

No Brasil, a frota de caminhões já ultrapassa os 2 milhões de veículos, segundo estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação. 

QUATRO RODAS listou as principais notícias de 2019 nesse o universo. Confira:

Para dirigir o VW Delivery Express é necessário apenas a habilitação categoria B, a mesma necessária para carros (Christian Castanho/Quatro Rodas)

QUATRO RODAS testou o novo VW Delivery Express. O caminhão custa o mesmo que uma VW Amarok 2.0 SE (R$ 141.000) e pode ser dirigido por qualquer motorista que detenha uma CNH do tipo B (a mesma necessária para conduzir veículos leves).

Isso porque o Delivery tem um peso bruto homologado de 3.500 kg, justamente o limite colocado pela legislação para os automóveis dirigidos pelos habilitados do tipo B.

A versão de entrada, Trend, é equipada, de série, com ABS, airbags frontais, ar-condicionado, direção hidráulica, piloto automático, leds diurnos, faróis de neblina e retrovisores elétricos.

O motor é um 2.8 quatro cilindros turbodiesel Cummins ISF, com 150 cavalos de potência e 36,7 mkgf de torque. O câmbio é manual de 6 marchas da Eaton. 

Suspensão traseira tem sensores de carga que ajudam a economizar energia (Fernando Pires/Quatro Rodas)

QUATRO RODAS testou o VW E-Delivery, primeiro veículo elétrico desenvolvido pela marca no Brasil.

Um protótipo já roda entregando bebidas por alguns bairros de São Paulo (SP), mas deve chegar ao mercado somente no final deste ano, na faixa dos R$ 150.000

O E-Delivery é equipado com motor síncrono de ímãs permanentes de 244,7 cv e 219,2 mkgf (muito mais que seu equivalente a diesel, de 175 cv e 61,2 mkgf, que equipa o Delivery na versão 13.180), acoplado a uma transmissão com uma marcha à frente e a ré.

Segundo a VW, a capacidade de carga é de 7,5 toneladas e o peso bruto total (carga+veículo+implemento) é de 14,3 toneladas.

Novo Actros traz câmeras que substituem os retrovisores (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Colocamos na pista o novo (e luxuoso) peso pesado da Mercedes-Benz.

O Actros troca os retrovisores convencionais por câmeras que transmitem a visão da pista para o motorista por meio de telas colocadas na parte interna da cabine.

O caminhão ainda conta com Assistente de Frenagem Ativo, capaz de identificar outros veículos e pedestres à frente e frear automaticamente.

O novo Actros chega ao mercado em cinco versões, dependendo da motorização e da tração. O motor OM 460 oferece três faixas de potência (450, 480 e 510 cv) e a tração pode ser do tipo 4×2, 6×2 e 6×4.

O preço chega a R$ 715.000 na versão topo de linha.

Feito para cargas especiais, existem apenas oito destes rodando no Brasil (Fernando Pires/Quatro Rodas)

O mais forte deles. Fomos até o interior de São Paulo para dirigir o Mercedes-Benz Actros 4160 SLT, caminhão que é capaz de carregar até 500 toneladas de carga, sendo o modelo com maior capacidade máxima de tração (CMT) à venda no Brasil.

O veículo, desenvolvido para carregar cargas indivisíveis, é equipado com um motor V8 16.0, diesel, que rende 598 cv de potência a 1.800 rpm e 285,6 mkgf de torque a 1.080 rpm. Na transmissão, a tração é integral 8×8 e o câmbio é automatizado de 16 marchas.

O preço? R$ 1 milhão na configuração básica.

Como a maioria dos caminhões, a caçamba móvel (implemento) do Constellation é vendida à parte (Divulgação/Volkswagen)

Em configuração voltada para a mineração, o Volkswagen Constellation 32.360 tem uma capacidade de peso limitada em 18 toneladas em vias públicas.

Entretanto, dentro de propriedades privadas onde não há vias públicas o VW carrega até o dobro do limite imposto pela legislação.

O motor é um Cummins em linha de 6 cilindros, com 360 cv de potência. O torque chega a 169,3 mkgf entre 1.200 e 1400 rpm.

O eDumper é tido como o maior veículo elétrico do mundo. (eMining/Divulgação)

Outro gigante da mineração. A empresa suíça eMining desenvolveu o eDumper, considerado o maior veículo elétrico do mundo.

O gigante é capaz de carregar até 65 toneladas e mede 9,11 m de comprimento, 4,26 m de altura e 4,26 m de largura. O conjunto de baterias tem capacidade de 600 kWh e gera 800 cv de potência e 968,7 mkgf de torque.

