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Chegamos à era em que um pneu é capaz de se autocalibrar

Chegamos à era em que um pneu é capaz de se autocalibrar

 (Continental/Divulgação)

Calibrar os pneus é um dos poucos cuidados que os motoristas precisam ter em relação à manutenção dos carros. Outro é encher o reservatório do limpador do para-brisa.

Todos os demais ficam a cargo de profissionais. Mesmo assim, muitos motoristas se esquecem dessa obrigação.

Segundo o fabricante de pneus Continental, em São Paulo, mais precisamente na capital e na cidade vizinha de Jundiaí, 34% dos carros circulam com a calibragem incorreta.

A empresa visitou 100 postos de serviço nessas duas cidades e inspecionou 3.500 veículos, totalizando 14.000 pneus.

Os pneus são os únicos pontos de contato do carro com o piso. Assim, rodar com a pressão incorreta pode causar vários problemas: aumento do consumo e das emissões, redução da vida útil do pneu e comprometimento da dirigibilidade e da segurança.

Pensando nisso, a Continental desenvolveu um novo tipo de pneu capaz de se autocalibrar, independentemente da ação do motorista.

Esse pneu faz parte de um sistema que a empresa batizou de C.A.R.E. (Connected, Autonomous, Reliable e Electrified, ou conectado, autônomo, confiável e eletrificado), que inclui uma roda desenvolvida para ele.

O ar usado na calibração é produzido por uma bomba acionada pela força centrífuga, gerada pelo movimento da roda.

Primeiro, o ar produzido pela bomba fica acondicionado, comprimido, em um reservatório. Depois, quando o sistema detecta que o pneu precisa de mais pressão, o reservatório libera o ar na quantidade exata.

 (Continental/Divulgação)

Todas as informações fornecidas pelos sensores podem ser acompanhadas via smartphone pelo motorista ou pelo gestor do veículo (se for um carro de frota).

 (Continental/Divulgação)

Além da calibragem padrão, o sistema pode variar a pressão ao reconhecer mudanças nas condições de rodagem (temperatura, velocidade e carga).

 (Continental/Divulgação)

Diferentes tipos de sensores na banda de rodagem monitoram a pressão, a temperatura e o desgaste. Se precisar de alguma mudança, eles enviam a informação à central, que faz o ajuste da pressão.

 (Continental/Divulgação)

Fonte: Quatro Rodas

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