Novidades

30 SET
Volkswagen começa a ser julgada no caso 'dieselgate' em ação com mais de 450 mil pessoas

Volkswagen começa a ser julgada no caso 'dieselgate' em ação com mais de 450 mil pessoas

O primeiro grande julgamento de uma ação de consumidores contra a Volkswagen na Alemanha começou nesta segunda-feira (30), com centenas de milhares de clientes que desejam uma indenização por seus veículos a diesel com motores manipulados, quatro anos depois de o caso "dieselgate" ser revelado.

A primeira audiência do julgamento, que será escalonado ao longo de vários danos, começou às 8h GMT (5h de Brasília) no tribunal regional de Brunswick, a 30 quilômetros da sede histórica da Volkswagen em Wolfsburgo (Baixa Saxônia).

Mais de 450.000 pessoas se registraram na ação coletiva, a primeira do tipo na Alemanha, em um procedimento adotado no âmbito do "dieselgate".

A associação de consumidores VZBV, que atua como demandante único, acusa a montadora de ter prejudicado deliberadamente seus clientes ao instalar um dispositivo que faz o veículo parecer menos poluente do que é na realidade.

"Gostaria que a Volkswagen devolvesse o preço de compra", disse à AFP Andreas Sarcletti, um cliente de Hanover. "Mas temo que o julgamento vá demorar muito tempo", completou.

Como será o julgamento?

Este julgamento é, no momento, o mais importante na Alemanha pelo escândalo da Volkswagen, que tenta virar a página com a aposta nos carros elétricos.

Os juízes devem abordar quase 50 pontos, mas a questão principal será determinar se a Volkswagen "provocou um prejuízo e agiu de maneira contrária à ética".

"Acreditamos em nossas possibilidades de êxito, porque a Volkswagen cometeu fraude", disse à AFP antes da audiência Ralph Sauer, advogado da VZBV.

O diretor da VZBV, Klaus Müller, afirmou estar "convencido" de que a decisão do tribunal vai adotar este caminho. A Volkswagen alega, porém, que "não há danos e que, portanto, a demanda não tem fundamento".

"Até hoje, centenas de milhares de veículos continuam sendo utilizados", insistiu Martina de Lind van Wijngaarden, advogada da empresa.

Mesmo com uma sentença desfavorável à montadora, isto não significará um reembolso direto, e sim que cada consumidor registrado deverá reivindicar seus direitos de forma individual.

Processo deve ir até 2023

A análise da ação coletiva prosseguirá pelo menos até 2023, uma consequência da possibilidade de apelação à Corte Federal, segundo a Volkswagen. Depois, os processos individuais podem demorar mais um ano.

Para reduzir a duração do processo, a VZBV está aberta a um acordo amistoso, "mas neste caso a Volkswagen deverá pagar um valor significativo", explicou Müller à AFP.

A montadora considera "pouco provável" um acordo do tipo, em função da heterogeneidade de situações, como a compra de veículos no exterior, ou depois da revelação do escândalo.

A segunda audiência está prevista para 18 de novembro.

De modo paralelo, 61.000 demandas individuais foram apresentadas na Alemanha, e parte delas resultou em acordos extrajudiciais.

Histórico do 'dieselgate'

O escândalo explodiu em 2015, quando a Volkswagen admitiu ter equipado 11 milhões de veículos com dispositivos para manipular os resultados das emissões. Desde então, a empresa teve de desembolsar mais de 30 bilhões de euros em gastos jurídicos, multas e indenizações, fundamentalmente nos Estados Unidos.

Na Alemanha, até o momento, a VW pagou três multas que totalizam 2,3 bilhões de euros, mas permanece ameaçada por uma série de processos civis e penais.

Em um julgamento iniciado em 2018, vários investidores reclamam uma indenização pela expressiva queda da cotação dos títulos da Volkswagen na Bolsa após a explosão do "dieselgate".

Na semana passada, o atual CEO, Herbert Diess, e o presidente do conselho de supervisão do grupo, Hans Dieter Pötsch, foram acusados na Justiça pela manipulação da cotação na Bolsa. Obrigado a renunciar em 2015, o agora ex-CEO Martin Winterkorn foi demitido por "fraude".

No Brasil, a empresa acumulou R$ 65,5 milhões em multas após a montadora admitir que 17 mil unidades da Amarok estavam com o software que manipula os dados.

