Novidades

25 SET
Aceleramos a incrível lancha com visual e motor V8 de 505 cv do Corvette

Aceleramos a incrível lancha com visual e motor V8 de 505 cv do Corvette

Estável, a lancha transmite segurança para realizar manobras (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Paixões não medem limites. Existem fãs de determinados automóveis que não se contentam em ter seu objeto de adoração na garagem. Eles compram tudo associado ao modelo: camisetas, fotos, miniaturas, acessórios.

Pensando nisso, a fabricante de barcos americana Malibu Boats construiu uma lancha à imagem e semelhança do Chevrolet Corvette, um dos carros mais admirados do planeta.

A lancha Corvette mostra que o nome que vai bem no asfalto, também domina a água (Fernando Pires/Quatro Rodas)

A Malibu Chevrolet Corvette Limited Edition Sport-V é de 2008, e o Corvette que lhe serviu de inspiração foi o modelo da sexta geração (C6), fabricada entre 2005 e 2013.

A Malibu fez praticamente um Corvette em forma de lancha. Seu design reproduz as linhas do esportivo nas laterais (com os mesmos vincos paralelos e um corte vertical que simula uma tomada de ar) e na traseira (incluindo o contorno das lanternas e a presença dos escapamentos).

O Corvette carrega o vermelho desde as suas primeiras edições (Fernando Pires/Quatro Rodas)

E não faltam os emblemas com o nome do carro e as bandeiras cruzadas que identificam o esportivo da Chevrolet.

Na cabine, a Malibu tem peças comuns ao esportivo como painel, volante e bancos dianteiros. E a referência ao Corvette chega à oferta de equipamentos como vidros elétricos, volante com ajuste de altura, aquecimento dos bancos e porta-copos.

Do visual ao ronco do motor, passando pelos equipamentos a bordo, como o volante, a lancha traz características típicas do Corvette (Fernando Pires/Quatro Rodas)

O revestimento usa um tipo de vinil próprio para barcos, alumínio anodizado e apliques de fibra de carbono.

A cabine é espaçosa e confortável, incluindo os bancos traseiros, que parecem espreguiçadeiras. Segundo o fabricante, cabem até oito ocupantes.

Motor fica em compartimento coberto e com iluminação de led (Fernando Pires/Quatro Rodas)

O painel de instrumentos tem o mesmo design do Corvette, mas os mostradores são próprios do barco. E o sistema de som é da marca Rockford Fosgate (com oito alto-falantes).

Até a carreta para transportar a lancha foi inspirada no Corvette, usando rodas com o mesmo design e freios a disco.

Até a carreta recebeu rodas iguais às usadas pelo Corvette (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Mas o elemento de maior conexão com o esportivo é o motor: um autêntico Chevrolet V8, devidamente convertido para aplicação náutica. Para isso, o motor precisa ser recalibrado e recebe um novo sistema de refrigeração (que usa água do meio em que navega), entre outros componentes.

A lancha foi feita em duas versões: Coupe (com motor 5.7 de 400 cv) e Z06 (7.0 de 505 cv). Sob licença da GM, foram fabricadas apenas 50 unidades, 25 de cada versão.

Motor fica sob o solário (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Segundo colecionadores, apenas duas Z06 (vendidas na época por US$ 124.000) teriam chegado ao Brasil. A unidade que avaliamos pertence à empresária paulista Regina Gutierrez.

Pilotar a lancha Corvette é uma experiência sem igual. Assim que se dá a partida no motor, ouve-se um ronco grave e encorpado característico do V8, acompanhado do borbulhar da água.

Bancos iguais aos do carro são revestidos de vinil próprio para embarcações (Fernando Pires/Quatro Rodas)

O volante, localizado do lado direito da cabine, como é comum nas embarcações, é bastante leve. Segundo a proprietária, é bem mais leve que a maioria das lanchas. O acelerador fica em uma alavanca do lado direito.

