Novidades

30 SET
VW T-Sport: cinco detalhes que o primeiro flagra do SUV cupê revelou

VW T-Sport: cinco detalhes que o primeiro flagra do SUV cupê revelou

Eis o primeiro flagra do VW New Urban Coupé, o provável T-Sport (Revista Carro/Internet)

Passaram-se três meses desde que QUATRO RODAS avisou que a Volkswagen preparava a fábrica de São Bernardo do Campo (SP) para produzir um SUV cupê derivado do Polo.

Desde então, a fabricante já confirmou um investimento de R$ 2,4 bilhões no complexo da rodovia Anchieta e exibiu o primeiro esboço oficial do modelo, chamado provisoriamente de New Urban Coupé, mas cujo código interno é o VW270 CUV e o possível nome definitivo será T-Sport.

Desde então, a versão definitiva do projeto ainda não havia sido flagrada nas ruas, o que vinha aumentando o climad e mistério e expectativa a seu respeito.

Tudo isso acabou no fim da semana passada, quando os colegas da revista Carro flagraram pela primeira vez um protótipo do T-Sport nas ruas. E cederam gentilmente a imagem à nossa reportagem.

Na foto, é possível confirmar pelo menos cinco detalhes já adiantados por QUATRO RODAS nos últimos meses, alguns deles presentes em nossa projeção exclusiva do SUV cupê. Confira:

Motor 1.0 TSI de 128/116 cv, já usado por Polo, Virtus e T-Cross, estará no T-Sport. Ele tem injeção direta de combustível, intercooler ar-água no coletor de admissão, duplo circuito de arrefecimento para bloco e cabeçote e velas de ignição de irídio (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Conforme apontávamos desde março deste ano, o VW270 CUV é um projeto derivado diretamente do Polo, uma estratégia similar àquela adotada pela Honda com o WR-V em relação ao Fit.

Basta observar a lateral do protótipo para perceber que as colunas A e B, as portas, a linha de cintura, os vincos, as caixas de roda e até a tampa do bocal do tanque de combustível são todos herdados do hatch compacto.

Ao que tudo indica, o para-brisa também deve sê-lo.

Só que a fabricante alemã parece ter sido mais inteligente (e precavida) do que a rival japonesa, pois criou soluções que diferenciarão estrutural e esteticamente o T-Sport do Polo de maneira substancial. Falaremos delas mais adiante.

Entre-eixos e muitos elementos da lateral (Divulgação/Volkswagen)

Por aproveitar até as portas laterais do Polo, fica agora evidenciado que o T-Sport terá a mesma distância entre-eixos de 2,56 metros do hatchback, e não a de 2,65 metros compartilhada por Virtus e T-Cross.

Assim, também está cada vez mais notório que o “New Urban Coupé” será posicionado numa faixa de preços abaixo do T-Cross, certamente entre R$ 70 mil e R$ 100 mil.

Seu motor, pelo menos nas versões de topo, será o 1.0 três-cilindros turbo flex na configuração 200 TSI, com 128 cv de potência e 20,4 mkgf de torque quando abastecido com etanol. Aliado a ele estará o câmbio automático de seis marchas da Aisin.

Para as versões básicas uma das candidatas é a especificação 170 TSI da mesma usina, utilizada pelo Up! e que rende 105 cv e 16,8 mkgf. Outra é o propulsor quatro-cilindros 1.6 MSI, também flexível, porém naturalmente aspirado, de 117 cv e 16,5 mkgf.

Dianteira, embora com traços de Polo e T-Cross, tem estilo próprio (Du Oliveira/Quatro Rodas)

O flagra da revista Carro comprova que o T-Sport terá uma traseira original. Corroborando nossa projeção, o caimento do teto seguirá o estilo do Atlas Cross Sport, com uma coluna C retilínea e diagonal.

Assim como em nosso esboço, há um spoiler acima do vidro traseiro e o nicho de placa se encontra no miolo da tampa do porta-malas.

Mas há detalhes diferentes, como a presença de um recorte no centro do para-choque traseiro, rodas com desenhos exclusivos e lanternas bastante espichadas, invadindo os para-lamas.

Ainda é preciso confirmar o visual dianteiro e também a presença da régua em preto brilhante contornando as lanternas, que serão integradas como no T-Cross, porém totalmente funcionais.

Diante de tudo isso, é possível afirmar que o T-Sport tem estilo próprio. E foi justamente o caráter original do projeto, apesar de aproveitar tantos elementos do Polo, o que encantou a matriz na Alemanha e o alçou a projeto global, com produção confirmada na Espanha (incluindo uma versão híbrida, que não será vendida no Brasil).

