Novidades

04 DEZ
Impressões: novo Renault Captur deixa de ser um mero Duster bem arrumado

Impressões: novo Renault Captur deixa de ser um mero Duster bem arrumado

O comprimento da versão europeia do Captur teve um aumento de 11 cm (Divulgação/Renault)

No Brasil, o Renault Captur sempre foi uma espécie de Duster bem vestido. Isso ficava evidente não só pelo rodar mais áspero gerado pela plataforma B0, compartilhada por ambos, mas também pelo mesmo espaço interno e pela semelhança (e probreza) do acabamento interno.

A nova geração, que chega ao país entre 2021 e 2022, vai mudar esse cenário e dará identidade própria ao SUV compacto da Renault.

O futuro Captur vai estrear duas novidades no Brasil. A primeira é a plataforma modular CMF-B (Common Module Family, Segmento B), a mesma do atual Clio europeu, que tem 85% de peças novas em relação à anterior na Europa.

Detalhe cromado na coluna C deverá ser mantido na versão brasileira (Divulgação/Renault)

É até 50 kg mais leve, graças a carroceria, eixos e capô de alumínio ou aço de alta rigidez. O peso menor aliado ao fundo do carro carenado (fechado), que amenizou o arrasto aerodinâmico, reduziu consumo e emissões. E, com a melhoria da isolamento acústico, o ruído na cabine caiu entre 1,5 e 2 dB até 130 km/h.

A segunda estreia será a do moderno motor 1.3 TCe, que na Europa tem duas opções de potência, 130 e 155 cv. No Brasil, esse quatro-cilindros turbo com injeção direta será um pouco mais potente: como os engenheiros brasileiros estão fazendo a adaptação ao flex, estima-se que ele alcançará 160 cv de potência com etanol.

É por isso que a escolha para o nosso test-drive em Atenas (Grécia) foi justamente a versão TCe 155. Mas antes de dar a partida e acelerar esse motor, gastamos alguns minutos analisando as modificações externas e internas.

Tela flutuante da central na vertical lembra a dos Tesla (Divulgação/Renault)

É verdade que o design não mudou tanto assim para uma nova geração com troca de plataforma.

A maior alteração veio nos faróis e lanternas (de led), sempre em formato de C, que têm um impacto visual tão marcante que nem sobra tempo para perceber que a carroceria atual é muito semelhante à anterior.

O comprimento aumentou em 11 cm e o entre-eixos cresceu um pouco mais de 2 cm, mas foi o suficiente para tornar o espaço atrás para pernas mais generoso.

E continua sendo possível deslizar o banco traseiro ao longo de uma calha (agora em 16 cm, antes eram 12).

Isso permite ampliar ou o espaço para os passageiros de trás ou o do porta-malas (que está 81 cm maior), que assim pode variar de 377 a 455 litros. Mas é bom lembrar que o Captur brasileiro sempre foi 20 cm maior que o europeu.

O acabamento interno melhorou muito e os ocupantes atrás têm saídas de ar próprias e um baixo túnel central no piso. (Divulgação/Renault)

Também houve aumento na largura da carroceria, o que permite viajar com três pessoas atrás com menos aperto. E a altura ajuda a acomodar passageiros com até 1,85 m de altura sem que eles toquem a cabeça no teto.

Mas a maior revolução nesse interior foi o salto na qualidade geral de materiais e acabamentos.

Esse sempre foi um ponto crítico do Captur: plásticos duros em painel e portas, design defasado, volante meio grande e em posição muito vertical, central multimídia com pouca qualidade gráfica e montagem deficiente que logo produz ruídos ao rodar por pisos ruins.

A pintura em dois tons virou padrão na Europa (Divulgação/Renault)

Agora predominam revestimentos bem sólidos e de toque suave, a zona central do painel (monitor tátil incluído) está direcionada para o motorista e revela um design e uma qualidade de materiais que nada tem a ver com o que existia.

Os comandos rotativos de ventilação cromados parecem ter feito um estágio na Audi e as portas e seus painéis mostram uma solidez que causa muito boa impressão.

E sobram lugares para guardar objetos, desde o enorme porta-luvas do tipo gaveta às bolsas nas portas, onde cabem garrafas de 1,5 litro.

O monitor central colorido (de 9,3 polegadas) e vertical (como na Tesla e na Volvo) é o maior da sua classe, parece ser menos suscetível a mostrar as marcas dos dedos e graficamente é muito mais moderno.

Assim como o quadro de instrumentos, que passa a ser digital e personalizável, com uma dimensão de 7 ou de 10 polegadas.

Banco traseiro tem rebatimento, aumentando o bagageiro (Divulgação/Renault)

Depois de muito olhar, é hora de experimentar o motor de 155 cv, que usa um câmbio de dupla embreagem de sete marchas.

A primeira observação é que o Captur melhorou a forma como assenta sobre o asfalto, que tem um rodar menos áspero, como reflexo do aumento do seu tamanho.

A direção, no entanto, continua muito leve e imprecisa mesmo sendo 10% mais direta do que a anterior (agora dá 2,6 voltas de um batente ao outro).

