Novidades

24 OUT
Atrasada para os elétricos, Toyota agora promete até vassoura voadora

Atrasada para os elétricos, Toyota agora promete até vassoura voadora

Toyota e-Broom, a “vassoura voadora” para transportes rápidos (Divulgação/Toyota)

A Toyota se tornou conhecida por ignorar veículos elétricos recarregáveis na tomada nos últimos anos.

Ao invés deles, sempre preferiu apostar nos híbridos (o Prius e o novo Toyota Corolla que o digam) e também naqueles movidos a célula de combustível.

Nos últimos, grande aposta da Toyota foi nos híbridos (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Após anos de relutância, agora a marca parece ter enfim dado o braço a torcer. “Culpa”, em especial, das legislações cada vez mais rígidas sobre emissões de CO² aplicadas por países da Europa e também pelo Japão.

Só que a empreitada parece ainda ser um terreno hostil para a fabricante.

Enquanto concorrentes como a conterrânea Nissan e a alemã Volkswagen possuem um plano de eletrificação aparentemente claro, a marca japonesa apresentará no Salão de Tóquio 2019 uma espécie de protocolo de intenções.

Entregar veículos elétricos para atuar como apoio aos atletas nas Olimpíadas de 2020, também na capital nipônica, é outro forte indício de que o caminho dos carros elétricos é sem volta.

Toyota disponibilizará cerca de 3.700 veículos para atletas e público nas Olimpíadas de Tóquio (Divulgação/Toyota)

Seja por vontade própria ou forçada pelas circunstâncias, fato é que a Toyota tenta fazer a transição de uma maneira minimamente impactante.

O projeto vai desde uma família de veículos ultracompactos, incluindo andadores e cadeiras de roda, até uma sonda lunar. Passando, obviamente, por carros de passeios, SUVs, comerciais leves e pesados e veículos de transporte coletivo.

Mas não fica só nisso: na coletiva de imprensa da marca, o presidente global da companhia, Akio Toyoda, surpreendeu a todos ao surgir no palco em uma versão anime a bordo de uma “vassoura voadora”.

Anime do presidente da Toyota, Akio Toyoda, “voando” em uma e-Broom (Reprodução/Toyota)

Foi uma forma de chamar a atenção para o Toyota Booth, plano que engloba uma série de produtos elétricos para serem consumidos no futuro.

Além da “vassoura”, que se chama e-broom e na verdade é uma espécie de apoio voador que servirá para transportar pessoas em pequenos deslocamentos do dia a dia, a fabricante estuda criar:

O T-HR3, um robô capaz de imitar os gestos do operador; o HSR, um robô transportador de objetos; o Micro Pallette, um robô capaz de carregar malas e outros itens pesados.

Toyota e-Chargeair prevê carros capazes de trocaram energia elétrica entre si através de indução (Divulgação/Toyota)

Na parte de carros, os engenheiros vislumbram um futuro com soluções como o e-Care, uma ambulância conectada com o hospital, e na qual o médico pode interferir no socorro ao paciente durante o trajeto.

Ou o e-Chargeair, capaz de carregar e ser carregado por outros veículos ou elementos da cidade sem fio, e até mesmo de purificar o ar enquanto roda.

O elétrico ultracompacto BEV (Divulgação/Toyota)

Voltando a colocar os pés mais no chão, a fabricante japonesa iniciará a ofensiva de verdade, não as epifanias, com uma família de cinco veículos elétricos a bateria (BEVs) ultracompactos para uso urbano.

Eles terão sempre comprimento abaixo de 2,50 metros (menos do que o entre-eixos de um Chevrolet Onix ou Hyundai HB20), autonomia nunca acima de 100 km e velocidade máxima nunca acima de 60 km/h.

O primeiro a estrear, no final de 2020 no Japão, será um microcarro para até dois passageiros chamado provisoriamente de BEV Ultra-Compact.

Com interior minimalista, sem nada de telas ou recursos futuristas, mede 2,49 metros de comprimento e tem diâmetro de giro na casa de 6,8 metros, metade de uma Fiat Toro. Seu público-alvo é predominantemente jovem.