No começo, precisei dosar a força ao deslocar esse comando para não acelerar demais. Nas arrancadas, a lancha levanta a proa, prejudicando a visão à frente. Mas depois a dianteira assenta e a lancha continua avançando com vigor.

O volante é igual ao do esportivo, mas não há pedais (Fernando Pires/Quatro Rodas)

A alavanca do acelerador também serve para acionar o reverso do motor. Para isso, basta puxar o comando para trás. Entre uma posição e outra, há um ponto neutro. Esse comando substitui o câmbio do carro, que no caso do Z06 era sempre manual de seis marchas.

Apesar do casco plano, a lancha Corvette é bem estável. Depois de algum tempo ao volante, já me sentia seguro para fazer curvas mais fechadas.

O sistema de som é da marca Rockford Fosgate (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Sem os limites físicos impostos pelas ruas, acelerar a lancha provoca uma grande sensação de liberdade, reforçada pelo vento no rosto.

O único cuidado necessário era ficar atento a outras embarcações que eventualmente se aproximavam e às ondas que elas criavam – eu precisava cortá-las na diagonal para evitar desagradáveis batidas do casco na água.

Os bancos são aquecidos (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Em contraste com um carro, em vez de interagir com asfalto, pneus e suspensão, sentir o casco deslizar na superfície da água dava a impressão de que eu estava flutuando.

A Malibu é uma embarcação de 18 pés (5,48 m de comprimento) projetada para a prática de wakesurf, modalidade em que o praticante surfa na marola provocada pelo barco.

A partida tem código de segurança (Fernando Pires/Quatro Rodas)

A prancha, no caso, é como as usadas na prática de snowboard, com botas. E o surfista é puxado pelo barco por meio de um cabo, como no esqui aquático. A onda permanece alta enquanto a lancha estiver em movimento.

O que caracteriza os barcos de wakesurf é a presença do motor no centro da popa com a hélice instalada por meio de um suporte que os especialistas chamam de pé de galinha (em razão de seu formato), que ajuda na formação das ondas e mantém a hélice fora do alcance de quem está dentro d’água, garantindo maior segurança.

Painel de instrumentos segue o estilo Chevrolet (Fernando Pires/Quatro Rodas)

No caso da Malibu, o V8 fica em uma divisão (com tampa transparente de policarbonado e iluminado por lâmpadas de led) ladeado por dois compartimentos de bagagem (que também podem acomodar lastro, que favorece a criação das ondas). Tudo isso sob as tampas do solário da embarcação.

A lancha Corvette não possui torre, outro componente típico dos barcos desenvolvidos para wakesurf, que serve para fixar os cabos que puxam os surfistas. Na Corvette, os cabos são amarrados em uma peça de apoio no centro do solário.

Alavanca comanda o acelerador (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Esportivo de dois lugares, motor dianteiro e tração traseira, o Chevrolet Corvette é um dos carros de maior sucesso da história da GM, tornando-se sinônimo de liberdade e aventura desde a apresentação, em 1953.

Este ano, ele chegou à oitava geração, lançado como linha 2020. Seu nome foi escolhido por meio de um concurso que a GM promoveu, recebendo cerca de 300.000 sugestões.

Peça onde se amarram os cabos (Fernando Pires/Quatro Rodas)

O vencedor foi Myron Scott, funcionário de relações públicas da fábrica: Corvette era o nome em inglês da corveta, um barco pequeno e ágil usado na Segunda Guerra, que ficou popular entre os americanos que lutaram no conflito.

Gostosa de pilotar, a lancha presta homenagem ao lendário Corvette Z06 com muito estilo, conforto e acabamento de qualidade.

O Corvette Z06 foi usado como base para a criação da lancha (Arquivo/Quatro Rodas)

A sexta geração do Corvette chegou em 2005 e a versão Z06 foi apresentada um ano depois, equipada com o V8 LS7 que rendia 505 cv, enquanto seu par, o LS2, gerava 400cv.

