Novidades

06 AGO
Teste: BMW i3 fica bem mais divertido depois de perder um motor

Teste: BMW i3 fica bem mais divertido depois de perder um motor

Única diferença visual é a ausência do bocal de gasolina no para-lama dianteiro (Fernando Pires/Quatro Rodas)

A versão mais conhecida (e vendida) do BMW i3 no Brasil é a REX, que nada tem a ver com o tiranossauro. A sigla se refere a range extender, nome dado às opções do hatch com um motor extra, a combustão, para ampliar a autonomia.

A marca até chegou a oferecer na estreia do i3 por aqui, em 2014, versões sem o bicilíndrico a gasolina (chamadas de BEV), mas a baixa autonomia elétrica do modelo na época restringiram o alcance, em quilômetros e vendas.

A versão topo de linha inclui câmera de ré e estacionamento automático em vagas paralelas ao meio fio (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Cinco anos e duas atualizações de baterias depois, a BMW finalmente ficou confiante no desempenho de seu primeiro elétrico.

Dos 130 km de autonomia das primeiras versões, o i3 agora roda 335 km (sempre pelo ciclo NEDC; no WLTP o novo i3 chega a 285 km). De quebra, a retirada do motor a gasolina e do gerador elétrico deixou o modelo 95 km mais leve.

As baterias continuam localizadas sob o assoalho, entre os eixos (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Versados na doutrina de Colin Chapman já sabem que menos peso com a mesma potência resulta quase sempre em mais desempenho, e com o i3 BEV não foi diferente.

Em nossos testes ele cravou 7,6 s no 0 a 100 km/h, superando a versão de dois motores em oito décimos de segundo.

Interior minimalista mistura materiais nobres e ecológicos (Fernando Pires/Quatro Rodas)

O modelo também superou o irmão mais pesado em todas as provas de retomada, tendo sido só 0,2 s mais lento do que o esportivo Volkswagen Jetta GLI na prova de 40 a 80 km/h.

O porta-malas de 260 litros não teve ganho de espaço com a retirada do motor a gasolina (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Visualmente o i3 BEV é idêntico à versão REX, que segue à venda como uma versão topo de linha. A única diferença é a ausência da portinhola para abastecer o tanque de nove litros que alimenta o motor de 647 cm³.

No lugar do dois-cilindros, entretanto, a marca adicionou apenas suportes estruturais extras.

A versão sem motor (esquerda) não aproveita o espaço aberto pela remoção do propulsor (Divulgação/Montagem/BMW)

Com isso, o porta-malas traseiro do i3 segue com modestos 260 litros, complementados por um compartimento menor na parte frontal.

Apesar de terem que fazer bagagens mais compactas, os passageiros estão entre os principais beneficiados pela retirada do motor a gasolina. Nas versões REX o conjunto gera ruído e aquece excessivamente o banco traseiro.

O bom isolamento da cabine garante silêncio a bordo na maior parte do tempo (Fernando Pires/Quatro Rodas)

No quesito barulho, aliás, o i3 superou até os índices de nosso decibelímetro, aparelho usado para medir o nível de ruído. Ligado o hatch não gera nenhum áudio capaz de ser captado pelo aparelho.

A 80 km/h o ruído aerodinâmico somado ao atrito dos pneus de baixa resistência ao rolamento gera 62,8 dB — mais silencioso que um Mercedes-Benz C300.

Os pneus dianteiros têm somente 15,5 cm de largura (Fernando Pires/Quatro Rodas)

O desempenho do i3 sempre chamou a atenção, mas o ganho extra de desempenho da versão sem motor a combustão é perceptível.

Como todo elétrico, o torque (de 25,5 mkgf) instantâneo acompanhado pela entrega progressiva e sem interrupção dos 170 cv faz com que qualquer ultrapassagem seja divertida.

As portas suicidas traseiras facilitam o acesso ao banco posterior (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Acelerações e retomadas em curvas também são feitas com eficiência, e não é só por mérito do centro de gravidade rebaixado por conta das baterias no assoalho.

A BMW fez um trabalho de suspensão primoroso, a ponto de ser difícil acreditar que a direção rápida transmite seus movimentos a estreitos pneus 155/60 R20 (na traseira eles são 175/60 R20).

O porta-malas dianteiro comporta somente o kit de reparo dos pneus e pequenas sacolas (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Os compostos com tamanho próximo ao de um estepe temporário são usados para garantir a autonomia, que agora cobre tranquilamente o uso diário do carro em centros urbanos.

O i3 continua a vir de fábrica com um carregador doméstico bivolt, que deve ser usado como um celular, recarregando o carro diariamente durante a noite.

Os conectores Tipo 2 e CCS2 permitem recarga rápida de até 50 kW (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Quem arriscar deixar a bateria abaixo dos 20% terá que carregar o hatch por mais de 24 horas em uma tomada doméstica, mas o mais indicado é usar os carregadores rápidos disponíveis em alguns centros comerciais e rodovias.

Nos mais potentes, de 50 kW, a bateria vai de 0 a 80% de carga em pouco menos de 40 minutos.

O sistema multimídia atualizado ainda destoa dos recursos de última geração dos novos BMW (Fernando Pires/Quatro Rodas)

O i3 foi o pioneiro do segmento, e ainda se destaca pelo uso de CFRP (plástico reforçado com fibra de carbono, na sigla traduzida do inglês), alumínio e baterias de grande capacidade.

