Novidades

24 OUT
Novo Volkswagen Golf foi feito para a geração que só pensa em smartphone

Novo Volkswagen Golf foi feito para a geração que só pensa em smartphone

Frente está mais baixa e tem faróis ainda mais estreitos (Divulgação/Volkswagen)

“Sim, sim, também tem”, me respondeu em tom de brincadeira Juergen Wimmz, responsável pelo Volkswagen Golf de oitava geração, quando lhe questionei sobre suspensão, motores e outros detalhes técnicos. Até aquele momento havíamos falado apenas sobre os novos sistemas multimídia que, assim como o carro, têm plataforma modular.

Vivemos tempos onde a possibilidade de permanecer conectado enquanto no carro pode ser mais importante que suas características técnicas. Mas, ao que pareceu neste primeiro contato, o novo Golf também quer conquistar aqueles que ainda se importam com desempenho, comportamento dinâmico e eficiência.

Lanternas recortadas remetem ao SUV T-Roc (Divulgação/Volkswagen)

Tudo bem, os puristas precisarão fazer algumas concessões. A nova geração do VW Golf chegará às concessionárias europeias em janeiro com cinco versões híbridas, sendo elas variações dos eTSI (híbridos parciais com rede de 48V) e GTE (híbridos plug-in, cuja bateria pode ser recarregada externamente).

Coluna C grossa faz parte da identidade do Golf (Divulgação/Volkswagen)

E ele só terá um motor a gasolina, sem assistência elétrica. E é justamente uma versão atualizada 1.0 TSI, oferecida em dois níveis de potência.

Se era revolução no design o que você esperava… Bem, o Golf está diferente. As linhas parecem mais modernas com os faróis e lanternas mais estreitos, a frente do carro mais baixa e o para-choque frontal que mais parece um barbeador. E ainda tem o novo logotipo que estreou no ID.3. Ainda assim, a maior parte dos nossos leitores aprovou o novo visual.

Volkswagen quase eliminou os botões físicos do interior do Golf (Divulgação/Volkswagen)

Já as dimensões estão praticamente mantidas. Tem 4,28 m de comprimento (aumento de 3 cm), segue com 1,79 m de largura e permaneceu com 2,63 m de entre-eixos.

A altura reduzida em 2 cm, para 1,45 m, faz parte do trabalho dos designers e engenheiros aerodinâmicos para a melhora do coeficiente aerodinâmico, que passou de 0,334 para ser de 0,275 cx.

Quadro de instrumentos digital é equipamento de série, mas o HUD só estará nas versões mais caras (Divulgação/Volkswagen)

É no interior que encontramos algo profundamente novo no Golf. O quadro de instrumentos com tela de 10,25 polegadas fez tanto sucesso que agora é item de série em todas as versões.

A central multimídia também se tornou equipamento padrão, mas seu tamanho pode variar entre as 8,25 polegadas da versão de entrada (Base) e as 10 polegadas das mais completas (Style). Nas mais abonadas ainda há, pela primeira vez, head-up display para projetar informações no para-brisas.

Central multimídia tem interface inédita que promete ser mais intuitiva (Divulgação/Volkswagen)

As duas telas são parte da nova plataforma modular de multimídia chamada de MIB3. Ela permite que todas as funcionalidades, mesmo aquelas que só estão disponíveis nas versões mais caras, sejam agrupadas de forma mais intuitiva. E o mais importante: tem usabilidade e velocidade que remetem aos nossos smartphones.

 (Divulgação/Volkswagen)

Também há conexão com a internet (paga à parte). Desta forma, também será possível utilizar funcionalidades e serviços online que fazem parte do novo ecossistema Volkswagen We. Entre os serviços está o armazenamento em nuvem da posição dos bancos, retrovisores e personalizações do veículo, que poderá ser facilmente recuperada em outro carro da marca.

Comandos dos faróis agora ficam ao lado do quadro de instrumentos (Divulgação/Volkswagen)

A nova interface leva a culpa pelo desaparecimento de muitos dos comandos físicos. O comutador giratório dos faróis deu lugar a botões sensíveis ao toque do lado esquerdo do quadro de instrumentos, que também concentram funções de desembaçador dos vidros dianteiro e traseiro.

Mesmo os botões de acesso rápido são sensíveis ao toque (Divulgação/Volkswagen)

Também há alguns comandos físicos para a central multimídia, mas que também são touch. Entre as estreitas saídas de ar centrais estão comandos para o menu do ar-condicionado, das configurações e dos sistemas de assistência à condução. Você não precisa navegar até zonas obscuras das configurações para ajustar o alerta de colisão, por exemplo.

