Novidades

02 DEZ
Como o ponto H influencia o seu prazer… de dirigir um carro

Como o ponto H influencia o seu prazer… de dirigir um carro

O ponto H determina diversas características de um projeto (Divulgação/Ford)

Muito se fala sobre o ponto H. Em alguns casos ele é elevado; em outros, rebaixado.

Nos anos 2000, houve um movimento de elevação que dura até hoje. Mas, atualmente, existe uma tendência, que ainda não se sabe se veio para ficar, de rebaixamento do ponto H.

Por definição, o ponto H é um ponto teórico criado pelo encontro do prolongamento das linhas do tronco e das pernas dos ocupantes do veículo.

No carro, ele estaria localizado próximo à articulação do assento com o encosto do banco. H vem de hip, quadril em inglês.

O ponto H se localiza no espaço ocupado pelo quadril do motorista (Divulgação/Mercedes-Benz)

Normalmente, o ponto H é mencionado toda vez que se faz referência ao posto do motorista, mas todas as demais posições do veículo também possuem seu respectivo ponto H.

O do motorista é o mais importante porque é o ponto de partida de todo projeto do carro. É a partir dele que designers e engenheiros estabelecem quase todas as características do veículo.

Minivans como a Dodge Caravan privilegiam o conforto (Divulgação/Dodge)

O ponto H serve de referência para se determinar coisas como campo de visão do motorista, espaço para movimentação de pernas e mãos, posicionamento de pedais, volante, instrumentos e retrovisores e também a instalação de dispositivos de segurança, como airbags, cintos e reforços estruturais da carroceria.

Outra medida associada ao ponto H é a altura do carro em relação ao solo.

Esportivos como o Audi R8 LMS priorizam a interação do motorista (Divulgação/Audi)

O ponto H influencia até na aerodinâmica, uma vez que ele impõe limites à altura da cabine e à inclinação do para-brisas. Para o motorista, é importante porque ele tem relação direta com as sensações ao volante.

Um ponto H elevado proporciona mais conforto desde à facilidade de acesso ao assento até o campo de visão mais amplo, passando pela posição de dirigir mais cômoda.

Posição de pedais, volante e instrumento são orientadas pelo ponto H (Divulgação/Mercedes-Benz)

Já um ponto H rebaixado garante maior prazer ao dirigir por favorecer a interação do motorista com o veículo.

Ao optar por um destes perfis, automaticamente abre-se mão dos benefícios do outro. E, como você já deve ter notado, os pontos positivos de um são os negativos do outro.

Mas um não é necessariamente melhor ou pior que o outro. Eles apenas são diferentes porque existem para atender necessidades diferentes.

O ponto H influencia até mesmo o projeto aerodinâmico (Divulgação/Mercedes-Benz)

O projeto de um carro que privilegia o conforto, seja porque é um modelo de luxo ou porque foi feito para uso prolongado e em condições de uso severo (como estradas sem pavimento por exemplo), tenderá a ter ponto H elevado.

Ao contrário, um veículo esportivo, tenderá a ter o ponto H rebaixado. Um Fórmula 1, chega a raspar o assoalho no asfalto, dependendo do momento.

Nos anos 2000, influenciadas pelo sucesso das minivans, que possuíam ponto H em posição elevada, houve uma corrida na indústria para elevar o ponto H de modelos convencionais, como cupês e sedãs.

SUVs devem oferecer conforto em viagens longa em qualquer tipo de terreno (Divulgação/Land Rover)

O argumento era o conforto e a segurança (em razão do aumento da visibilidade e da sensação de controle da situação que a posição elevada proporcionava aos motoristas).

Depois vieram os SUVs alardeando atributos de robustez, força e disposição para enfrentar todo tipo de terreno.

Atualmente, porém, alguns lançamentos estão chegando ao mercado apresentando pontos H em posição mais baixa que o de seus antecessores.

Lexus UX traz ponto H rebaixado para proporcionar mais prazer ao dirigir (Divulgação/Lexus)

Entre esses modelos podemos citar os novos Chevrolet Onix, nas versões hatch e sedã, e o Audi Q3. Mas há também modelos inéditos, que não tiveram antecessores, que também seguem essa tendência mais nítida entre os SUVs.

Como exemplo temos BMW X2, Volvo XC40 e Lexus UX.

Ou as fábricas perceberam que os motoristas desejavam maior interação com seus carros ou resolveram valorizar o prazer ao dirigir que é uma razão de compra do carro que andou desprestigiada nos últimos tempos.