Mas a concorrência não parou nos últimos anos, e agora nem sua lista de equipamentos, que inclui controlador de velocidade adaptativo e estacionamento automático, é motivo de destaque.

Materiais orgânicos, como fibra de coco, são usados por toda a carroceria (Fernando Pires/Quatro Rodas)

O grande problema é que pelos R$ 205.950 cobrados pela versão inicial (R$ 237.950 pela topo de linha Full das fotos), o i3 pouco entrega a mais do que o Chevrolet Bolt, que deve custar menos (estimados R$ 175.000) e andar mais (380 km, pelo ciclo WLTP).

A construção em plástico reforçado com fibra de carbono CFRP é exclusiva do segmento (Fernando Pires/Quatro Rodas)

A favor do i3 está seu conceito exclusivo por si só. Na prática, é um carro que não passa desapercebido e deixa claro a todos ao redor que seu proprietário busca uma mobilidade sustentável — desde que ele não esteja em Fernando de Noronha.

Sob essa óptica, o hatch de portas suicidas e monocoque construído com o mesmo conceito de um Fórmula 1 tem um bom custo-benefício e pode ser a alforria definitiva da gasolina para quem mora nas principais capitais do país e tem ao menos um segundo carro para longas viagens.

Aceleração
0 a 100 km/h: 7,6 s
0 a 1.000 m: 30,5 s – 148,9 km/h

Retomada
40 a 80 km/h (em D): 2,8 s
60 a 100 km/h (em D): 3,7 s
80 a 120 km/h (em D): 5,2 s

Frenagem
60/80/120 km/h – 0 m: 15,8/25,5/59,1 m

Consumo
Urbano: 9,3 km/KWh
Rodoviário: 5,7 km/kWh

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

02 JUL
Ford Fiesta 2016 chega com novos equipamentos; veja preços

Ford Fiesta 2016 chega com novos equipamentos; veja preços

A Ford lançou nesta quinta-feira (2) a linha 2016 do Fiesta. Partindo de R$ 46.790, ele não traz novidades estéticas ou mecânicas. A diferença para a linha 2015 está nos equipamentos, principalmente na versão topo de linha, que agora conta com chave presencial. Com isso, o motorista não precisa ter a chave em mãos para acessar o veículo ou dar a partida. Nas demais versões com motor 1.6, a novidade é o sensor de estacionamento traseiro, enquanto a opção básica, SE 1.5 passa... Leia mais
02 JUL
Veja 10 carros e 10 motos mais vendidos no 1º semestre de 2015

Veja 10 carros e 10 motos mais vendidos no 1º semestre de 2015

As vendas de veículos caíram 20,7% no primeiro semestre de 2015, na comparação com o mesmo período do ano passado. O carro mais vendido foi o Fiat Palio, seguido pelo Chevrolet Onix e a Fiat Strada. Entre motos, a Honda CG 150 continua no topo, seguida pela Honda Biz. Veja os top 10 abaixo e compare com o ranking do 1º semestre de 2014.               VEJA O VALOR DO SEU CARRO/MOTO NA TABELA FIPE  ... Leia mais
02 JUL
BMW também aposta em carros movidos a hidrogênio

BMW também aposta em carros movidos a hidrogênio

A BMW mostrou nesta quinta-feira (2) seus desenvolvimentos em novas tecnologias de propulsão, que incluem uma versão invocada do esportivo elétrico i8 abastecido por células de hidrogênio e um protótipo do Série 2 Active Tourer híbrido, com sistema similar ao de i8 e i3. A aposta no hidrogênio veio com a parceira Toyota, que colabora nos testes. As duas fabricantes fizeram um acordo ainda em 2011, primeiro focado em motores a diesel, e depois expandido para energias alternativas e... Leia mais
02 JUL

Guia Prático #122: veja como dar fim a sujeira e manchas dentro do carro

O interior do carro está sujo, e precisa daquele "trato"? O Guia Prático desta quinta-feira (2) fala sobre limpeza profissional para interiores. Conheça métodos que prometem acabar com aquelas manchas indesejadas, e uma solução que promete acabar com os odores do veículo. O Guia Prático é uma série de vídeos do G1 que reúne dicas de especialistas sobre mecânica, condução, segurança e tecnologia para carros e motos. A publicação será às terças e quintas.   new... Leia mais
01 JUL
Chefe de produção da BMW diz que imagina construir carro para a Apple

Chefe de produção da BMW diz que imagina construir carro para a Apple

A fabricante alemã BMW está aberta a construir carros para outras companhias como Google ou Apple, disse o chefe de produção da montadora nesta quarta-feira (1). "Vivemos em um mundo de parcerias", disse Oliver Zipse em resposta a uma pergunta sobre se a BMW se imaginaria fabricando um carro para uma companhia de computadores ou software como a Apple. "Mantemos conversas regulares com empresas de telecomunicações e tecnologia, incluindo a Apple, sobre tópicos de carros... Leia mais
29 JUN
Uma voltinha no carro de R$ 7 milhões

Uma voltinha no carro de R$ 7 milhões

Este é o Vulcan – um dos carros mais caros já fabricados na Grã-Bretanha: o equivalente a R$ 7 milhões. E só há 24 modelos como este. A fabricante Aston Martin espera que o Vulcan dê fôlego novo e necessário às vendas da empresa. Veja o vídeo. A repórter da BBC Emma Simpson foi a primeira passageira a ser levada para dar uma voltinha neste novo modelo. ... Leia mais