Protótipo foi a estrela da marca na Agrishow 2019 (Divulgação/Volkswagen)

A Volkswagen apresentou em maio de 2019 na Agrishow, exposição agropecuária em Ribeirão Preto (SP), o protótipo Constellation 31.280, antecipando um enorme caminhão canavieiro capaz de transportar 32 toneladas de carga útil.

O modelo é equipado com o motor MAN D08 seis-cilindros turbo diesel de 6,9 litros, com 277 cv de potência e 107,1 mkgf de torque. Ele vem acoplado a câmbio automático Allison, de seis marchas.

O gigante ainda conta com os suspensões dianteiras tubulares desenvolvidas pela Suspensys, formando 3 metros de bitola.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

31 JUL

Nissan começa produção da Frontier em sua nova fábrica de picapes na Argentina

A Nissan começou a produção da Frontier em sua nova fábrica de Córdoba, na Argentina, em cerimônia realizada nesta segunda-feira (30). Com capacidade para fazer 70 mil veículos por ano, a fábrica em Córdoba também será responsável por produzir as futuras Renault Alaskan e Mercedes-Benz Classe X. 50% das unidades feitas na Argentina serão destinadas à exportação. O Brasil será o primeiro país a receber a Frontier produzida por lá, o que está programado para... Leia mais
30 JUL

O carro elétrico será mais barato do que convencionais a combustão

O Toyota Mirai se beneficiaria muito com as novas tecnologias (Divulgação/Toyota)Se dependesse apenas dos custos de rodagem e manutenção, seria fácil convencer os consumidores a trocar seus carros a gasolina por modelos elétricos.Afinal, rodar com eletricidade é mais barato e a manutenção dos carros elétricos é bem mais simples e menos frequente.Um dos obstáculos à disseminação dos elétricos, porém, está no custo de compra dos carros, uma vez que, além de trazerem... Leia mais
30 JUL

Dez tecnologias que já foram motivo de prestígio para os carros

– (Reprodução/Quatro Rodas)Para atender a fase L2 do Proconve, o conversor catalítico – que reduz a toxicidade das emissões dos gases – foi introduzido no Brasil em 1992.VW e Ford aproveitaram a novidade para inserir em seus veículos o “selo de qualidade” na traseira junto ao nome dos carros.Se você até hoje ainda não sabe o que o catalisador faz, ou para quê serve, não se preocupe. Nos anos 90 ninguém sabia também.– (Reprodução/Quatro Rodas)A partir da linha 1957,... Leia mais
30 JUL

QUATRO RODAS de agosto: VW T-Cross + Melhor Compra 2018

Na edição de agosto de 2018 (Ed. 711), o VW T-Cross (Arte/Quatro Rodas)A edição de agosto de QUATRO RODAS já está nas bancas.Veja como será um dos três SUVs que a Volkswagen trará ao Brasil. Marca quer uma fatia do concorrido segmento dos utilitários compactos e enfrentar Honda HR-V, Jeep Renegade e Hyundai Creta.Fizemos um mega comparativo para colocar à prova o novato Toyota Yaris. O japonês recém-chegado enfrentou VW Polo, Fiat Argo, Hyundai HB20, Chevrolet Onix, Citroen C3 e... Leia mais
30 JUL

Teste: Lexus LS 500h, o japonês mais luxuoso do Brasil

Grade dianteira é o ponto alto do design (Christian Castanho/Quatro Rodas)Um dos fatores que influenciam na avaliação de um carro é a expectativa gerada pela imagem das marcas. Uma peça de acabamento de qualidade mediana pode ser alvo de críticas em carro de marca premium ou de elogios em modelo popular. No caso dos Lexus, a régua sobe, por isso vou começar este texto reclamando: não gostei do LS 500h que chega agora ao Brasil.O estilo ousado abusa dos frisos cromados (Christian... Leia mais
30 JUL

Por que os pneus traseiros são mais estreitos no Audi RS 3 Sedan?

No inédito Audi RS 3 Sedan (e também no hatch) os pneus mais largos ficam no eixo da frente (Divulgação/Audi)Por que os pneus traseiros são mais estreitos no Audi RS 3 Sedan? Como isso melhora o comportamento em curvas? – Remulo Lemos, Belo Horizonte (MG)Pneus mais estreitos têm menor aderência e, com isso, maior probabilidade a escorregar lateralmente. “Se fossem usados quatro pneus nas mesmas medidas, o RS 3 teria tendência a sair de frente em saídas de curva durante... Leia mais