Novidades

08 NOV
A luta de JAC, Lifan e outras marcas pequenas para não morrer no Brasil

A luta de JAC, Lifan e outras marcas pequenas para não morrer no Brasil

Effa V25: furgão começa a ser fabricado em Manaus no final deste ano (Arte/Quatro Rodas)

Vender carros no Brasil não é fácil nem para grandes fabricantes. Por isso algumas marcas menores estão repensando suas estratégias.

A chinesa JAC, que estreou no Brasil em 2011 com carros de entrada e depois focou sua linha em SUVs, agora também quer explorar o mercado de elétricos. Três automóveis, uma picape e um caminhão, que chegam nos próximos meses às 36 concessionárias da marca, representam essa ofensiva eletrificada.

A SsangYong retornou ao Brasil em 2017 com um lote de 135 unidades divididas em quatro modelos e quase todas já foram vendidas. Mas, segundo o diretor das operações da marca no Brasil, Marcelo Fevereiro, houve alterações no planejamento devido “à instabilidade cambial, à burocracia na importação de veículos e à legislação para vendas a PcDs”.

Nova geração do Korando tem porte de Compass (Divulgação/Ssangyong)

A marca sul-coreana, que tem oito concessionárias (contra 50 planejadas) e 19 oficinas, vai lançar a picape média Musso, o SUV e o SUV grande Rexton ainda em 2019. Já o Korando, SUV médio com porte de Jeep Compass e motor 1.5 turbo, está previsto para meados de 2020.

A Effa, que foi a primeira a trazer carros de passeio chineses, atualmente lidera as vendas de minicaminhões. São dois modelos, o V21 (cabine simples, R$ 49.900) e o V22 (cabine dupla, R$ 59.900), ambos montados em Manaus (AM).

A fábrica foi inaugurada em 2014 e tem capacidade para montar 30.000 carros/ano. Hoje monta 100 veículos por mês, mas a meta é chegar a 150 até o final do ano, quando lança o furgão V25. Ela tem 50 revendas e 300 oficinas credenciadas no Brasil.

A chinesa Lifan deve decidir neste mês se fica no Brasil. As 24 concessionárias só têm carros 2018, pois a fábrica localizada em San José de Mayo, Uruguai, está parada desde fevereiro.

X80 tem design imponente, mas pouco original (Christian Castanho/Quatro Rodas)

O próprio Lifan X80 foi lançado no ano passado durante um período de lay-off na fábrica, que montou cerca de 320 unidades do SUV de sete lugares.

A unidade pode ser usada para a montagem de carros elétricos, não necessariamente da Lifan. As negociações, fruto de visita de representantes uruguaios à China, estão em curso e a produção pode começar já em 2020.

Mesmo assim, duas marcas chinesas podem retornar ao Brasil.

De acordo com o Jornal do Carro, a Caoa (representante de Chery, Hyundai e Subaru no Brasil) estaria negociando para produzir carros da Changan no Brasil. A intenção seria aproveitar a fábrica da Ford em São Bernardo do Campo (SP).

A marca chegou ao Brasil em 2006 pelas mãos da Districar (que na época também trazia os carros da SsangYong) como Chana e posteriormente alterou seu nome para Changan.

Mas o portfólio focado em furgões e minicaminhões não conquistou o brasileiro e a marca deixou o Brasil em 2016.

Geely GC2 (Geely/Divulgação)

Já a HPE, que importa e produz no Brasil carros da Suzuki e Mitsubishi, estaria em conversa com a Geely. A informação é do jornalista Fernando Calmon, que fala em eventual produção local de automóveis da marca chinesa.

A Geely é uma das maiores fabricantes da China e é proprietária da Volvo, mas esteve no Brasil por apenas dois anos, entre 2014 e 2016, pelas mãos do Grupo Gandini (Kia).

