Novidades

27 SET
Autodefesa: freios do Renault Kwid empenam, falham e geram até acidente

Autodefesa: freios do Renault Kwid empenam, falham e geram até acidente

Eduardo Bonifácio: troca de discos após 5.000 km (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas)

Desde que foi lançado no Brasil, em agosto de 2017, o Renault Kwid causou polêmica por causa dos freios.

Começou com um recall (trincas que provocavam mau funcionamento) e prosseguiu com reclamações de proprietários que criticam a substituição precoce de peças e a eficiência reduzida.

Tais problemas também afetaram o Kwid do nosso teste de Longa Duração (as pastilhas duraram só 20.000 km, contra 60.000 km do Fiat Mobi, por exemplo). 

“Com menos de seis meses de uso, o carro apresentou uma trepidação sempre que eu freava. Depois evoluiu para um grande barulho e terminou numa batida por falha nos freios”, diz o auxiliar técnico Willian Leme, de São Paulo, dono de um Kwid Intense 2018.

“Tudo ocorreu após a autorizada trocar as peças do freio em garantia”, seguiu.

Freios do Kwid também deram dor de cabeça no Longa Duração (Silvio Gioia/Quatro Rodas)

Substituição dos discos em garantia é uma prática comum nas autorizadas, como relata o auxiliar financeiro Diogo Rodrigues, de Várzea Grande (MT), que tem um Kwid Zen 2018.

“Estou indo para o sexto jogo de discos e pastilhas com menos de 40.000 km. Até os 10.000 km, os freios demoravam a responder. A partir de 14.000 km, veio o barulho de ferro com ferro, mesmo com as pastilhas novas. A autorizada diz que isso se deve ao fato de a pastilha esquentar muito e vitrificar, tudo porque os discos não são ventilados”, disse.

Fontes entre os concessionários dizem que essas ocorrências fizeram a Renault adotar o novo sistema de freios na linha 2020: os discos sólidos na dianteira foram substituídos por ventilados.

Também é comum os discos empenarem, como ocorreu com o Kwid Intense 2018 de Eduardo Bonifácio, de Salto (SP).

“Desde novo, o freio faz um ruído como se estivesse enferrujado. Após tanto reclamar, trocaram. Agora os discos empenam a cada 5.000 km. E troquei mais duas vezes.”

Por isso, alguns donos de Kwid dizem que passaram a trocar as pastilhas por marcas do paralelo, que vão de R$ 75 a R$ 200 e duram até 30.000 km, enquanto as originais custariam R$ 400 nas autorizadas, fariam o tal barulho e durariam até 20.000 km.

Consultada, a Renault do Brasil afirma que não há nenhum problema de eficiência nos freios do Kwid.

“Os problemas com o freio começaram com 200 km e durou até os 9.000 km, quando resolvi vender o carro. Foram mais de 20 trocas com duas marcas diferentes de freios. Fiquei mais de duas semanas com o carro na oficina só por causa de defeitos no freio.” Sidinei Jacques Borba, chaveiro, Santa Maria (RS), dono de um Kwid Intense 2018

“Os problemas com as pastilhas de freio do meu Kwid começaram quando o carro tinha apenas 500 km rodados. Agora ele está com 7.000 km e os freios fazem um ruído agudo e extremamente alto quando piso no pedal, principalmente abaixo de 20 km/h.” Felipe Siqueira de Freitas, vendedor, Pouso Alegre (MG), proprietário de um Kwid Zen 2018

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

06 OUT
Central multimídia pode distrair motorista por até 40 segundos

Central multimídia pode distrair motorista por até 40 segundos

A central multimídia Discover Pro (9,2 polegadas) responde a gestos das mãos (Volkswagen/Divulgação) Os sistemas de entretenimento facilitam nossa vida no meio da correria diária. Mas as centrais multimídia e navegadores por satélite (os populares GPS) trazem um perigoso inconveniente ao nosso cotidiano. Um estudo realizado pela AAA (o Automóvel Clube dos Estados Unidos) indica que os motoristas podem se distrair por até 40 segundos... Leia mais
06 OUT
Citroën C4 Lounge com câmbio manual sai de linha

Citroën C4 Lounge com câmbio manual sai de linha

Versão Origine era a única com câmbio manual de seis marchas (Leo Sposito/Quatro Rodas) Vivemos um momento ruim para quem gosta de carros com câmbio manual. De acordo com o iCarros, a Citroën deixou de oferecer no Brasil o C4 Lounge Origine, versão de entrada e única que combinava o motor 1.6 THP flex de 173 cv e o câmbio manual de seis marchas. Versão tinha painel mais simples e rádio usado desde 2007, quando o C4 Pallas... Leia mais
06 OUT
VW Golf R, o esportivo de 310 cv que não temos no Brasil

VW Golf R, o esportivo de 310 cv que não temos no Brasil

Motor 2.0 TSI é o mesmo do Golf GTI, mas com 90 cv a mais (Volkswagen/Divulgação) Dirigir um Golf GTI é um poderoso antídoto contra a abstinência de diversão. Mas existe uma receita ainda mais eficiente para eliminar o tédio ao volante. Procure por Golf R e você não se arrependerá. A versão mais potente da história do hatch roda na Europa desde 2009 e trouxe uma importante novidade com a reestilização realizada na linha Golf... Leia mais
06 OUT
Fiat reduz Mobi para R$ 29.990; outros modelos ficam mais caros

Fiat reduz Mobi para R$ 29.990; outros modelos ficam mais caros

Fiat reduz preço do Mobi Easy para R$ 29.990 (Fiat/Divulgação) A Fiat alterou boa parte dos preços de seus modelos. Mesmo despencando nas vendas no último mês, o Mobi teve aumento em quase todas as versões. Já o Argo segue com os mesmos preços. Única a não receber acréscimo no configurador da marca, a versão de entrada do Mobi segue por R$ 34.210, porém uma oferta no site da montadora oferece um desconto de R$ 4.220. Por R$... Leia mais
06 OUT
Teste: Renault Kwid, Jeep Renegade e Honda WR-V caem na trilha

Teste: Renault Kwid, Jeep Renegade e Honda WR-V caem na trilha

O Renegade é um SUV de verdade; já WR-V e Kwid só são chamados assim pelas montadoras (Christian Castanho/Quatro Rodas) Acreditar em propagandas é igual falar com estranhos: não é recomendável, mas muita gente faz. De olho na popularização dos utilitários esportivos, Honda e Renault resolveram vender seus últimos lançamentos (o monovolume WR-V e o hatchback compacto Kwid) como SUVs. As marcas se defendem citando a Portaria nº... Leia mais
06 OUT
Koenigsegg Agera RS (1.360 cv) bate recorde do Bugatti Chiron

Koenigsegg Agera RS (1.360 cv) bate recorde do Bugatti Chiron

Versão usada no recorde foi feita para cliente dos Estados Unidos. Adesivos foram aplicados para não riscar a pintura (Divulgação/Koenigsegg) A Bugatti divulgou, no mês passado, que o Chiron ia de zero a 400 km/h e freava até a inércia em 41,96 segundos – mais rápido que qualquer carro de produção na face da Terra. Mas a Koenigsegg acabou com a graça. Os suecos escolheram um Agera RS para tentar bater o recorde do Chiron. Mas... Leia mais