Novidades

30 DEZ
Toyota promove recall de um carro só

Toyota promove recall de um carro só

Sedã é produzido no Japão e exportado para diversos países (Divulgação/Toyota)

A Toyota enviou para as redações de jornais, revistas e sites, um comunicado em que anuncia uma campanha de recall.

O texto informa todos os detalhes do problema, os riscos, o procedimento para correção e ao final dispara: “Esta campanha abrange um total de uma unidade”.

Como assim? Uma unidade? Como isso é possível?

Recalls na indústria automobilística costumam ser coisa da ordem de milhares de unidades, em razão do volume de carros produzidos e também pelo fato do compartilhamento massivo das peças entre diferentes modelos.

Camry compartilha componentes com outros carros das marcas do Grupo Toyota (Divulgação/Toyota)

A chance de uma fábrica ter apenas um carro com problema (e poder constatar isso) deve ser mais remota do que acertar sozinho as seis dezenas da mega sena da virada que corre amanhã.

Segundo a Caixa, a probabilidade de alguém ganhar com uma aposta simples é de uma em 50 milhões.

O modelo alvo do recall é o sedã Camry, que chega ao Brasil, importado do Japão. O chassi da unidade com defeito é o de número JTNBZ3HK9K3011453 e foi produzido no dia 26 de agosto de 2019.

Se não fosse esse carro, o Brasil nem tomaria conhecimento desse recall.

O problema pode ocorrer nos cintos de segurança do banco traseiro (Divulgação/Toyota)

Segundo a Toyota, a atual geração do Camry está à venda no Brasil, desde dezembro de 2017 e, de janeiro a novembro deste ano, foram comercializadas apenas 143 unidades do modelo.

O que explica esse recall de um carro só é que a campanha é mundial e envolve cerca de 25 mil veículos. E o problema não está só no Camry.

O defeito pode surgir também em outros carros produzidos pela Toyota no Japão e vendidos em diferentes partes do mundo.

Entre esses modelos estão os Toyota Alphard Vellfire e Noah Voxy Esquire (minivans), C-HR (SUV) e Coaster (ônibus), e também o sedã Altis, da marca Daihatsu, e os ônibus da marca de comerciais da Toyota, Hino, entre eles Riesse II e Riesse II Big Van.

Toyota diz que vai inspecionar os cintos para identificar a possibilidade de existência do defeito (Divulgação/Toyota)

Esse 25 mill carros foram vendidos nos mais diferentes cantos do planeta. De acordo com a fábrica, cerca de 10 mil estão nos países da América do Norte; 8 mil, no Japão; 2,7 mil, nos demais países da Ásia; 2 mil, no Oriente Médio; 1,3 mil, na Oceania; 700, na Europa e 200 no restante do mundo, onde se encaixa o Brasil.

Se você somar todos volumes, a conta para em 24.900. Os 100 que faltam se deve a imprecisão dos dados. Eles provavelmente estão espalhados pelas diferentes regiões consideradas.

O comprador brasileiro será comunicado pessoalmente pela Toyota, mas atendendo a legislação, a empresa fará o anúncio formal do chamamento, pelos veículos de comunicação.

O dono do carro poderá agendar a ida à oficina a partir do dia 20 de janeiro de 2020.

Segundo a Toyota, o veículo chamado é equipado de série com cintos de segurança traseiros com duplo sistema de travamento. Mas, foi identificado que, durante sua produção, um dos sistemas de travamento pode não ter sido montado corretamente nos bancos traseiros.

Essa falha pode fazer com que o cinto de segurança não seja retraído de forma adequada em casos de freadas bruscas ou colisões, aumentando o risco de ferimentos aos ocupantes do veículo.

Para resolver o problema, a fábrica diz que vai inspecionar os três cintos de segurança traseiros instalados no veículo (lado direito, central e lado esquerdo) para identificar a possibilidade de existência do defeito.