Já na base da tela é possível ajustar a temperatura, velocidade do ar e volume do som apenas correndo o dedo em espaços sensíveis ao toque.

Os únicos botões físicos estão ao redor do câmbio (Divulgação/Volkswagen)

No geral, essa nova estratégia permitiu liberar muito espaço ao redor do condutor. Some a isso o fato da alavanca de câmbio das versões equipadas com câmbio automático de dupla embreagem, ter sido trocado por um pequeno seletor, parecido com o usado pelo novo Porsche 911. E se você queria ver botões de verdade, eles estão ali ao lado para controlar o start-stop, o freio de mão eletrônico e o auto-hold.

A visão do motorista está mais limpa (Divulgação/Volkswagen)

“É importante que todos os modelos da VW tenham os mesmos comandos. Por isso não temos joystick ou comandos rotativos para controlar a central e seus menus. Hoje o usuário está mais habituado a usar telas sensíveis ao toque por usar tablet e smartphone no dia a dia e é essa experiência que queremos aproveitar”, explica Hendrik Muth, gestor de produto do novo Golf.

Sem ganho no entre-eixos, espaço traseiro segue praticamente o mesmo (Divulgação/Volkswagen)

“O fato dos comandos físicos terem sido quase eliminados não vai causar problemas porque, por um lado o comando de voz dá acesso direto a muitas funções e, por outro, é possível personalizar por completo o que está na primeira tela da central tanto no aspecto como no conteúdo”, completa.

O princípio é deixar mais visível o que é mais usado, enquanto funções menos acessadas ficam em segundo plano. Toca-se menos na tela e tudo é mais intuitivo.

 (Divulgação/Volkswagen)

Outra novidade é a possibilidade de poder obter ou mesmo comprar equipamentos e funções após o carro ser comprado. É o caso do controlador de velocidade adaptativo, farol alto automático e de possível atualização do sistema de navegação, que podem ser “instalados” pela internet.

A Volkswagen se esforçou para aumentar a diferença entre os modos de condução (Divulgação/Volkswagen)

A Volkswagen não quis dizer quase nada sobre o chassi, mas confirmou que o conjunto de suspensão independente nas rodas traseiras seguirá restrito às versões mais potentes.

As mais fracas terão eixo de torção, como hoje. O sistema DCC, com amortecedores com ajuste eletrônico, evoluiu para ter maior amplitude de ajustes e diferenciar melhor os modos Comfort, Eco e Sport, e ainda passou a oferecer o modo Individual.

Como dito, o único motor movido apenas a gasolina é o mais fraco. O 1.0 TSI Evo é oferecido em versões de 90 e 110 cv e agora pode ser combinado ao novo câmbio manual de seis marchas, que promete ajudar a reduzir o consumo de combustível. Em seguida vem o motor 2.0 TDI (turbodiesel) com 115 e 150 cv.

Motor 1.5 TSI Evo pode entregar até 150 cv (Divulgação/Volkswagen)

As versões seguintes são a porta de entrada para a eletrificação. Os eTSI combinam o moderno 1.5 TSI Evo (capaz desligar metade dos cilindros quando o acelerador é pouco exigido) a um alternador de 48V que também pode aliviar o esforço do motor em acelerações e retomadas. Essa combinação está disponível com 110, 130 e 150 cv.

Há outra particularidade. Todos os motores a gasolina até 130 cv funcionam simulando ciclo Miller e a versão 1.0 ganhou o turbo de geometria variável que já equipava o motor 1.5 para favorecer a eficiência.

Com até 245 cv, Golf GTE será o mais potente no lançamento (Divulgação/Volkswagen)

Por último vêm as versões GTE, híbridas plug-in, que combinam o motor 1.4 TSI com um elétrico para entregar 204 ou 245 cv.

A bateria desta versão quase dobrou sua capacidade, passando de 8,8 kWh para 13 kWh sem aumentar seu tamanho físico. Agora é possível rodar até 65 km em modo elétrico. de acordo com o ciclo WLTP.

Versão híbrida pode ter sua bateria recarregada e percorre até 65 km em modo elétrico (Divulgação/Volkswagen)

A evolução na tecnologia embarcada também envolve novidades como ACC preditivo, frenagem autônoma ao detectar um carro se aproximando em cruzamentos e até sistema que detecta que o carro está se aproximando de uma fila de carros parados.

