Novidades

19 JUL

Comparativo: a economia do Fiat Argo 1.3 GSR ou o desempenho do 1.8 AT?

Argo Drive 1.3 gsr R$ 61.790 e Argo Precision 1.8 AT R$ 63.590 (Fernando Pires/ Foto/Quatro Rodas)

Você até pode procurar diferenças entre os dois Fiat Argo acima, mas não vai encontrar mais do que cinco visíveis: rodas, pneus, faróis, pintura e a plaqueta de identificação.

O da esquerda, branco Banchisa (sólido), é um Drive 1.3 com câmbio automatizado GSR de cinco marchas. O da direita, branco Alaska (perolizado), é um Precision 1.8 com câmbio automático de seis marchas.

Os preços pedidos pelos dois também são quase iguais. Com a redução que a Fiat promoveu em toda a gama Argo na linha 2020, o Argo Drive GSR passou a custar R$ 61.790 (menos R$ 1.800) e o Precision foi para R$ 63.590 (corte de R$ 6.400).

Agora R$ 1.800 separam as duas versões – um valor que mal paga o IPVA –, que passaram a disputar os mesmos compradores. Mas a escolha está bem longe de ser fácil.

As duas têm controles de estabilidade e tração, monitor de pressão dos pneus, ar-condicionado, direção elétrica e Isofix, mas só o Argo Drive GSR tem borboletas para trocas sequenciais, piloto automático e central multimídia de 9 polegadas de série.

Por enquanto tem espelhamento, mas deverá ganhar logo integração com Android Auto e CarPlay com uma atualização de software – que também será disponibilizada nos carros que já foram vendidos.

Sensor de estacionamento e câmera de ré são extras de um pacote de R$ 1.850 e os neblinas e as rodas aro 15 de liga custam R$ 1.790, elevando a conta para R$ 65.430.

As rodas de liga aro 15 são opcionais no Drive (Fernando Pires/Foto/Quatro Rodas)

No Argo Precision, a central é a Uconnect de 7 polegadas com Android Auto e Apple CarPlay, mas faz parte de um pacote de R$ 1.990, que inclui ainda volante multifuncional e USB traseiro.

Já faróis de neblina, câmera de ré, sensores de estacionamento traseiros, retrovisores com repetidores de seta e rodas de liga aro 15 custam mais R$ 3.490.

Borboletas também são opcionais, junto dos bancos de couro e do piloto automático por mais R$ 1.990. Para chegar ao carro da foto, some ar digital, o sensor de chuva e a chave presencial (R$ 2.990).

No fim, são R$ 10.460 de opcionais e uma conta de R$ 74.050.

No Argo Precision, um logotipo destaca o câmbio de seis marchas e há uma tela colorida nos instrumentos (Fernando Pires/Foto/Quatro Rodas)

O conjunto mecânico pode nortear a escolha. Um usa o motor 1.8 E.torQ Evo de 139 cv e 19,3 mkgf de torque, um projeto criado em 2000 pela Tritec (joint-venture entre DaimlerChrysler e BMW) e atualizado por duas vezes desde que foi comprado pela Fiat, e o câmbio automático de seis marchas Aisin que também está em carros da Volkswagen, Peugeot e Citroën.

O outro usa o motor 1.3 GSE de 109 cv e 14,2 mkgf, desenvolvido pela própria Fiat com foco na eficiência e lançado em 2016, porém combinado ao câmbio automatizado GSR, de uma embreagem, que é uma atualização do malfadado Dualogic.

Por ser um câmbio manual operado por  sistema eletro-hidráulico, o automatizado não prejudica o consumo de combustível: 14,7 km/l no ciclo urbano e 16,5 km/l no rodoviário nos testes em nossa pista, tecnicamente empatado com o consumo da versão manual.

Em condições normais, as trocas são feitas no momento ideal, mas o sistema fica confuso fora de sua zona de conforto, como em ultrapassagens ou subidas.

É quando pega o motorista de surpresa com reduções de marcha desnecessárias ou deixa o carro perder o embalo antes de reagir.

 

Carro testado ainda não tinha a central de 9 polegadas (Fernando Pires/Foto/Quatro Rodas)

O modo Sport (acionado por um botão, assim como todas as outras posições do câmbio) torna as respostas mais ágeis, mas o melhor a fazer para burlar qualquer problema é usar as trocas sequenciais pelas borboletas no volante e usar o velho macete de aliviar o acelerador nas trocas, para evitar trancos.

O Argo Precision tem câmbio automático com conversor de torque e alavanca. Mais tradicional, impossível.

É mais rápido e suave nas trocas de marcha e, por ter sexta marcha (que seria muito bem-vinda no motor 1.3, que trabalha a 2.800 rpm a 100 km/h), até deixa o Argo mais eficiente.

O consumo fica em 12,1 km/l em ciclo urbano e 14,3 km/l em ciclo rodoviário, contra 11 km/l e 13,4 km/l, respectivamente, da versão manual – extinta na linha 2020.

Para ter bancos de couro e ar digital paga-se R$ 2.990 a mais (Fernando Pires/Foto/)

As duas transmissões, porém, tiram desempenho do Argo. O 1.3 precisa de 13,9 s para chegar aos 100 km/h (contra 12,4 s do manual), enquanto o 1.8 cumpre a mesma passagem em 11,3 s (ante 10,4 s da versão manual). 