Caso seja confirmada a existência do problema, será realizada a substituição da peça. Estranho O tempo de inspeção e eventual reparo é de aproximadamente duas horas.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

31 JUL

Nissan começa produção da Frontier em sua nova fábrica de picapes na Argentina

A Nissan começou a produção da Frontier em sua nova fábrica de Córdoba, na Argentina, em cerimônia realizada nesta segunda-feira (30). Com capacidade para fazer 70 mil veículos por ano, a fábrica em Córdoba também será responsável por produzir as futuras Renault Alaskan e Mercedes-Benz Classe X. 50% das unidades feitas na Argentina serão destinadas à exportação. O Brasil será o primeiro país a receber a Frontier produzida por lá, o que está programado para... Leia mais
30 JUL

O carro elétrico será mais barato do que convencionais a combustão

O Toyota Mirai se beneficiaria muito com as novas tecnologias (Divulgação/Toyota)Se dependesse apenas dos custos de rodagem e manutenção, seria fácil convencer os consumidores a trocar seus carros a gasolina por modelos elétricos.Afinal, rodar com eletricidade é mais barato e a manutenção dos carros elétricos é bem mais simples e menos frequente.Um dos obstáculos à disseminação dos elétricos, porém, está no custo de compra dos carros, uma vez que, além de trazerem... Leia mais
30 JUL

Dez tecnologias que já foram motivo de prestígio para os carros

– (Reprodução/Quatro Rodas)Para atender a fase L2 do Proconve, o conversor catalítico – que reduz a toxicidade das emissões dos gases – foi introduzido no Brasil em 1992.VW e Ford aproveitaram a novidade para inserir em seus veículos o “selo de qualidade” na traseira junto ao nome dos carros.Se você até hoje ainda não sabe o que o catalisador faz, ou para quê serve, não se preocupe. Nos anos 90 ninguém sabia também.– (Reprodução/Quatro Rodas)A partir da linha 1957,... Leia mais
30 JUL

QUATRO RODAS de agosto: VW T-Cross + Melhor Compra 2018

Na edição de agosto de 2018 (Ed. 711), o VW T-Cross (Arte/Quatro Rodas)A edição de agosto de QUATRO RODAS já está nas bancas.Veja como será um dos três SUVs que a Volkswagen trará ao Brasil. Marca quer uma fatia do concorrido segmento dos utilitários compactos e enfrentar Honda HR-V, Jeep Renegade e Hyundai Creta.Fizemos um mega comparativo para colocar à prova o novato Toyota Yaris. O japonês recém-chegado enfrentou VW Polo, Fiat Argo, Hyundai HB20, Chevrolet Onix, Citroen C3 e... Leia mais
30 JUL

Teste: Lexus LS 500h, o japonês mais luxuoso do Brasil

Grade dianteira é o ponto alto do design (Christian Castanho/Quatro Rodas)Um dos fatores que influenciam na avaliação de um carro é a expectativa gerada pela imagem das marcas. Uma peça de acabamento de qualidade mediana pode ser alvo de críticas em carro de marca premium ou de elogios em modelo popular. No caso dos Lexus, a régua sobe, por isso vou começar este texto reclamando: não gostei do LS 500h que chega agora ao Brasil.O estilo ousado abusa dos frisos cromados (Christian... Leia mais
30 JUL

Por que os pneus traseiros são mais estreitos no Audi RS 3 Sedan?

No inédito Audi RS 3 Sedan (e também no hatch) os pneus mais largos ficam no eixo da frente (Divulgação/Audi)Por que os pneus traseiros são mais estreitos no Audi RS 3 Sedan? Como isso melhora o comportamento em curvas? – Remulo Lemos, Belo Horizonte (MG)Pneus mais estreitos têm menor aderência e, com isso, maior probabilidade a escorregar lateralmente. “Se fossem usados quatro pneus nas mesmas medidas, o RS 3 teria tendência a sair de frente em saídas de curva durante... Leia mais