Novidades

13 NOV
Duelo híbrido e familiar: Lexus UX 250h x Toyota RAV4

Duelo híbrido e familiar: Lexus UX 250h x Toyota RAV4

O estilo mais invocado do UX ou a sobriedade do RAV4? (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Não há como não reconhecer a aura nipônica presente nos novos Toyota RAV4 e Lexus UX. Ambos carregam certa dose homeopática de futurismo em seus traços, ao mesmo tempo que preservam uma elegância um tanto conservadora na cabine.

 (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Também conversam com o público americano, embora de maneira surpreendentemente inversa ao que se esperaria. O UX, apesar de pertencer a uma marca criada pensando no consumidor dos Estados Unidos, é produzido no Japão.

Já o RAV4 vem importado da terra de Tio Sam e foi desenvolvido na medida para o gosto do consumidor que vive no gigante da América do Norte.

 (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Suas propostas também parecem nevralgicamente distintas.

Se o Toyota é um SUV na acepção mais cristalina do termo – comprido, alto, musculoso, ponto H elevado, dotado de linhas mais retilíneas e voltado ao conforto, com um quê de “banheira” em seu comportamento –, o Lexus só pode ser considerado um utilitário esportivo se sua largura for levada em conta, visto que é um carro bastante baixo e possui dinâmica similar à de um hatch médio.

Mas, embora tão diferentes, RAV4 e UX carregam em comum a já mencionada aura nipônica, além de outras similitudes.

 (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Ambos são nascidos a partir do processo produtivo modular TNGA, utilizando as plataformas derivadas GA-C, no caso do UX (a mesma do nosso novo Corolla), e GA-K (voltada a veículos de maior porte e que, portanto, dá origem ao RAV4).

Também são híbridos e utilizam o mesmo câmbio CVT transaxial, com planetários que promovem a conversa entre os motores a combustão e elétricos.

Por fim, podem ser adquiridos a preços bem similares: R$ 191.290 (RAV4 SX) e R$ 193.990 (UX 250h Luxury). Qual vale mais a pena? Colocamos os dois irmãos bastardos frente a frente neste inusitado comparativo para responder à questão.

Comecemos pelo UX, modelo que será responsável por mais de 50% das vendas da Lexus no Brasil, segundo previsão da própria marca.

Apesar de classificado como SUV, é um modelo mais baixo do que um Honda Fit. Não espere abundância de espaço, especialmente para cabeça e pernas na fileira traseira.

Mas do nível de conforto não dará para reclamar: bancos são ergonômicos e, além de trazerem uma surpreendente opção de climatização automática, possibilitam uma posição de dirigir quase impecável. Isso, claro, se você não se importar de enxergar o trânsito numa posição mais próxima ao chão.

A dinâmica talvez seja sua maior virtude: direção precisa, suspensões firmes, carroceria rígida, respostas diretas dos pedais e a já elogiada posição de guiar acertada garantem uma condução agradável em qualquer circunstância.

Mas não se empolgue tanto, pois o desempenho da unidade motriz formada pelo propulsor 2.0 turbo de ciclo pseudo-Atkinson, que trabalha em conjunto com outro elétrico, formando uma potência combinada de 181 cv (o fabricante não divulga um torque combinado, apenas picos isolados do motor térmico, 18,8 mkgf, e elétrico, 20,2 mkgf), não é tão esportivo quanto se poderia esperar.

Mas vejamos pelo lado bom: por causa da motorização híbrida e do eficiente câmbio CVT transaxial, com planetários que fazem a integração do conjunto motriz, o consumo é de fazer inveja a qualquer 1.0. Já o ambiente interno é acolhedor e tem boa dose de refinamento, condizendo com seu preço.

Se o UX tenta demonstrar modernidade em detalhes como o painel com elementos voltados ao motorista, o console central elevado, o conta-giros deslizante no quadro de instrumentos e a central multimídia ampla, por outro lado há elementos que causam estranheza e/ou uma certa sensação de anacronismo.

A tela, por exemplo, não é tátil, apesar de enorme e com ótima resolução. Todos os comandos têm de ser feitos por um pouco prático touchpad na base do console. Há pinos nas portas, apesar de o modelo contar com chave presencial.

Dois pequenos seletores giratórios acima do volante regulam o controle de tração (à esquerda) e os modos de condução (à direita). O mais inacreditável, porém, é a presença de um toca-CDs em pleno 2019, ao mesmo tempo que o UX Luxury não traz nenhum tipo de assistência semiautônoma.

O que não falta é espaço no RAV4. Cinco passageiros e bagagens são transportados sem aperto (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Nesse aspecto, o RAV4 surge como uma opção que agradará mais os entusiastas da tecnologia. É verdade que seu sistema de assistência de permanência em faixa não funciona de maneira tão precisa – a trajetória só é corrigida quando o SUV já está invadindo a faixa seguinte, o que num trânsito caótico como o de São Paulo traz mais insegurança do que praticidade.

Por outro lado, ele possui controle de cruzeiro adaptativo com frenagem autônoma de emergência, e este item de segurança parece funcionar a contento. E ainda custa R$ 1.700 a menos do que um UX Luxury na versão SX, a mais cara.