Neste curto período vendeu cerca de 1.200 unidades de dois modelos: o pequeno GC2 e o sedã médio EC7.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

18 OUT

Teste: Novo VW Jetta se esforça para se desvencilhar do Virtus

Sedã cresceu 4,3 cm no comprimento e 2,1 cm na largura, totalizando 4,7 m x 1,8 m (Christian Castanho/Quatro Rodas)O novo VW Jetta estreia agora no Brasil. Ao contrário do antecessor, dono de um visual bem-comportado, o modelo chega à sétima geração com estilo ousado.Na dianteira, a grade antes horizontal e discreta cresceu e ficou trapezoidal – remete ao sedã Arteon, comercializado na Europa. E, na lateral, os balanços dianteiro e traseiro deixaram de ser proporcionais e... Leia mais
18 OUT

BMW revela o inédito X7, maior SUV já produzido pela marca

A BMW revelou oficialmente o inédito X7. Anunciado em 2016, o modelo ganhou um conceito homônimo em 2017 e passou a ser flagrado em testes nos últimos meses. Para 2019, a previsão é de que o maior SUV já feito pela marca chegue ao Brasil. Além do visual, o X7 também passará a ditar as regras para os aparatos tecnológicos da linha X. Entre seus equipamentos, há quadro de instrumentos digital com tela de 12,3 polegadas, assistente pessoal/concierge, faróis de laser com alcance... Leia mais
18 OUT

Honda inicia pré-venda da GL 1800 Gold Wing 2019 partindo de R$ 136.550

A Honda anunciou o início das vendas do modelo 2019 de sua moto mais cara no Brasil. Apresentada no Salão Duas Rodas 2017, a nova GL 1800 Gold Wing pode ser encomendada a partir do próximo dia 22 de outubro por valores que começam em R$ 136.550. Veja os preços: GL 1800 Gold Wing: R$ 136.550GL 1800 Gold Wing Tour: R$ 156.550 De acordo com a montadora, as primeiras unidades serão entregues apenas em fevereiro de 2019. Esta nova geração da Gold Wing traz as mais profundas... Leia mais
17 OUT

Longa Duração: conectar o celular no VW Virtus é tarefa árdua

Entrada USB: atrás do câmbio, no fundo do porta-objetos (Péricles Malheiros/Quatro Rodas)Quase todas as anotações dos usuários do Virtus são positivas. As mais comuns: “Nem parece que o motor é 1.0”, “Na cidade, a suspensão é um pouco dura, mas na estrada o comportamento é excelente”, “O nível de espaço é ótimo na cabine e no porta-malas”.Mas há um ponto negativo que, com o passar do tempo, tem ganhado destaque: a dificuldade para conectar o cabo do celular à porta... Leia mais
17 OUT

Concessionária dos EUA mandava cartas de falsos recalls para atrair consumidores à oficina

Uma rede de concessionárias dos Estados Unidos enviou 21 mil cartas a proprietários de veículos da Toyota e da Nissan, anunciando falsos recalls. Ela foi acusada de enganar os consumidores para atrai-los para suas oficinas. A prática aconteceu entre 2015 e 2017 e foi denunciada pela FTC, a agência reguladora do comércio no país, equivalente ao Cade no Brasil. Os avisos foram impressos eram em papel vermelho com letras garrafais e falavam em urgência. Mas a maioria dos... Leia mais
17 OUT

Condição das rodovias brasileiras melhora, mas número de trechos com risco aumenta, diz CNT

Estudo divulgado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) aponta que mais da metade dos 107.161 quilômetros de rodovias brasileiras apresenta algum tipo de problema. Segundo a pesquisa CNT Rodovias, 57% da malha rodoviária brasileira foi classificada como regular, ruim ou péssima. Dos mais de 107 mil quilômetros pesquisados, 21,8% foram considerados ruins ou péssimos. Apesar de considerar que o resultado da análise é insatisfatório, a CNT aponta que a condição geral... Leia mais