Novidades

02 DEZ
Usado do mês: Ford Fusion tem força e espaço, mas detalhes exigem cuidado

Usado do mês: Ford Fusion tem força e espaço, mas detalhes exigem cuidado

Automóvel Fusion Hybrid, da Ford, que participou do teste da revista Quatro Rodas. (Acervo/Quatro Rodas)

Mesmo sendo mexicano, o Fusion é um dos maiores sucessos da Ford no Brasil. O sedã médio/grande sempre se destacou no segmento pelo conforto, desempenho e nível de equipamentos, superando rivais como Hyundai Azera, Toyota Camry e VW Passat.

Estreou no fim de 2012 com o Titanium 2.0 AWD e logo teve fila de espera. Por isso é o mais procurado: o acabamento interno é comparado ao trio Audi, BMW e Mercedes, em que teto solar, chave presencial e freio de mão e banco elétrico são obrigatórios.

O espaço também é acima da média: os 2,85 m entre os eixos garantem conforto de sobra para cinco e o porta-malas comporta 514 litros.

O motor 2.0 EcoBoost traz turbo e injeção direta que rendem 234 cv e 37,3 mkgf, transmitidos por uma tração integral: vai de 0 a 100 km/h em baixos 7,4 s. O consumo é comedido frente ao desempenho: 7,9 km/l de gasolina na cidade e 11,1 km/l na estrada.

A mais barata (e menos popular) é a versão SE 2.5 16V Flex. O motor Duratec aspirado tem comando de admissão variável com 175/167 cv. Vai de 0 a 100 km/h em 10,7 s e faz 7,3 km/l na cidade e 10,4 km/l na estrada (etanol).

Traz câmbio automático de seis marchas, suspensões bem acertadas (McPherson à frente e multilink atrás) e nível de equipamentos é bem atraente: oito airbags, bancos de couro, rodas aro 17, central multimídia Sync, ar digital bizona, piloto automático e controle de estabilidade.

Automóvel Fusion Hybrid, da Ford, que participou do teste da revista Quatro Rodas. (Acervo/Quatro Rodas)

Entre elas há a Titanium 2.0 com tração dianteira, que traz a mais borboletas para trocas manuais, Isofix, controles de tração e estabilidade, piloto automático, câmera de ré, sensor de ponto cego, assistente de mudança de faixa, monitor de pressão dos pneus e rodas de 18 polegadas.

Levemente reestilizado, o modelo 2017 trouxe o SEL 2.0 EcoBoost, com start-stop, eletrônica recalibrada e nova turbina twin scroll, que fez ir de 234 cv para 248 cv. Já a central é a Sync 3 (tela de 8 polegadas e CarPlay/Android Auto).

Todas as versões ganham rodas aro 18 e grade com abertura ativa. A Titanium 2.0 se diferencia pelo som Sony de 12 alto-falantes, sensores de farol e chuva, banco do passageiro com ajuste elétrico e aerofólio.

A 2.0 AWD agrega piloto automático adaptativo, frenagem de emergência e teto solar de série.

Quem roda muito e não tem medo de ousar deve considerar a Titanium 2.0 Hybrid, com dois motores (combustão e elétrico) que somam 190 cv.

É um campeão de economia com 21,3 km/l na cidade e 16,2 km/l na estrada, mas é preciso considerar o porta-malas reduzido (de 514 para 392 litros) e a vida útil das baterias.

Interior do automóvel Fusion Hybrid, da Ford, que participou do teste da revista Quatro Rodas. (Acervo/Quatro Rodas)

Câmbio automático: A caixa 6F35 requer a troca do fluido a cada 240.000 km, mas verifique se o filtro não está saturado, o que provoca queda de pressão hidráulica e danos nos discos de embreagem. Em casos extremos, a falha de lubrificação danifica a carcaça e as buchas do eixo de saída, constatados por vazamentos.

Injeção direta: Marcha lenta irregular, falhas no funcionamento, aumento no consumo e queda no desempenho são sintomas de pressão insuficiente na linha de combustível. Em geral, o problema está no sensor da linha de baixa pressão.

Suspensão: Devido ao porte, o Fusion não raro apresenta desgaste em amortecedores, batentes, buchas e bieletas. Se as peças estiverem comprometidas, é melhor desistir do negócio ou pedir um grande desconto.

Teto solar: Infiltrações são provocadas por falha na vedação ou obstrução nos drenos de escoamento e evidenciadas por manchas na persiana e no forro do teto. Sinais de oxidação e estalos na abertura e fechamento indicam que o componente precisa de uma revisão completa.

Recalls: Foram cinco chamados: reclinador dos bancos dianteiros, módulo do sistema de segurança e trinco das portas (modelo 2013), caixa de direção (modelos 2013 a 2014) e pré-tensionadores dos cintos dianteiros (modelos 2013 a 2016).

(Valores em reais calculados pela KBB Brasil para a compra pelo particular)

Nome: Henrique Muniz de Carvalho

Idade: 43 anos

Profissão: empresário

Cidade: Belo Horizonte (MG)

O que eu adoro: “Estilo atual mesmo após vários anos. Um típico sedã americano com muito espaço e um motorzão para ninguém botar defeito. O consumo é baixo considerando o peso e o desempenho excepcional.”