Mas isso dependerá da comunicação com outros automóveis e com a própria infraestrutura viária num raio de 800 metros, e o Golf é o primeiro carro europeu com este sistema.

O novo Volkswagen Golf começa a ser entregue aos primeiros compradores em janeiro. Já está programado o lançamento de versões tradicionais, como as GTI, GTD, 4Motion, R e até uma movida a gás natural.

Novo Golf estreia nas concessionárias europeias em janeiro (Divulgação/Volkswagen)

Esta nova geração não está descartada para o Brasil. Contudo, é bem capaz de só recebermos a oitava geração do Golf por aqui em versões híbridas. Afinal, a sétima geração se despedirá do mercado brasileiro justamente na versão GTE.

 (Divulgação/Volkswagen)

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

28 JUN

Renault vai parar de vender carros da Dacia

Os próximos Renault pros mercados emergentes vão continuar Dacia, mas só por baixo da carroceria… (Dacia/Divulgação)Os novos Duster, Sandero e Logan podem ser os últimos modelos da Dacia vendidos pela Renault.Essa mudança deve ocorrer por conta de uma nova política da fabricante francesa revelada por Sylvain Coursimault, gerente de marketing da marca.O executivo afirmou, em entrevista ao jornal Le Figaro, que a Renault irá aposentar a tática de vender modelos da marca romena com o... Leia mais
28 JUN

McLaren 600LT: menos peso e mais potência

Baseado no 570S Coupé, o novo 600LT é mais leve e mais potente (Divulgação/McLaren)O McLaren 600LT foi revelado pela marca inglesa, dando continuidade à linhagem “Longtail” – que já soma os modelos F1 GTR e 675LT, Coupé e Spider, no currículo.Comparado ao 570S, modelo usado como base, o esportivo ficou 96 kg mais leve, chegando aos 1.356 kg com todos os fluídos e 90% de combustível no tanque.O esportivo está 7,4 cm mais comprido que os demais modelos da Sports... Leia mais
28 JUN

Trilha na Serra Gaúcha: evento da Mit desvenda Caxias do Sul

Estimular o contato com a natureza e a descoberta de novos lugares e experiências. Esse é o objetivo do Mitsubishi Experience 4×4, evento organizado pela montadora para incentivar uma mudança na rotina dos participantes – e, nesse processo, aproveitar para acelerar os carros em diferentes regiões do país.Na segunda edição do Experience em 2018, os participantes descobriram as paisagens do entorno de Caxias do Sul. Confira todos os detalhes no vídeo e não perca os próximos... Leia mais
28 JUN

Jeremy Clarkson: Stinger é o melhor Kia para a Colômbia

Stinger vai de 0 a 100km/h em menos de 6 segundos (Divulgação/Kia)Se eu estivesse à frente da Kia, e alguém me dissesse “vamos fazer um cupê de quatro portas de tração traseira que vai custar 40.000 libras, com um motor V6 rosnador e muita potência”, eu o internaria em um hospício.Para nós, aqui da Grã-Bretanha, a Kia produz uma linha de hatches e sedãs para pessoas que não sabem nada de carros. Eles são bonitos e tenho certeza de que são bem fabricados, mas são realmente... Leia mais
28 JUN

Quanto custa para trocar a bateria de um veículo híbrido?

Calor intenso pode reduzir a vida útil da bateria do Prius (Divulgação/Toyota)Quanto custa para trocar a bateria de um veículo híbrido? – José Debon, por e-mailNo caso do Toyota Prius, a reposição do acumulador custa R$ 10.500, incluindo a mão de obra. O valor absoluto pode impressionar, mas representa menos de 8,3% do preço do modelo (R$ 126.600). Vale reforçar que, apesar de o Prius ter garantia de três anos, seu sistema híbrido (que inclui, além da bateria, o controlador do... Leia mais
28 JUN

'Honda Biz retrô' é lançada na Europa e promete consumo de 66,7 km/l

A Honda revelou nesta quinta-feira (28) na Europa a Super Cub C125, modelo que resgata o nome da moto mais vendida da história da montadora. Criada em 1958, a Super Cub teve mais de 100 milhões de unidades comercializadas pelo mundo e deu origem no Brasil aos modelos Biz, Dream e Pop. Nesta sua mais nova renovação, o modelo mantém a essência de seu visual tradicional, mas ganhando mais modernidade e chega a lembrar sua irmã elétrica, a EV-CUB. Outra evolução está no... Leia mais