Novidades

17 DEZ

“Tive uma crise dos 40 anos e resolvi comprar um avião”

 (Arquivo pessoal/Divulgação)

As altas taxas cobradas em território nacional fazem com que a compra de produtos no exterior se torne atrativa aos brasileiros. Não coincidentemente, em 2018, o Brasil foi considerado o 29º maior importador do mundo, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic). 

Além dos famosos eletrônicos – que chegam a custar dez vezes menos quando importados da China, por exemplo –, se encontram na lista de mais comprados por pessoa física itens como perfumes, maquiagens e produtos de beleza. Peças automotivas e até carros de passeio também aparecem na relação de mercadorias.

No mesmo ano, o comandante Sancho Emanuel Aparecido elevou a importação a um nível bem mais alto. Acostumado a operar as linhas do Airbus A330 para Orlando e Fort Lauderdale, nos Estados Unidos, e para Lisboa e Porto, em Portugal, ele decidiu voltar às origens. “O avião é o meu lazer e o meu sustento. Tive uma crise dos 40 anos e quis voltar para o básico da aviação nos aeroclubes. Fiz um curso de acrobacia em Campinas que reacendeu a chama de voltar a voar como lazer, e não ser mais apenas um operador de sistemas como hoje em dia”, conta.

O modelo escolhido e importado foi o Globe Swift 1949. “A história dele é maravilhosa. John Kennedy, o fundador da empresa (não é o ex-presidente dos EUA), queria uma aeronave simples, de alumínio, inovadora para a época. Esse avião foi produzido entre 1946 e 1951, primeiro pela Globe e depois pela Temco. Hoje, existem cerca de 400 desses voando, a maioria em terras norte-americanas. No Brasil, são quatro”, explica. 

A aeronave estava nos Estados Unidos, no estado da Geórgia, e pertencia a outro comandante, um ex-piloto da Força Aérea Americana. Era certo que todo o processo de compra não seria fácil. “Esse foi o segundo avião que adquiri, mas foi a primeira vez que decidi importar uma aeronave”, diz. E quem participou dessa missão com Sancho foi a Remessa Online.

Foi fazendo uma busca na internet que ele encontrou a empresa, que é especialista em transferências internacionais e tem funcionamento 100% online. “Falei com várias companhias e o atendimento da Remessa Online foi, de longe, o melhor. Com o respaldo deles, fiz a opção de comprar e importar por minha conta”, afirma.

Como esperado, a operação não foi, assim, tão simples. O comprador esbarrou na burocracia brasileira, enfrentou conflitos legais entre as regras dos diferentes países, mas, aos poucos, conseguiu viabilizar a importação. “Se o processo for feito com alguma documentação errada, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) não libera a entrada do avião no país. Se isso acontecer, a situação só se resolve na justiça, e pode levar anos. Sem contar que, dependendo do tempo que o avião fica parado, ele deixa de funcionar. Foi desse risco e desse prejuízo que a Remessa Online me livrou”, ressalta.

Desde a chegada da aeronave, as compras do comandante foram um pouco menores: apenas algumas peças de manutenção. Como nos Estados Unidos existe a tradição de dar um nome feminino aos aviões, Sancho batizou sua aquisição de Miri, diminutivo de mirror (espelho, em português) e é com ela que ele desbrava os céus em seus momentos de lazer.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

15 JUN

Jeep faz recall de Compass e Renegade; motor pode desligar sozinho

A Jeep anunciou nesta sexta-feira (15) o recall de Renegade e Compass por uma possível falha nos dos relés dos sistemas de ignição e injeção de combustível. O defeito pode levar ao desligamento inesperado do motor. O chamado envolve unidades de ano/modelo 2017/2018 e os proprietários devem levar os veículos às concessionárias para o reparo gratuito a partir de 18 de junho. Veja os chassis envolvidos: Jeep Renegade 2017/2018: últimos 6 dígitos de 129173 a 186288Jeep... Leia mais
15 JUN

Jaguar Land Rover terá 4 lançamentos no Brasil até o final do ano

A Jaguar Land Rover prepara 4 lançamentos para o Brasil até o final de 2018, sendo que 3 deles são híbridos ou elétricos. Atualmente, o grupo não possui modelos com estas tecnologias por aqui. O G1 esteve em Portugal para testar a principal novidade, o I-Pace. Ele desembarca no Brasil no final do ano, entre novembro e dezembro, como o primeiro veículo elétrico do grupo. O I-Pace será vendido em quatro versões: S, SE, HSE e First Edition. Todas serão equipadas com dois... Leia mais
14 JUN

Pesquisa Os Eleitos 2018 da QUATRO RODAS: você já pode votar!

Pesquisa Os Eleitos é a mais tradicional do mercado brasileiro (Arte/Quatro Rodas)OS ELEITOS, de QUATRO RODAS, é a pesquisa mais importante do setor automotivo.Proprietários e usuários de serviços avaliam e dizem o que pensam sobre as empresas das quais são clientes.Para participar dessa avaliação, basta responder a um questionário, cujo preenchimento leva até 10 minutos.No entanto, será necessário inserir seu CPF e comprovar a propriedade do veículo através do... Leia mais
14 JUN

O Brasil vai chegar (muito) atrasado na festa do carro elétrico

O foco principal das montadoras aqui no Brasil são nas tecnologias tradicionais (Reprodução/Quatro Rodas)A prometida redução de IPI (de 25% para 7%) deve estimular a venda dos híbridos e elétricos. Mas, sozinha, não fará milagres.Não espere que a venda desse tipo de veículo seja tão relevante no Brasil quanto nos mercados europeus (como Alemanha e França) e asiáticos (como China e Japão), que dão incentivos maiores e há mais tempo.Um sinal do que deve acontecer por aqui foi... Leia mais
14 JUN

Correio Técnico: Como funciona o sensor de pressão dos pneus?

Os sensores transmitem as informações de cada pneu por meio de radiofrequência (Acervo/Quatro Rodas)Como funciona o sensor de pressão dos pneus no caso de trocar a roda de posição? – Carlos Henrique Rodrigues Pereira – Rio de Janeiro (RJ)Os sensores de pressão e temperatura do sistema de monitoramento da pressão dos pneus (TPMS, Tire Pressure Monitoring System) funcionam pela transmissão de informações feitas por radiofrequência (315 kHz ou 433 kHz, em geral).Eles vêm de... Leia mais
14 JUN

Os carros da Rússia são bem piores do que os nossos “nacionais”

Quem for à Rússia para acompanhar os jogos da Copa, em junho, perceberá que, apesar da distância, o mercado automotivo local tem suas semelhanças com o nosso.Além das estradas em péssimas condições, o que obriga os fabricantes a reforçar a suspensão, os dois países têm histórico de manter carros bem antigos em produção por décadas.As limitações da ex-URSS e a necessidade de ter carros robustos e baratos deram origem a modelos bem curiosos, que ainda podem ser vistos nas ruas... Leia mais