Na nova geração, Onix também ganhou um ponto H mais baixo (Fernando Pires e Fabio Gonzalez/Quatro Rodas)

É costume dizer que o ponto H pertence ao veículo mas, de fato, ele se localiza nas pessoas que viajam a bordo do veículo. Quem tem quadril são as pessoas.

Hoje em dia, com o recurso do ajuste da altura do assento, o ponto H pode variar. Mas isso é possível dentro de limites.

E as fábricas sempre adotam um ponto como referência levando em conta o perfil da população, porque um projeto deve atender a pessoas com diferentes características físicas (peso, altura, largura de ombros, quadril), inclusive para fins da homologação legal do veículo.

Para isso existem manequins que reproduzem as medidas humanas. Antigamente, os designers usavam gabaritos físicos para ajustar essas medidas ao projeto. Mas hoje os softwares de projeto virtual possuem todos os recursos necessários a essa tarefa.

Da próxima vez que assumir o volante repare onde se posiciona seu quadril. O ponto H está onde a extensão de suas pernas encontra com o prolongamento de sua coluna vertebral.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

02 MAR

Arredondar valor do reabastecimento agora é proibido em SP

A tributação mais que dobrou para alguns combustíveis, como a gasolina (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas) Desde 13 de janeiro está proibido, em todo o Estado de São Paulo, abastecer o carro além do limite da bomba – também conhecido como “clique”. A limitação foi imposta pela lei 16.656/18, do deputado estadual Marcos Martins (PT). De acordo com o texto legal, os postos de combustível só estão autorizados a seguir com o abastecimento... Leia mais
02 MAR

Mercado em fevereiro: novo Polo é o VW mais vendido do Brasil

Em 4° lugar no ranking, o Polo é o veículo mais vendido da VW no Brasil (Christian Castanho/Quatro Rodas) O mês de fevereiro foi recheado de sobe e desce no mercado automotivo. Os principais lançamentos do último ano vão se mantendo entre os mais vendidos, enquanto alguns veteranos despencam na tabela. Destaque no mês de janeiro, o VW Polo segue bem no mercado. Com 4.942 unidades emplacadas, o hatch continua como o veículo mais vendido da marca no... Leia mais
02 MAR

Guia de usados: Hyundai Tucson – primeira geração

O SUV só passou a ser produzido no Brasil em 2010  (Marco de Bari/Quatro Rodas) O Tucson é um dos poucos carros que foram abordados duas vezes nesta seção. Nada mais natural, considerando seu brutal sucesso. Apresentado em 2005, cativou clientes que até hoje não abrem mão de sua robustez, praticidade e facilidade de manutenção. Nacionalizado em 2010, perdeu a opção do motor V6 e da tração 4×4 na linha 2011, para não brigar com o ix35 – o... Leia mais
02 MAR
Mercedes Classe X já roda em testes (e sem disfarce) no Brasil

Mercedes Classe X já roda em testes (e sem disfarce) no Brasil

Picape já está no Brasil, mas não em sua versão mais completa (Flavio Barbosa Menezes/Quatro Rodas) Considerada a primeira picape média de luxo do mundo, a Mercedes Classe X já roda em testes no Brasil. Quem prova isso é o leitor Flavio Barbosa Menezes, que clicou o modelo circulando por São Paulo... Leia mais
02 MAR

Novo Polo recebe o primeiro aumento e fica até R$ 2.570 mais caro

Polo recebe o primeiro acréscimo desde o lançamento; apenas a versão de entrada continua igual  (Christian Castanho/Quatro Rodas) Não demorou para a Volkswagen aumentar os preços do novo Polo. Após quatro meses de mercado, o hatch recebe o primeiro acréscimo, variando entre R$ 1.100 e R$ 2.570. E foi a topo de linha Highline 200 TSI, com motor turbo 1.0 de 128 cv, que recebeu o maior aumento: o preço saltou de R$ 69.190 para R$ 71.760. A opção de... Leia mais
28 FEV

Jeremy Clarkson: Lamborghini Huracán, irritantemente excepcional

Este carro apita o tempo todo e por qualquer coisa. Haja paciência!  (Divulgação/Lamborghini) Hoje estamos acostumados a carros que bipam e apitam constantemente. Eles apitam quando você abre a porta, quando você não põe o cinto de segurança de imediato, se você colocar uma sacola de compras no banco do passageiro, quando você tenta dar a partida sem pisar na embreagem, se achar que você vai bater num poste, quando você se esquece de desligar... Leia mais