O que eu odeio:

“Estilo atual mesmo após vários anos. Um típico sedã americano com muito espaço e um motorzão para ninguém botar defeito. O consumo é baixo considerando o peso e o desempenho excepcional.”

Em outubro de 2012, o veículo foi testado por QUATRO RODAS (Acervo/Quatro Rodas)

Outubro de 2012 “O painel usa materiais suaves, acolchoados e sem brilho, para refletir o mínimo possível no para-brisa. (…) O espaço é acima da média. Até o quinto passageiro não tem do que reclamar, pois o túnel no piso não é alto e o teto deixa espaço para a cabeça de quem tem mais de 1,80 m. (…) A suspensão também é confortável, mas sem exageros.

Camry XLE V6, modelo 2006 da Toyota, testado pela revista Quatro Rodas. (Acervo/Quatro Rodas)

Toyota Camry A sétima geração (2012-17) é uma escolha mais discreta para quem quer conforto, potência e confiabilidade. Tem um V6 3.5 de 277 cv com comandos de válvulas e coletor de admissão variáveis. O perfil maduro dos donos facilita a procura: é comum achar um Camry pouco rodado e bem cuidado – suas peças são facilmente encontradas.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

14 JUN

Toyota Yaris já chegou atrasado; visual pode ter vida curta

Toyota Yaris da primeira geração (XP10) (Divulgação/Toyota)A Toyota estreou o nome Yaris em 1998, durante o Salão de Genebra, na Suíça. Esta primeira geração (batizada internamente de XP10) foi um sucesso imediato.Não por menos, foi eleito como o Carro do Ano na Europa, em 2000.Toyota Yaris da segunda geração (XP90) (Divulgação/Toyota)A segunda geração, XP90, foi vendida na Europa e na Ásia entre 2005 e 2011.Ela trocava a plataforma NBC pela plataforma B da Toyota, que havia... Leia mais
14 JUN

Ford diz que encerrará joint venture de célula de combustível com a dona da Mercedes

A Ford e a Daimler, dona da Mercedes, estão encerrando uma joint venture formada para desenvolver tecnologia de célula de combustível automotivo, informou a montadora norte-americana nesta quarta-feira (13), à medida que ambas as empresas pretendem tocar individualmente o desenvolvimento da tecnologia. A Automotive Fuel Cell Cooperation Corp. fechará no terceiro trimestre, disse a Ford em resposta a uma pergunta da Reuters. Apesar de anos de pesquisa e investimento das... Leia mais
14 JUN

Kawasaki Versys-X 300: primeiras impressões

Até pouco tempo atrás, existia um grande buraco no segmento das aventureiras. Você poderia optar por uma trail de baixa cilindrada, como a Honda XRE 300 ou uma Yamaha Ténéré 250, ou dar um salto gigante para chegar a uma Suzuki V-Strom 650, por exemplo. Com a chegada das chamadas pequenas aventureiras premium, agora esse espaço começa a ser preenchido. As principais representantes desse nicho são BMW G 310 GS e Kawasaki Versys-X 300. Lançada primeiro do que a GS, a Versys-X... Leia mais
13 JUN

Grandes brasileiros: o sofisticado Chevrolet Chevette Hatch

A versão SL era a mais sofisticada do Chevette Hatch (Christian Castanho/Quatro Rodas)O Chevette Hatch foi uma das novidades da Chevrolet para a linha 1980. Denominado “o incrível Hatch”, ele reuniu as virtudes do pequeno sedã da GM em apenas 3,97 metros.A demanda era inversamente proporcional ao seu tamanho: havia uma longa fila de espera pela nova carroceria, que representava 37% das vendas do modelo e motivou a GM a apresentar a irmã caçula, Marajó, perua derivada do Chevette.Seu... Leia mais
13 JUN

Recall descuidado do airbag exige outro reparo no Toyota Corolla

O problema, agora, não é o airbag disparar estilhaços. A treta é não abrir direito. (Divulgação/Toyota)Notícia velha: a Toyota fez mais um recall para airbags do Corolla. Notícia nova: o problema não envolve os insufladores da Takata.A falha, agora, é com a montagem da peça dos carros afetados pelas convocações anteriores feitas pela marca.Em resumo, o caso inteiro envolveu unidades cujo airbag podia projetar estilhaços metálicos contra os ocupantes em caso de acidente.Isso... Leia mais
13 JUN

Justiça alemã multa Volkswagen em 1 bilhão de euros no caso 'Dieselgate'

A Promotoria de Braunschweig, na Alemanha, impôs nesta quarta-feira (13) uma multa de 1 bilhão de euros para o grupo Volkswagen pela manipulação das emissões de gases em motores a diesel nesta quarta-feira (13). Escândalo do diesel faz Volkswagen guardar mais de 300 mil carros recomprados nos EUA A montadora alemã acatou a decisão e se declarou responsável pelas acusações no caso que ficou mundialmente conhecido como "Dieselgate", no qual milhões de carros foram manipulados... Leia mais