Novidades

15 AGO
PM suspende uso de radares móveis em rodovias delegadas à corporação em Minas Gerais

PM suspende uso de radares móveis em rodovias delegadas à corporação em Minas Gerais

A Polícia Militar Rodoviária de Minas Gerais confirmou, na tarde desta quinta-feira (15), que vai atender de imediato a determinação do presidente Jair Bolsonaro (PSL) de suspender o uso de radares móveis nas rodovias federais em que a fiscalização é feita pela corporação. Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, três rodovias fiscalizadas pela PM serão afetadas pela decisão, a BR-356 e a BR-040 e BR-381, no trecho conhecido como Anel Rodoviário.

A ordem foi publicada nesta quinta-feira (15), no Diário Oficial da União, sem especificar quando a medida entra em vigor. A Polícia Rodoviária Federal já havia informado, mais cedo, que vai cumprir imediatamente a decisão e que os equipamentos serão recolhidos até que o Ministério da Infraestrutura conclua a reavaliação da regulamentação dos procedimentos em relação aos radares. Só em Minas Gerais, a Polícia Rodoviária Federal conta com 23 equipamentos móveis.

O consultor em transporte Osias Baptista vê com preocupação a suspensão dos radares móveis nas rodovias.

“A única forma de fazer com que os motoristas trafeguem abaixo das velocidades de segurança, é a fiscalização, que compete ao poder público. Assim, é preciso dar ao motorista a sensação de que ele pode estar sendo fiscalizado em qualquer trecho da estrada, fazendo-o obedecer todas as regulamentações de velocidade”, disse.

Das rodovias administradas pela Polícia Militar Rodoviária, a que mais preocupa é a o Anel Rodoviário, em Belo Horizonte. O trecho, que recebe tráfego intenso de caminhões, ônibus e carros, registrou mais de 25 mil acidentes entre 2008 e 2018. Foram quase 11 mil feridos e 343 mortos no período.

Entre os bairros Olhos d’Água e Califórnia, o Anel Rodoviário, ou BR-040, é concedido à iniciativa privada e conta com 10 controladores fixos em funcionamento.

A preocupação, segundo o consultor, está no restante do Anel Rodoviário, que é a BR-381, entre os bairros Califórnia e Jardim Vitória, também na capital mineira. Administrado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), o trecho está com os radares sem funcionar desde o final do ano passado.

O Dnit não informa o número de equipamentos existentes no Anel Rodoviário, mas disse que o processo licitatório para contratação de empresa para este lote está interrompido por causa de briga judicial entre os participantes da licitação.

Para Osias, o problema da combinação de suspensão de radares móveis e do desligamento dos radares fixos é que o motorista, se sentindo livre de punição, vai conduzir o veículo em velocidade muito superior ao considerado seguro, aumentando número de acidentes e mortes.

“Em geral, a percepção de risco do motorista é sempre menor do que o risco real ao que ele está exposto, pelo fato de, acreditando estar com o pleno controle do veículo, não esperar que aconteça nenhuma situação de emergência que não possa superar”, disse.

Fonte: G1

Mais Novidades

20 FEV

Lamborghini Urus nem chegou, mas já está R$ 400 mil mais barato

Design do Urus segue as tendências de estilo dos superesportivos da marca (Lamborghini/Divulgação) A Lamborghini diz que o Urus foi concebido para mercados como Oriente Médio, Rússia e China, mas o SUV esportivo já está vive disputa de preços no Brasil. Acontece que a importadora independente Direct Imports, de São Paulo, confirmou ter recebido a primeira encomenda do Lamborghini Urus. Ele só desembarca por aqui no último trimestre do ano, mas... Leia mais
20 FEV
BMW pode pagar R$ 600 milhões de indenização à família de cliente

BMW pode pagar R$ 600 milhões de indenização à família de cliente

Cantor João Paulo morreu em acidente com uma BMW 328 i (Edilberto Acácio da Silva/Divulgação) A BMW pode ter que pagar uma das maiores indenizações do setor automotivo em 2018 – rolo ainda maior é o caso das Amarok envolvidas no Dieselgate. Esse valor pode ficar entre R$ 250 milhões e R$ 600 milhões. O processo foi movido pela viúva do cantor João Paulo (que fazia dupla com o sertanejo Daniel), vítima fatal de um acidente em setembro de 1997... Leia mais
20 FEV

Novos equipamentos de segurança serão obrigatórios no Brasil

Ilustração numera ponto a ponto onde cada item atua no veículo  (Otávio Silveira/Quatro Rodas) Normas do Contran exigem itens básicos como para-choques, faróis, luzes de freio e seta, limpador e lavador de para-brisas e buzina em todos os veículos vendidos no Brasil. Para-sol, velocímetro, cintos de segurança e refletores traseiros também estão na lista. Pode parecer exagero em alguns casos, mas no Brasil funciona assim. Retrovisor do lado... Leia mais
20 FEV

Teste de produto: restaurador de pintura que substitui clay bar

A pintura antes (riscada) e depois (lisa) do Speed Clay, com a vantagem de ter dado menos trabalho do que um clay bar tradicional  (Paulo Bau/Quatro Rodas) Se você passar a mão na carroceria e sentir que está meio áspera, saiba que é um trabalho para as clay bars (barras de argila). Esse tipo de produto está  cada vez mais popular. É só pesquisar para ver a variedade deles em lojas e sites especializados em produtos automotivos. Mas uma versão tem... Leia mais
20 FEV
Impressões: andamos no Dacia Duster, que chega ao Brasil em 2019

Impressões: andamos no Dacia Duster, que chega ao Brasil em 2019

Ele até lembra o Duster atual, mas todos os painéis de carroceria são novos (Dacia/Divulgação) Não há muitos carros que são imediatamente reconhecidos pela sua silhueta, não importa a que distância estejam. Na linha Renault, o antigo Twingo era um deles. Hoje, é o SUV compacto Duster que tem esse mesmo status, devido às formas quadradas e para-choques pronunciados, que o destacam da concorrência, que não para de crescer. Como a plataforma não... Leia mais
20 FEV

Os motores conseguem identificar gasolina de baixa qualidade?

Esquema mostra os componentes de um sistema com duas sondas lambda (Divulgação/Quatro Rodas) Por que ao colocar gasolina de maior octanagem num motor flex o sensor do ponto de ignição não reconhece essa diferença de octanagem, como faz com o álcool? – Osvaldo Carneiro Filho, Rio de Janeiro (RJ) Primeiro é preciso entender que as injeções eletrônicas modernas possuem diversos sensores, mas não há nenhum que meça o ponto de ignição e a... Leia mais