Novidades

12 NOV
Impressões: Clubman e Countryman são dois Mini que de mini não têm nada

Impressões: Clubman e Countryman são dois Mini que de mini não têm nada

Novo Clubman virá ao Brasil apenas na versão John Cooper Works (Divulgação/Mini)

O novo Mini Clubman é um dos maiores carros da marca e, na verdade, só perde para o SUV Countryman – que está no fim da matéria.

Mas a perua veio ao Brasil na versão topo de linha John Cooper Works, que ficou ainda mais potente, para tentar compensar essa heresia. O preço? Nessa configuração, que será a única por aqui, R$ 219.990.

Já o irmão maior (também nessa versão esportiva e com exatamente o mesmo conjunto), desembarca no país por R$ 239.990. Ambos chegarão às lojas ainda este mês.

Nos últimos lançamentos, os próprios executivos admitiram que os modelos têm crescido para prender os fãs que, lá atrás, eram solteiros e não tinham filhos.

Lanternas receberam desenho inspirado na bandeira do Reino Unido (Divulgação/Mini)

Só não dá para dizer que agora há espaço de sobra para todos: dois adultos viajam com certo conforto na fileira de trás.

Mais que isso e haverá reclamação na certa, principalmente pelo túnel central elevado. Ao menos o espaço para cabeça é bom. Já as saídas de ventilação e as portas USB garantem mais comodidade a todos.

Mas você não precisa ter família para se render à perua. Se for esse o caso, nem é preciso falar do porta-malas com 360 litros e fácil acesso graças à tampa traseira dividida em duas.

Basta dizer que o acabamento ficou anos-luz à frente daqueles plásticos rígidos da geração anterior e que toda a cabine está mais BMW.

Por aqui, o Clubman será sempre completo, com central multimídia, serviço de concierge, som Harman/Kardon, head-up display e teto panorâmico.

Painel tem materiais bem melhores que na última geração (Divulgação/Mini)

Claro que, por esse preço, há opções maiores e mais confortáveis. Só que nenhuma delas têm à disposição o 2.0 turbo com 306 cv de potência e 45,8 mkgf de torque, sempre com tração integral e câmbio automático de oito marchas.

Para você ter ideia, a marca garante que a perua chega aos 100 km/h em 4,9 segundos. E dá para escolher entre três modos de condução: Sport, Mid e Green. Pena que não haja uma opção Individual que seja configurável, por exemplo.

Para identificar o Clubman atualizado nas ruas, basta reconhecer as novas lanternas com iluminação inspirada na bandeira do Reino Unido.

Além das pequenas mudanças do lado de fora, o modelo recebeu turbina maior, sistema de injeção com mais pressão, além de pistões e virabrequim serem forjados.

O resultado das novidades? 75 cv de potência e 13 mkgf de torque a mais que a versão anterior.

Ar-condicionado digital de duas zonas é oferecido de série (Divulgação/Mini)

Não há suspensão adaptativa, mas o conjunto é 10 mm mais baixo que nas versões civilizadas. Aliado ao bom fôlego e às dimensões contidas (para o mercado), ela garante a agilidade impecável nas curvas.

É claro que a direção de respostas rápidas, o sistema de tração e o diferencial mecânico na dianteira também fazem parte da receita.

Se o SUV (que tem a mesma motorização) tende a sair de frente, o Clubman chega ao limite apenas indicando que, na pior das hipóteses, escorregaria de lado, como um bom esportivo com força enviada às quatro rodas deve fazer.

Falta espaço na segunda fileira do Clubman (Divulgação/Mini)

Esse é o carro mais rápido oferecido pelo fabricante no Brasil e custa bem menos que BMW X2 com mesmo motor (que sai por R$ 313.950).

Só que, mesmo assim, a Mini prevê que apenas 100 interessados deverão levar esse carro para casa, contra as 250 previstas para o Countryman na versão esportiva John Cooper Works.

Talvez seja o declínio das peruas – a própria empresa prefere usar o termo “sportback”. Mas se você quer um esportivo purista, ainda que isso não reflita as tradições inglesas, saiba que ainda existe luz no fim do túnel.

Countryman é mais barato que o principal rival em proposta e desempenho (Divulgação/Mini)

Talvez a principal vantagem do SUV da Mini seja pertencer ao segmento mais querido do mercado na atualidade. Além disso, o Countryman é cerca de R$ 7 mil mais barato que o BMW X1 xDrive25i, modelo com o qual divide a plataforma.

Só que a novidade do fabricante (quase) inglês tem como vantagem os 75 cv de potência e 10 mkgf de torque adicionais em relação ao concorrente.

Claro que, comparado ao Clubman, há algumas desvantagens em relação à dinâmica, principalmente por conta do centro de gravidade mais alto – o acréscimo de peso é de apenas 50 kg, com 1.600 kg no total.

Centro de gravidade mais alto piora o comportamento nas curvas (Divulgação/Mini)

Para tentar resolver o problema, o modelo tem suspensão com rigidez variável de acordo com o modo de condução selecionado, também com opções Sport, Mid e Green.

