Novidades

24 SET
Correio Técnico: motocicletas usam cânister, como nos carros?

Correio Técnico: motocicletas usam cânister, como nos carros?

Motos de grande cilindrada já usam cânister e outros recursos anti-poluição (Divulgação/Honda)

Motocicletas precisam de cânister? – Felipe Casarini, Cuiabá (MT)

Sim, mas esse equipamento, um filtro de carvão ativo que evita a saída do combustível evaporado do tanque para a atmosfera, é mais comum nas motos de maior cilindrada.

Por serem leves, as motocicletas precisam de motores menores, que, por consequência, poluem menos.

É por esse motivo que recursos de redução de consumo e emissões, como injeção eletrônica, catalisador e cânister, demoram mais a ser implementados nas motos.

Vale destacar que as motocicletas precisam atender à mesma legislação antipoluição que rege os automóveis e que o aumento gradual das exigências de emissões também ocorre com os veículos de duas rodas.

Por isso, motos como a Honda CRF Africa Twin, com motor 1.0, já contam com esse recurso.

Os freios ABS das motos precisam ser projetados para não prejudicar as curvas (Continental/Divulgação)

Mas há diversos aspectos técnicos em que as motos diferem dos veículos. O controle de estabilidade convencional, por exemplo, não pode ser aplicado nas motocicletas, ainda que elas possam usar controle de tração, ABS e até airbag.

A principal diferença é que os motociclistas alteram o balanço de freio entre os eixos da moto para otimizar a dinâmica dela em frenagens e curvas.

Como o carro tem na maior parte do tempo quatro pontos de apoio, é possível deixar esse ajuste para a eletrônica (ou válvulas equalizadoras em modelos mais antigos).

Naturalmente que isso impede uma moto com controlador de velocidade adaptativo e qualquer outro sistema de condução semi-autônoma.

Isso não significa que as motos vão ficar paradas no tempo: já há tecnologias capazes de fazer com que uma moto se mantenha sempre equilibrada, reduzindo o risco de quedas em paradas.

Esses sistemas ainda estão em desenvolvimento, mas podem ser aplicados a médio prazo nos modelos de produção.

Tem outras dúvidas? Envie sua pergunta para [email protected]!

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

18 JUN

Motorista que atropelou e matou em SP paga fiança de R$ 4,7 mil e responde a processo em liberdade

A motorista Claudia Lemes de Souza, 45 anos, que atropelou quatro pessoas e matou duas delas no dia 24 de maio, na Avenida Heitor Antônio Eiras Garcia, na Zona Oeste de São Paulo, pagou fiança de R$ 4.770 para responder ao processo em liberdade e teve a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) retida. O caso está em segredo de Justiça. Na última semana, outros dois casos de atropelamento com morte aconteceram na cidade, e os motoristam estavam embriagados, de acordo com a polícia. ... Leia mais
18 JUN

Delegado do DF liberou motorista embrigado que atropelou ciclista um mês após novas regras da Lei Seca

A Polícia Civil do Distrito Federal desconsiderou as novas regras da Lei Seca um mês após a norma começar a valer, com mais rigor para o motorista que provocar acidentes com vítimas. Um jovem de 21 anos que estava embrigado atropelou um ciclista no dia 19 de maio e foi indiciado por um artigo do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) que sequer faz referência a lesões corporais. Levantamento do G1 mostra que punições mais severas não impediram motoristas de misturar álcool e... Leia mais
18 JUN

Família cobra cumprimento da Lei Seca a motorista solto no mesmo dia em que matou universitário atropelado em MT

O motorista que atropelou e matou o universitário Marcos Dourado, de 29 anos, no dia 7 de maio, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, está solto. A vítima estava em uma motocicleta e morreu no local do acidente. Daniel de Deus Pereira, de 33 anos, que dirigia uma caminhonete, foi preso no mesmo dia do acidente depois de ter fugido e teve a liberdade concedida pela Justiça, também no mesmo dia, porque não havia espaço no sistema prisional. Autuações pela Lei... Leia mais
18 JUN

Brasil é um dos poucos países com tolerância zero para álcool e direção

A “Lei Seca” brasileira, que tem tolerância zero para concentração de álcool no sangue de qualquer motorista, está entre as mais rígidas no mundo, ao lado de países, como Hungria, Romênia, Eslováquia, República Tcheca, Marrocos, Paraguai e Uruguai – sem contar os países que baniram o álcool por motivos religiosos. Essa regra é mais exigente que a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) de limites menores que 0,5 g/L no sangue para motoristas em geral e... Leia mais
18 JUN

Lei Seca ficou mais rígida nos últimos anos; veja o que pode e o que não pode

Antes mesmo do novo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), de 1997, a legislação já proibia dirigir depois de beber álcool, embora a fiscalização fosse frágil e sem métodos de comprovação. Em 1997, essa história mudou, mas foi só em 2008 que entrou em vigor a chamada “Lei Seca”, que reduziu a tolerância para a quantidade de álcool no organismo. Desde então, mais de 1,7 milhão de autuações foram feitas no país, segundo um levantamento do G1. No entanto, essa lei... Leia mais
18 JUN

Autuações pela Lei Seca crescem ano a ano e já passam de 1,7 milhão desde 2008

Em 19 de junho de 2008 entrava em vigor a Lei 11.705, que ficou conhecida como “Lei Seca” por reduzir a tolerância com motoristas que dirigem embriagados, colocando o Brasil entre os países com legislação mais severa sobre o tema. No entanto, a atitude dos motoristas pouco mudou em 10 anos. Um levantamento do G1, por meio da Lei de Acesso à Informação, somou mais de 1,7 milhão de autuações com crescimento contínuo desde 2008. O avanço nos últimos 5 anos ficou acima... Leia mais