Cabine de hatch médio, porta-malas de hatch compacto. UX não é carro para quem tem família grande (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Maior e mais pesado, o RAV4 não consegue ser tão econômico quanto o irmão bastardo. No entanto, seu conjunto híbrido formado por um 2.5 pseudo-Atkinson mais três motores elétricos, rendendo 222 cv combinados e 22,5 mkgf (combustão) ou 20,6 mkgf (elétrico), torna-o incrivelmente eficiente para um SUV, com médias de consumo acima de 15 km/l.

Além disso, suas acelerações e retomadas em nosso teste se mostraram superiores. Ou seja: fôlego não falta, mesmo pesando 2,2 toneladas.

De maneira notória, suas respostas são menos ágeis que as do UX. As suspensões excessivamente moles, típicas de carros calibrados para os americanos, permitem que a carroceria incline mais do que o ideal lateral ou longitudinalmente.

E a tela multimídia, embora tátil e mais intuitiva que a de seu parente, tem comandos confusos e não aceita Android Auto nem Apple CarPlay. Mas ele é mais confortável, tecnológico e espaçoso. E te permite ver o trânsito mais de cima.

O UX é mais divertido e confere mais status, mas o RAV4 oferece espaço, tecnologia e até desempenho em doses extras, sendo quase tão eficiente quanto.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

04 MAI

Ladrões invadem fábrica da Fiat Chrysler nos EUA para roubar picapes

Um grupo de ladrões realizou um roubo ousado nesta quinta-feira (3), ao invadir uma unidade da Fiat Chrysler no estado de Michigan para levar - em comboio - ao menos dez pickups Dodge Ram recém-fabricadas. O roubo, cometido no final da madrugada, ocorreu na fábrica da Fiat Chrysler em Warren, um subúrbio de Detroit. "Fizeram um buraco na cerca, entraram na fábrica e saíram guiando de 10 a 11 caminhonetes Dodge", revelou o chefe de polícia William Dwyer ao canal de televisão... Leia mais
04 MAI

Novo Porsche Cayenne E-Hybrid roda até 43 km em modo elétrico

SUV ganhou conjunto elétrico mais robusto (Divulgação/Porsche)Um SUV de 2.370 kg, 4,85 m de comprimento e 2,90 m de entre-eixos passa longe das características mais comuns de um carro eficiente.Mas o novo Porsche Cayenne E-Hybrid consegue contornar isso com seu sistema híbrido mais eficiente.Em nova geração, o Cayenne híbrido incorpora a mecânica elétrica estreada no Panamera, com 43% mais força e baterias com capacidade 30% maior.Modelo roda até 43 km em modo... Leia mais
04 MAI

Russo vai além do 'lave-me' e cria obras de arte em carros imundos

No Brasil, carros sujos nas ruas ganham no máximo um "lave-me" ou então algum desenho obsceno, mas na Rússia um artista chamado Nikita Golubev cria obras de arte na densa camada de poeira que encobre alguns veículos. Nascido em 1981 e formado em Medicina, ele desenvolveu uma técnica usando apenas pincel e o dedo para desenhar nos veículos. ??????? ?? ?????? ??????? / Fresh air for our children In Volokolamsk, city near Moscow, people are suffering from toxic gas coming from... Leia mais
04 MAI

Mercedes-Benz Classe X deve ter versão 'básica' no Brasil

A picape Classe X da Mercedes-Benz está prevista para chegar às lojas brasileiras só em 2019, mas a marca alemã já está anunciando o modelo em suas plataformas digitais com uma novidade: a versão "pé de boi" deve estará disponível por aqui. Em outubro do ano passado, a fabricante acreditava que o Brasil teria espaço apenas para os modelos com acabamento "premium". Não é o caso da versão Pure, que tem para-choque frontal em plástico preto, rodas de aço sem calota e bancos... Leia mais
03 MAI

Grandes brasileiros: o repaginado Dodge Gran Coupe

Já sem o nome Dart, a Gran Coupe era a versão mais luxuosa da Dodge (Christian Castanho/Quatro Rodas)A adequação dos trajes é uma das principais normas de etiqueta da alta sociedade.Seu descumprimento é considerado uma grave quebra de protocolo. A mesma tradição valia para o mundo dos automóveis.Em 1970, quando o Dodge Dart cupê foi apresentado oficialmente no Santapaula Iate Clube, tradicional refúgio da elite paulistana, muitos notaram que o primeiro hardtop (sem coluna central)... Leia mais
03 MAI

Ex-presidente da Volkswagen e outros 5 executivos são acusados nos EUA por 'dieselgate'

O ex-presidente mundial da Volkswagen, Martin Winterkorn, foi considerado culpado, nos Estados Unidos, por seu papel no escândalo "dieselgate" da gigante automobilística alemã, segundo a Justiça. A Justiça americana afirma que todos estavam cientes sobre o programa instalado em certos veículos para falsificar os resultados das emissões poluentes desde maio de 2014, mas que decidiram seguir em frente com a fraude, apontou o departamento em comunicado. "A acusação formal... Leia mais