O comportamento ao volante surpreende, ainda que não chegue ao mesmo nível de refinamento da perua. As acelerações empolgam graças à boa entrega de torque já a baixas rotações (45,8 mkgf vêm às 1.750 rpm).

Só que o Countryman tende a sair de dianteira quando entra rápido demais nas curvas, mesmo com as suspensões reguladas no modo mais esportivo, que garante ajuste ideal à direção.

Espaço interno é um pouco melhor que no Clubman (Divulgação/Mini)

Os pontos positivos da perua se mantêm no maior modelo da marca: o acabamento é bem melhor que na geração anterior, a lista de itens de série já vem completa, com direito a ar-condicionado de duas zonas, teto panorâmico, central multimídia e serviço de concierge.

Mas as desvantagens também se repetem: quase não há melhoria no espaço interno e o porta-malas só cresce 90 litros.

Ainda que não seja tão diferente do Clubman, o SUV está mais alinhado ao que o consumidor procura e cobra menos que o rival mais próximo (em proposta e mecânica).

Detalhe do seletor de modos de condução que altera a suspensão (Divulgação/Mini)

Talvez a versão JCW não seja esportiva como você espera e nem tenha comportamento de Mini.

Mas se tudo que você busca é um utilitário rápido, com estilo diferente e bons equipamentos, essa é uma boa opção – desde que não precise de espaço.

Mini Clubman John Cooper Works

Mini Countryman John Cooper Works

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

17 JUL

VÍDEO: conheça o novo Volkswagen Jetta GLI em detalhes

O Volkswagen Jetta GLI já veio à garagem da QUATRO RODAS e até enfrentou o Golf GTI pelo título de melhor esportivo da marca. E agora você poderá conhecer o sedã em detalhes!Confira o vídeo que fizemos com o modelo, que vem equipado com motor 2.0 turbo com 230 cv de potência e acelerou de zero a 100 km/h em 6,9 segundos na nossa pista de testes.Para quem assiste pelo celular, há uma opção vertical feita para facilitar a visualização na tela. Você prefere os vídeos no formato... Leia mais
17 JUL

Longa Duração: Renault Kwid chega à reta final com avalanche de queixas

Kwid: quanto mais o tempo passa, mais barulho ele faz (Rodrigo Ribeiro/Quatro Rodas)Muitos carros de entrada já passaram pelo Longa Duração. Só na história recente, tivemos Ford Ka (das gerações atual e anterior), Uno, Mobi, Onix, Up!, só para citar alguns exemplos.Poucos deles chegaram à reta final acompanhados de tantas queixas quanto o Kwid.Logo de cara, quando estreou em nossa frota, em março de 2018, uma avalanche de queixas: barulho e vibração exagerados em função da... Leia mais
17 JUL

Impressões: Porsche Cayenne Coupé é um SUV vestindo roupa de 911

Ficou intrigado com o título desta reportagem? Calma, porque não estamos falando de uma soma de 2+2 ou 50+50. Se o Porsche Cayenne Coupé fosse o número 100, pelo menos 80 partes de seu todo seriam formadas pelo que já conhecemos da nova geração do Cayenne. Mas há ali uma boa dose de cupê, inspirada no mais icônico de todos os modelos da marca de luxo alemã. Cayenne Coupé tem colunas mais inclinadas e teto mais baixo (Divulgação/Porsche)Quem diz isso não somos nós, mas sim o... Leia mais
17 JUL
Venda de veículos financiados sobe 9% no 1º semestre

Venda de veículos financiados sobe 9% no 1º semestre

As vendas de veículos financiados tiveram alta de 9% no 1º semestre, na comparação com o mesmo período do ano passado, somando 2,87 milhões de novos e usados. As informações são da B3, que opera a base integrada de dados que reúne o cadastro das restrições financeiras de veículos oferecidos como garantia em operações de crédito. Os usados responderam por 63% das vendas: 1,81 milhão de unidades, um crescimento de 8,7% sobre janeiro a junho de 2018. Na mesma... Leia mais
17 JUL
Proibidos em SP, mototaxistas de app colombiano podem ser multados

Proibidos em SP, mototaxistas de app colombiano podem ser multados

A Prefeitura de São Paulo classificou como “clandestina” a atuação do aplicativo colombiano de mototáxi, que desembarcou neste mês na capital paulista. A Secretaria de Mobilidade e Transportes informou que pode multar os pilotos que forem flagrados prestando o serviço. O “Picap – motos particulares” nasceu na Colômbia em 2016 e ficou conhecido por lá como "o Uber das motocicletas", já que oferece o serviço remunerado de carona na garupa de motos, com preços mais... Leia mais
16 JUL

Vendas fracas fazem Mercedes-Benz cogitar o fim da picape Classe X

Picape Classe X da Mercedes-Benz (Mercedes-Benz/Divulgação)A Mercedez-Benz planeja reduzir os custos e, com isso, a picape Classe X está seriamente ameaçada de sair de linha, muito pouco tempo após ter ganhado vida. A informação é do site Automotive News Europe.No começo de julho, a montadora cortou pela quarta vez a previsão de lucro dentro de 13 meses, e o futuro de produtos que não estão dando lucro começa a ficar ameaçado. Um deles é a Classe X.Lançada em 2017, a Classe X... Leia mais