Espaço é para levar dois passageiros e nada mais (Divulgação/Toyota)

Já o conceito i-Walk prevê um andador que atinge 10 km/h e parece pensado para ser o queridinho dos seguranças de shopping. Este ganhará vida em 2021.

QUATRO RODAS experimentou o veículo por um curtíssimo trajeto de menos de 50 metros, suficientes para constatar que: 1) ele é mais fácil de usar que um patinete; 2) sua (falta de) velocidade praticamente limita o uso a ambientes fechados.

O andador elétrico da Toyota (Divulgação/Toyota)

Dentro da família há ainda uma cadeira de rodas e um guidão elétrico – que permite acoplar uma cadeira de roda não motorizada.

Ambos chegam a 6 km/h e serão voltados a deficientes físicos e idosos. Oferecerão 10 e 20 km de autonomia, respectivamente, com tempo de recarga estimado em duas ou duas horas e meia.

Marca também quer vender cadeiras de roda elétricas e puxadores elétricos para cadeiras de roda (Divulgação/Toyota)

Ainda em desenvolvimento e sem previsão para lançamento, o BEV Business Concept Model prevê um microcarro para uso a trabalho que funciona como uma espécie de “escritório ambulante”, com tecnologia autônoma e modos de direção para viagem, trabalho e descanso.

Por fim, i-Road é um triciclo criado em 2013 e que leva até duas pessoas, dispostas na cabine como em uma motocicleta. Tem volante, mas a carroceria inclina nas curvas também tal qual uma moto.

Mede 2,34 metros de comprimento e 1,45 m de altura, mas possui apenas 87 cm de largura. Sua velocidade máxima também é de 60 km/h, mas a autonomia prometida é menor: 50 km.

i-Road é um conceito de 2013 que Toyota ainda tenta emplacar (Divulgação/Toyota)

Ainda na categoria BEV, ou seja, veículos 100% létricos com bateria carregável em tomada, entrarão todos os automóveis de porte compacto ou médio, caso de SUVs como o C-HR, sedãs como o Corolla e ainda outros modelos.

Há, ainda, o futurista LQ, que será exibido no Salão de Tóquio e terá produção em baixíssima escala para ser usado como “cobaia” no desenvolvimento de novas soluções para baterias e condução autônoma na vida real.

LQ será um carro de produção futurista com produção em baixa escala (Divulgação/Toyota)

Híbridos simples (HEV) seguirão como alternativas para ajudar a reduzir emissões enquanto as legislações não banirem de vez o carro a combustão, assim como os híbridos recarregáveis na tomada (PHEV).

A categoria de veículos movidos a células de combustível como o hidrogênio (FCEV) continuará a ser povoada pela segunda geração do Mirai (transformado em sedã grande), mas deve ser expandida a comerciais pesados, tais quais caminhões, ônibus, tratores e empilhadeiras.

Também nesta categoria entraria uma sonda lunar, pensada em parceria com a Jaxa (agência aeroespacial do Japão) e que está sendo desenvolvida para tocar o solo da lua em 2029.

Conceito do Toyota Mirai de segunda geração (Leonardo Felix/Quatro Rodas)

Sem estipular muitos prazos, a Toyota, promete lançar em meados dos anos 2020 baterias que trocam a eletrólise aquosa, feita a partir de um gel enriquecido com íons de lítio, por uma solução sólida, que pode ser de cerâmica ou polímeros sólidos.

Tal estratégica seria crucial para otimizar a vida útil das baterias. Se atualmente um conjunto perde 25% de sua capacidade de carga ao longo de 10 anos de uso, a meta é reduzir a perda a menos de 10%.

Entretanto, tirando o lançamento do microcarro e do andador elétrico, nenhum outro prazo concreto foi estabelecido. E mesmo os microcarros da família BEV ou os veículos a serem usados nos Jogos de 2020 serão elétricos com baterias convencionais de íon-lítio.