Lanternas são inspiradas no T-Cross, mas rearranjadas para harmonizar com um balanço traseiro acupezado e mais horizontal (Du Oliveira/Quatro Rodas)

A imagem do flagra deixa claro, ainda, o quão longo é o balanço traseiro do T-Sport.

Isso ratifica a informação de nossas fontes sobre o porta-malas do SUV cupê, que deve superar 400 litros e ser mais generoso inclusive que o do T-Cross. Será que se aproximará dos 521 litros do Virtus?

O T-Sport bebe muito da fonte do Polo, mas virá de fábrica com molduras de plástico por toda a extensão da carroceria, barras longitudinais de teto e, provavelmente, suspensões elevadas em relação ao hatch.

Tais soluções devem conferir maior robustez e ângulos de ataque, rampa e saída ao SUV cupê, além de torná-lo mais alto e largo do que o Polo.

Agora é esperar a chegada do lançamento para descobrir outros segredos do T-Sport.

Até lá, a Volkswagen segue instalando um novo maquinário de prensas em São Bernardo e ajustando a linha de montagem através da manufatura de unidades pré-série do CUV.

A previsão é de que o T-Sport entre em ritmo de fabricação em série entre março e abril de 2020, com chegada às concessionárias no mês de maio.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

20 FEV

Lamborghini Urus nem chegou, mas já está R$ 400 mil mais barato

Design do Urus segue as tendências de estilo dos superesportivos da marca (Lamborghini/Divulgação) A Lamborghini diz que o Urus foi concebido para mercados como Oriente Médio, Rússia e China, mas o SUV esportivo já está vive disputa de preços no Brasil. Acontece que a importadora independente Direct Imports, de São Paulo, confirmou ter recebido a primeira encomenda do Lamborghini Urus. Ele só desembarca por aqui no último trimestre do ano, mas... Leia mais
20 FEV
BMW pode pagar R$ 600 milhões de indenização à família de cliente

BMW pode pagar R$ 600 milhões de indenização à família de cliente

Cantor João Paulo morreu em acidente com uma BMW 328 i (Edilberto Acácio da Silva/Divulgação) A BMW pode ter que pagar uma das maiores indenizações do setor automotivo em 2018 – rolo ainda maior é o caso das Amarok envolvidas no Dieselgate. Esse valor pode ficar entre R$ 250 milhões e R$ 600 milhões. O processo foi movido pela viúva do cantor João Paulo (que fazia dupla com o sertanejo Daniel), vítima fatal de um acidente em setembro de 1997... Leia mais
20 FEV

Novos equipamentos de segurança serão obrigatórios no Brasil

Ilustração numera ponto a ponto onde cada item atua no veículo  (Otávio Silveira/Quatro Rodas) Normas do Contran exigem itens básicos como para-choques, faróis, luzes de freio e seta, limpador e lavador de para-brisas e buzina em todos os veículos vendidos no Brasil. Para-sol, velocímetro, cintos de segurança e refletores traseiros também estão na lista. Pode parecer exagero em alguns casos, mas no Brasil funciona assim. Retrovisor do lado... Leia mais
20 FEV

Teste de produto: restaurador de pintura que substitui clay bar

A pintura antes (riscada) e depois (lisa) do Speed Clay, com a vantagem de ter dado menos trabalho do que um clay bar tradicional  (Paulo Bau/Quatro Rodas) Se você passar a mão na carroceria e sentir que está meio áspera, saiba que é um trabalho para as clay bars (barras de argila). Esse tipo de produto está  cada vez mais popular. É só pesquisar para ver a variedade deles em lojas e sites especializados em produtos automotivos. Mas uma versão tem... Leia mais
20 FEV
Impressões: andamos no Dacia Duster, que chega ao Brasil em 2019

Impressões: andamos no Dacia Duster, que chega ao Brasil em 2019

Ele até lembra o Duster atual, mas todos os painéis de carroceria são novos (Dacia/Divulgação) Não há muitos carros que são imediatamente reconhecidos pela sua silhueta, não importa a que distância estejam. Na linha Renault, o antigo Twingo era um deles. Hoje, é o SUV compacto Duster que tem esse mesmo status, devido às formas quadradas e para-choques pronunciados, que o destacam da concorrência, que não para de crescer. Como a plataforma não... Leia mais
20 FEV

Os motores conseguem identificar gasolina de baixa qualidade?

Esquema mostra os componentes de um sistema com duas sondas lambda (Divulgação/Quatro Rodas) Por que ao colocar gasolina de maior octanagem num motor flex o sensor do ponto de ignição não reconhece essa diferença de octanagem, como faz com o álcool? – Osvaldo Carneiro Filho, Rio de Janeiro (RJ) Primeiro é preciso entender que as injeções eletrônicas modernas possuem diversos sensores, mas não há nenhum que meça o ponto de ignição e a... Leia mais