Para a redução de peso, seu chassi de alumínio era 62 kg mais leve que o similar de aço.

Leve e potente, o Z06 tinha um câmbio manual de seis marchas (Arquivo/Quatro Rodas)

Na carroceria, além de fibra de vidro (reforçada com polímeros), o esportivo trazia diversos componentes de outros materiais compostos, como fibra de carbono, largamente aplicados na nova geração C8.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

04 JUL

Portaria do Ministério de Minas e Energia flexibiliza uso do biodiesel

O Ministério de Minas e Energia publicou no "Diário Oficial da União" desta quarta-feira (4) uma portaria que flexibiliza a norma que autoriza a mistura voluntária de biodiesel no diesel. A portaria permite o uso de "até" 20% de biodiesel no abastecimento de frotas cativas e consumidores rodoviários atendidos por ponto próprio de abastecimento, como transportadoras e empresas de ônibus que têm os próprios tanques de diesel. Para uso agrícola, industrial e ferroviário, a... Leia mais
04 JUL

O que muda entre os turbos axiais, pulsativos e roletados?

As diferenças entre os turbocompressores está nos detalhes (Garrett/Divulgação)O que muda entre os turbos axiais, pulsativos e roletados? – Vinicius de Andrade Rossello, São Paulo (SP)Basicamente, muda o caminho que os gases percorrem dentro da peça. No turbo radial, os gases de exaustão entram no rotor no sentido perpendicular ao da árvore que une as peças, enquanto no axial esse fluxo entra paralelamente.Existe também o turbo mixedflow, que é o meio-termo entre os dois... Leia mais
04 JUL

Programa automotivo Rota 2030 deve sair nesta semana, diz ministro

O lançamento do programa automotivo Rota 2030 deve acontecer ainda esta semana, disse nesta quarta-feira (4) o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge de Lima. O programa que está sendo negociado há meses dentro do governo federal prevê incentivos tributários limitados para empresas do setor automotivo que investirem em pesquisa e desenvolvimento no Brasil. Segundo o ministro, os detalhes que faltavam no texto já foram acertados entre a pasta e o... Leia mais
04 JUL

Longa Duração: quanto custam as peças de desgaste natural?

Nossa frota vai às compras (Christian Castanho/Quatro Rodas)Desde os anos 90 o Longa Duração não tem uma frota tão grande. São seis carros: Fiat Argo, Hyundai Creta, Jeep Compass, Renault Kwid, Toyota Prius e Volkswagen Virtus.Ainda assim, a tropa foi convocada para uma apuração do preço daquelas peças que, apesar de serem de desgaste natural, raramente pedem troca.Mas, quando acontece, o valor elevado costuma assustar o dono e prejudicar o planejamento do orçamento. Nossa pesquisa,... Leia mais
04 JUL

Kia faz recall do Carnival por defeito na porta deslizante

A Kia anunciou nesta quarta-feira (4) o recall do Carnival, ano/modelo 2016 a 2019, por possibilidade de defeito na porta deslizante. A montadora convoca os proprietários para agendarem o reparo gratuito em alguma concessionária. Veja os chassis envolvidos: De finais 113707 a 437433, produzidos entre 17/06/2015 a 05/02/2018 A marca informa que existe um problema no software da unidade eletrônica de comando das portas deslizantes automáticas. Algumas unidades do Carnival... Leia mais
04 JUL

Veja 10 carros e 10 motos mais vendidos do 1º semestre de 2018

O primeiro semestre acabou, e a Fenabrave, a associação das concessionárias, divulgou o balanço das vendas de veículos do país no período. Houve alta de 14,5% sobre o mesmo período do ano passado. Pelo retrospecto recente, não era difícil prever que Chevrolet Onix e Honda CG 160 seriam os preferidos dos brasileiros. Veja abaixo a lista dos 10 carros e das 10 motos mais vendidos no Brasil nos seis primeiros meses do ano: ... Leia mais