Considerando preço, conteúdo e eficiência, o Argo Drive 1.3 se torna uma opção mais interessante e lógica.

O Argo Precision 1.8 é quem entrega a experiência e o desempenho que o comprador de um carro automático espera (no 0 a 100 km/h, é 2,7 s mais rápido que o GSR), mas é um barato que, no fim, sai caro.

A começar pelo consumo: é pior em 2,6 km/l (cidade)  e 2,2 km/l (estrada). A solução desta equação virá até o final do ano, quando a Fiat trocará o câmbio GSR do 1.3 por um automático – que poderá até ser um CVT.

O Argo Drive entrega mais e cobra menos, tanto na compra como no posto de combustível.

Aceleração
0 a 100 km/h: 13,9 s
0 a 1.000 m: 35,3 s – 149,8 km/h

Velocidade máxima: n/d

Retomada
40 a 80 km/h (D): 6 s
60 a 100 km/h (D): 7,8 s
80 a 120 km/h (D): 10,4 s

Frenagens
60/80/120 km/h – 0 m: 17/28/66,5 m

Consumo
Urbano: 14,7 km/l
Rodoviário: 16,5 km/l

Aceleração
0 a 100 km/h: 11,2 s
0 a 1.000 m: 32,7 s – 159,5 km/h

Velocidade máxima: n/d

Retomada
40 a 80 km/h (D): 5 s
60 a 100 km/h (D): 6,3 s
80 a 120 km/h (D): 8 s

Frenagens
60/80/120 km/h – 0 m: 16,5/28/64,9 m

Consumo
Urbano: 12,1 km/l
Rodoviário: 14,3 km/l

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

26 SET

Mitsubishi Eclipse Cross: primeiras impressões

O que você acharia se daqui algum tempo a Ford resolvesse relançar o Mustang como um SUV? Ou se o Chevrolet Camaro virasse um modelo encorpado como o Equinox? Isso pode parecer algo distante de virar realidade, mas é exatamente o que a Mitsubishi fez com o novo Eclipse Cross ao resgatar o nome do esportivo que fez fama no passado. Veja os preços do Eclipse Cross: Eclipse Cross HPE-S S-AWC (4x4) - R$ 155.990Eclipse Cross HPE-S (4x2) - R$ 149.990 Entre os anos 80 e 2000, o... Leia mais
25 SET

AMG GT 63 S: o canhão, agora, em versão quatro portas

Ele é cheio de luxo, é verdade. Mas é na pista que ele mostra do que é capaz (Divulgação/Mercedes-Benz)Não dá pra negar: o AMG GT com quatro portas é a resposta da Mercedes ao sucesso do Porsche Panamera. QUATRO RODAS foi até o Circuito das Américas, em Austin, Texas, nos Estados Unidos, para conhecer a versão top de linha 63 S, a mais cotada para ser vendida no Brasil, a partir do Salão do Automóvel de São Paulo, em novembro – as primeiras entregas, no entanto, só... Leia mais
25 SET

Governo dá metas para estados para reduzir à metade nº de mortos no trânsito até 2028

O Ministério das Cidades apresentou nesta terça-feira (25) o detalhamento do Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito, chamado de Pnatrans, que tem como objetivo reduzir pela metade, ao menos, as mortes do trânsito no período de 10 anos, entre 2019 e 2028. Caso o programa tenha êxito, a redução virá 8 anos após a meta estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é derrubar pela metade as mortes de 2011 a 2020. Não há uma meta nacional:... Leia mais
25 SET

SUV do Polo, VW T-Cross vai estrear antes do Salão de São Paulo

Versão nacional do T-Cross terá pequenas diferenças em grade e para-choque (Du Oliveira/Quatro Rodas)O inédito e aguardado T-Cross – que já testamos na Alemanha –  será a estrela da Volkswagen no Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, em novembro. Porém, a estreia mundial não será no evento paulistano.Em entrevista ao site Argentina Autoblog, José Carlos Pavone, responsável pelo design da VW na América Latina, confirmou que o T-Cross será revelado oficialmente no... Leia mais
25 SET

Honda registra sedã maior que o Civic no Brasil

O Crider tem visual inspirado no novo Accord (INPI/Internet)Um Honda misterioso surgiu no último documento público do INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) nesta semana. Apesar das linhas similares à do Accord, o novo Crider tem origem bem mais simples: sua plataforma é uma versão alongada da usada no City.Mesmo assim, o sedã desenvolvido para o mercado chinês tem medidas impressionantes. São 4,756 m de comprimento, 1,804 m de largura e 2,73 m de entre-eixos. Como... Leia mais
25 SET

Placas do Mercosul registradas no RJ ainda não são reconhecidas pelo sistema do Detran

Proprietários de veículos no Rio de Janeiro que já fizeram o emplacamento com as novas placas do Mercosul enfrentam problemas para registrá-los junto ao Detran. Além disso, há risco de se comprar carro roubado, já que o sistema para consulta de veículos ainda não reconhece o novo modelo. O aeroviário Irineu Cândido Lira economizou durante um ano para trocar de carro. Junto com o novo veículo, teve que comprar a nova placa. Mas ao circular com ele, corre o risco de ser... Leia mais