Novidades

27 DEZ
Descubra o que é mito (e o que é verdade) a respeito do sistema Start-Stop

Descubra o que é mito (e o que é verdade) a respeito do sistema Start-Stop

O Uno foi o primeiro modelo nacional a contar com a tecnologia start-stop (divulgação/Fiat)

O sistema Start-Stop foi criado na década de 1970 como forma de economizar combustível e reduzir emissões, mas se popularizou há poucos anos. O recurso evoluiu a partir dos anos 1990, com o aprimoramento da eletrônica nos sistemas de alimentação e gerenciamento dos motores.

O desenvolvimento de baterias, componentes eletrônicos e motores de arranque capazes de suportar o trabalho do Start-Stop também contribuíram significativamente para a otimização e, consequentemente, aplicação em massa do sistema em carros mais novos.

Apesar disso, o recurso ainda gera dúvidas sobre a sua eficiência e, principalmente, se compromete a durabilidade da parte eletrônica do veículo. Para sanar essas dúvidas, consultamos Newton Santos, gerente de Engenharia de Aplicações e Projetos da BorgWarner, empresa que fabrica e fornece o sistema para os principais fabricantes.

 (Christian Castanho/Quatro Rodas)

De acordo com Santos, o Start-Stop interrompe o funcionamento do compressor do ar-condicionado, mas o sistema de ventilação do carro segue em funcionamento. Como o ar dentro da cabine ainda está gelado, a temperatura fria dentro do habitáculo é mantida até o ar-condicionado voltar a funcionar.

Não. Segundo o especialista, a bateria dos carros equipados com o Start-Stop tem uma capacidade maior de carga para realizar as partidas e suportar o sistema. Além disso, o recurso não funciona com o motor frio, contribuindo para a vida útil da bateria.

Sim, a bateria para carros com Start-Stop é mais cara. Como possui maior corrente (chamada popularmente de amperagem) para fornecer carga para todo o sistema, o componente chega a custar seis vezes mais que uma bateria convencional, dependendo da especificação.

 (Christian Castanho/Quatro Rodas)

O componente não é prejudicado pela funcionalidade porque é desenvolvido para suportar o sistema.

Um motor de partida convencional suporta em média 50 mil partidas, enquanto o componente próprio para Start-Stop permite que o veículo seja ligado entre 250 mil e 300 mil vezes.

Por ser redimensionado, o motor de arranque de carros com Start-Stop pode custar entre 20% e 30% mais caro que um convencional.

A princípio não, pois todo o sistema eletrônico do veículo é feito para suportar o Start-Stop. Tanto é que quando o motor está frio, a bateria descarregada e a ventilação está na velocidade máxima, o recurso não funciona, explica Santos.

O especialista diz que é possível instalar, porém, é inviável porque diversos componentes eletrônicos do carro têm de ser trocados. Alternador, bateria, central eletrônica, motor de partida e os sensores que fazem a comunicação do sistema precisam ser substituídos, inviabilizando a adaptação.

A economia de combustível varia entre 5% e 10%. Mas Santos explica que a eficiência depende do ciclo de uso do veículo e do perfil de condução do motorista.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

08 SET
Dossiê: tudo o que sabemos sobre o novo Volkswagen Polo

Dossiê: tudo o que sabemos sobre o novo Volkswagen Polo

Polo europeu tem luzes diurnas de leds integradas aos faróis (Divulgação/Volkswagen) Parece que o jogo virou. O Polo já foi mero coadjuvante na linha da Volkswagen, agora seu relançamento no Brasil é tratado como o início de uma nova fase da marca. A ideia é reverter as perdas acumuladas nos últimos anos. E substituir o Fox. Maior e mais sofisticado que nunca, o Polo que será vendido em novembro virou um mini-Golf. Começa pela... Leia mais
08 SET
Prefeitura usa spray para destruir pneu de quem faz burnout

Prefeitura usa spray para destruir pneu de quem faz burnout

Queimar pneus na Austrália pode se tornar perigoso – para o seu bolso (Divulgação/Dodge) A Austrália continua a ser um dos poucos redutos de carros acessíveis com tração traseira. O sonho de muito entusiasta, porém, é o pesadelo das autoridades, que precisam ficar de olho na turma que abusa dos burnouts e zerinhos. A fumaça de borracha queimada é tão comum na Austrália que o país sediou recentemente a quebra do recorde de... Leia mais
08 SET
Chevrolet Bolt, um elétrico com autonomia de quase 400 km

Chevrolet Bolt, um elétrico com autonomia de quase 400 km

O elétrico custaria o mesmo que um Camaro, cerca de R$ 310.000 (Divulgação/Chevrolet) O consumidor norte-americano é famoso pelo exagero na hora de comprar carro. Em geral, o pensamento é simples: quanto maior, melhor. Picapes, SUVs e sedãs grandalhões determinam a largura das faixas e das vagas de estacionamento, sempre gigantescas. Mas, aos poucos, eles vêm mudando essa relação de consumo. Estados como o da Califórnia contam com... Leia mais
08 SET
Curiosidades das placas de carros pelo mundo

Curiosidades das placas de carros pelo mundo

Os países da União Europeia seguem um padrão semelhante de placas (Audi/Divulgação) As placas de carros são quase tão antigas quanto o próprio automóvel. O primeiro registro de controle dos veículos é da França, em 1893. No entanto, até hoje não há uma padronização entre os países, que contam com diferentes legislações locais ou regionais. Isso provoca uma série de situações inusitadas, como motorista tomando multa por... Leia mais
07 SET
Quanto vendem os principais modelos turbo do mercado?

Quanto vendem os principais modelos turbo do mercado?

HB20 1.0 Turbo (Arquivo/Quatro Rodas) Foi-se a época em que turbo era sinônimo exclusivamente de alto desempenho. De alguns anos para cá, o sistema passou a ser reconhecido por sua maior qualidade: eficiência energética. Na prática, para seu bolso, economia de combustível aliada a boa performance. Por isso, as motorizações turboalimentadas atingem cada vez mais segmentos – incluindo os populares, como é o caso do Up!. Mas será... Leia mais
07 SET
Impressões ao Dirigir: Volkswagen Saveiro Pepper

Impressões ao Dirigir: Volkswagen Saveiro Pepper

Versão esportivada da Saveiro tem o mesmo motor 1.6 MSI das demais opções (Volkswagen/Divulgação) Scoville é o nome da escala criada para medir o grau de ardência dos tipos de pimenta. Esta classificação obviamente não foi pensada para avaliar o desempenho dos automóveis, mas se fossemos inserir a Saveiro Pepper nesta lista, a picape não se sairia tão bem assim. Isso porque a linha Pepper (ou Pimenta, em inglês) não é tão... Leia mais