Será que ainda dá tempo de aproveitar a festa ou será tarde demais? Só o futuro dirá o quanto a marca será punida (ou não) por adiar ao máximo a aventura definitiva pelo mundo dos carros 100% elétricos.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

14 AGO
Explosões em porto na China destroem milhares de carros novos

Explosões em porto na China destroem milhares de carros novos

Fabricantes globais ainda estão contabilizando os prejuízos após duas explosões em Tianjin, no norte da China, segundo informações da agência Reuters. A cidade portuária é a maior porta de entrada de veículos importados do país, que é o maior mercado automotivo do mundo. Segundo dados da agência estatal Xinhua, cerca de 40% dos automóveis vindos de fora do país passam pelo porto, onde explosões deixaram mais de 50 mortos e 700 feridos. As causas do acidente ainda não... Leia mais
14 AGO
Mercedes-Benz Classe C Coupé estreia e chega ao Brasil em 2016

Mercedes-Benz Classe C Coupé estreia e chega ao Brasil em 2016

A Mercedes-Benz mostrou nesta sexta-feira (14) o novo Classe C Coupé, terceiro integrante da família mais popular da empresa alemã, que agrega uma opção mais esportiva, além das versões sedão e perua, já encontradas no Brasil. Mas a novidade não demora a desembarcar por aqui, com previsão de lançamento para o 1º semestre de 2016. Os modelos cupê são tradicionalmente 2 portas e possuem teto com caída mais acentuada na traseira, um ambiente menos "familiar" do que as duas... Leia mais
14 AGO
Operários da GM protestam contra demissões na fábrica de São José, SP

Operários da GM protestam contra demissões na fábrica de São José, SP

Os trabalhadores da General Motors (GM) em São José dos Campos realizam uma manifestação na manhã desta sexta-feira (14) contra as demissões feitas pela montadora na unidade do município. Ao todo, cerca de cinco mil operários estão em greve desde a última segunda-feira (10).  De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos, os cortes na GM em São José atingiram pelo menos 600 operários. A estimativa é com base no número de trabalhadores que procuraram a entidade informando sobre... Leia mais
14 AGO
Montadoras programam parada de 13.500 funcionários em agosto

Montadoras programam parada de 13.500 funcionários em agosto

As montadoras de veículos programam a parada de 13.500 funcionários neste mês de agosto, continuando a série de medidas para reduzir a produção em meio à baixa nas vendas. As folgas ocorrem nas fábricas de Fiat, em Betim (MG), Mercedes-Benz, em São Bernardo do Campo (SP), e Ford, em Camaçari (BA). Nas duas últimas haverá interrupção total das linhas em parte do mês (veja datas abaixo). No caso da Fiat, que tem 19 mil funcionáros, a paralisação é parcial (3 mil). Nessas... Leia mais
13 AGO
Indenizações do DPVAT por morte caem 11% no 1º semestre de 2015

Indenizações do DPVAT por morte caem 11% no 1º semestre de 2015

O primeiro semestre de 2015 fechou com queda de 11% nas indenizações do DPVAT pagas por morte no trânsito brasileiro, anunciou nesta quinta-feira (13) a seguradora Líder, responsável pelo seguro obrigatório. No período, foram 22.395 indenizações por óbitos, enquanto de janeiro a junho do ano passado, 25.181 pagamentos do tipo haviam sido registrados. No total, as indenizações por acidentes alcançaram 344.425, representando crescimento de 1% em relação ao 1º semestre de... Leia mais
13 AGO
Veja quanto custa o seguro dos principais SUVs do mercado

Veja quanto custa o seguro dos principais SUVs do mercado

A compra de um veículo não se resume apenas ao valor que aparece na tabela de preços. Também é importante pensar nas despesas após a compra. E o seguro é um dos principais gastos a serem considerados. A pedido do G1, duas plataformas online, Minutos Seguros e Bidu Seguros, listaram valor do seguro dos 4 SUVs mais vendidos do país até julho, de acordo com a Fenabrave, a associação das concessionárias: Honda HR-V, Ford EcoSport, Renault Duster e Jeep Renegade, nesta ordem. As... Leia mais