Por isso, é recomendável deixar sempre no modo Sport, porque em Eco quase parece que as rodas nem estão em contacto com o solo de tão leve. 

O conforto de rolamento é alto, podendo prejudicar um pouco a estabilidade em curvas rápidas, mas nada muito crítico. O motor responde com vigor acima das 1.800 rpm quando entra em ação o torque de 27,5 mkgf. 

Mas a forma como o câmbio responde prejudica o prazer de dirigir.

 (Divulgação/Renault)

Não é possível acelerar em modo Manual (usando as borboletas no volante de série), porque basta acelerar em baixa rotação que a transmissão decide fazer kickdown (reduzindo uma ou duas marchas para acelerar mais rápido) mesmo que o curso do acelerador não tenha chegado ao fim.

O test-drive termina, mas fica uma certeza: enfim, o Captur deixará de ser um Duster com black-tie.

 

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

22 NOV
BMW Série 2 Grand Coupé: pompa de carro premium, espaço de sedã de entrada

BMW Série 2 Grand Coupé: pompa de carro premium, espaço de sedã de entrada

– (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)Grandes lançamentos costumam ser disputados  nos grandes salões automotivos. Enquanto alguns jornalistas só querem fazer fotos, outros querem aproveitar a oportunidade para analisar melhor o carro.O BMW Série 2 Grand Coupé conseguiu com que eu e três colegas ingleses chegássemos a um consenso: o de que nenhum de nós se acomodaria confortavelmente no banco traseiro.– (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)Embora não seja exatamente pequeno (com 4,53... Leia mais
22 NOV
Tesla causa espanto com picape “Mad Max” que aguenta tudo. Ou quase tudo

Tesla causa espanto com picape “Mad Max” que aguenta tudo. Ou quase tudo

Vidro da picape estilhaça após teste com bola de metal (CNET/Reprodução)O CEO da Tesla, Elon Musk, apresentou na última quinta-feira (21), em Los Angeles (EUA), a primeira picape elétrica produzida pela empresa: a Cybertruck.Segundo ele, o design um tanto controverso foi inspirado no Lotus Esprit S1 que aparece no filme 007 – O Espião que me Amava, de 1977. Mas convenhamos: na prática, seu visual lembra mais um veículo do filme Mad Max.As linhas retas geraram o estilo apelidado de... Leia mais
22 NOV
Segredo: VW T-Sport será para o Polo o que o Honda WR-V é para o Fit

Segredo: VW T-Sport será para o Polo o que o Honda WR-V é para o Fit

Projeção atualizada do VW T-Sport (Du Oliveira/Quatro Rodas)O VW270 3 CUV, código interno do SUV cupê compacto da Volkswagen que será lançado em 2020, e cujo possível nome definitivo é T-Sport, perdeu de vez a inibição de aparecer em flagras na forma de protótipos camuflados.Aproveitamos para renovar a projeção do modelo, cuja produção, antecipada por QUATRO RODAS em agosto deste ano, ocorrerá na fábrica de São Bernardo do Campo (SP).Após analisarmos as imagens dos... Leia mais
22 NOV
Mercedes GLS Maybach: a suntuosa e improvável mistura de SUV com limusine

Mercedes GLS Maybach: a suntuosa e improvável mistura de SUV com limusine

O GLE 63 vem de série com a característica grade do radiador “Panamericana” (Henrique Rodrigues/Quatro Rodas)A Mercedes aproveitou o Salão de Los Angeles para apresentar três novidades para o segmento de SUVs, um dos maiores dos Estados Unidos.No evento, foram reveladas as versões AMG de GLE e GLS, e a inédita opção Maybach para o maior utilitário da gama alemã.As rodas 21? de fábrica podem ser trocadas por modelos opcionais de 22? (Henrique Rodrigues/Quatro Rodas)O... Leia mais
22 NOV
Hyundai Vision T antecipa como será arrojado o visual do novo Tucson

Hyundai Vision T antecipa como será arrojado o visual do novo Tucson

Conceito antecipa visual do Tucson que será apresentado em 2020 (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)O novo Hyundai Tucson ainda não foi revelado pelos sul-coreanos, mas o conceito Vision T já dá uma boa ideia do que deverá ser apresentado no próximo ano.Exibido no Salão do Automóvel de Los Angeles, nos EUA, o protótipo antecipa a grade integrada aos faróis e os vincos nas laterais, como nos flagras do SUV.Vincos laterais pronunciados deverão chegar ao modelo de produção (Henrique... Leia mais
21 NOV

Vídeo: dirigimos a nova Ram 2500, picape que faz Fiat Toro parecer Strada

A nova Ram 2500 chegou ao Brasil neste mês e nós já dirigimos a maior picape do país com exclusividade. O modelo chega com visual atualizado – e inspirado na irmã menor 1500 –, novas tecnologias e versão única por R$ 289.990.Por aqui, o único motor disponível será o 6.7 turbodiesel com 365 cv de e 110 mkgf, sempre associado ao câmbio automático de seis marchas. Além disso, há sistema de tração 4×4, marcha reduzida e bloqueio de diferencial traseiro.Em relação à lista de... Leia mais