Foco nos elétricos

Para a Volkswagen, o escândalo "pertence à história do grupo", assim como o "Fusca e o Golf", reconhece Ralf Brandstätter, diretor da marca VW.

A empresa afirma que "mudou profundamente". A montadora investiu 30 bilhões de euros em sua nova linha de carros elétricos para "recuperar a estima".

Além da batalha judicial, o escândalo acelerou o declínio do diesel. Os veículos que usam este tipo de combustível podem ser banidos em várias cidades alemãs, devido ao nível de contaminação de óxidos de nitrogênio.

DIESELGATE: O ESCÂNDALO DA VOLKSWAGEN

Fonte: G1

Mais Novidades

26 ABR

Carro com chá, supertela, visitante no chão... as curiosidades e novidades do Salão de Pequim 2018

De carro com chá a um "exército" de elétricos: o Salão de Pequim 2018 indica para onde o maior mercado de veículos do mundo está se dirigindo. Todas as grandes montadoras estão lá, disputando atenção com uma infinidade de marcas desconhecidas no resto do mundo. Desejado por toda a indústria, o consumidor chinês continua comprando muitos carros. No ano passado, foram 29 milhões -- nos EUA, foram 17,5 milhões; no Brasil, pouco mais de 2 milhões. Mas o que é preciso para... Leia mais
25 ABR

BMW revela conceito de seu primeiro SUV elétrico

O design do iX3 manteve boa parte das linhas do SUV do qual deriva (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)Por enquanto o único veículo totalmente elétrico produzido em série  pela BMW é o i3.Mas esse cenário pode mudar nos próximos anos, com a chegada do primeiro SUV eletrificado da BMW.O modelo foi antecipado pelo conceito iX3, revelado nesta semana no Salão de Pequim.Como o nome indica, o protótipo é baseado no X3, SUV intermediário da marca cuja terceira geração passou a ser... Leia mais
25 ABR

Chevrolet do Brasil aposta em veículos desenvolvidos na China para cortar custos

A General Motors, dona da Chevrolet, está planejando ter lucratividade de longo prazo na América do Sul, baseada em um programa de cortes de custos realizado durante a recessão brasileira e em veículos de baixo custo desenvolvidos para consumidores na China, que devem chegar às concessionárias em 2019. "Estamos renovando nossa família de veículos (na América do Sul), ampliando participação de mercado e controlando custos, tudo em preparação para uma família de veículos",... Leia mais
25 ABR

Teste: Audi TT RS, 0 a 100 em 3,8s e pintura verde de R$ 30.000

A pintura Lime Green é vendida por encomenda e custa R$ 30.000 a mais (Christian Castanho/Quatro Rodas)O Audi TT RS é um esportivo que passa por superesportivo. E avaliar um superesportivo é um trabalho muito mais do que lógico. É sensorial.Sabe quando você prova um doce tão fantástico que lhe faltam palavras para descrever o que sente? Bem, quando testamos carros que beiram a excelência técnica, a sensação é similar – com a diferença de que nós precisamos descrever nossas... Leia mais
25 ABR

Mercedes 'apela' e mostra carro conceito com jogo de chá; brasileiro ajudou na criação

É comum ver marcas chinesas "apelando" para esquisitices em salões de automóveis pelo mundo. Em 2015, a Gac Motors colocou um aquário no interior de um carro. Três anos depois, quem fez uma cabine "exótica" foi a gigante alemã Mercedes-Benz. A marca apresentou um SUV-sedã da divisão de ultraluxo Maybach, o Ultimate Luxury. Todo o veículo foi criado para atrair o gosto dos chineses, no Salão de Pequim. E isso inclui uma jogo para chá, com chaleira e xícaras, entre as poltronas... Leia mais
25 ABR

Chinesa Chery terá cinco novos carros no Brasil até 2020

Sedã Arrizo 5 tem porte de Virtus e City (Divulgação/Chery)O Chery Tiggo 2 acabou de chegar às lojas, mas a marca já definiu seus próximos passos no Brasil.Durante o Salão de Pequim, a empresa confirmou cinco lançamentos para o Brasil até 2020.Três deles serão montados no Brasil até o final deste ano.Serão dois SUVs, Tiggo 4 e Tiggo 7, além do sedã Arrizo 5, que tem o porte de um Volkswagen Virtus.Enquanto o três-volumes será montado em uma nova linha a ser instalada na... Leia mais