Novidades

28 JUN

Enquanto o VW T-Cross Highline tem fila de espera, versões 1.0 encalham

O T-Cross mais caro também é o que faz mais sucesso nas lojas (Divulgação/Volkswagen)

Toda a expectativa gerada em torno do Volkswagen T-Cross parece ainda não ter se transformado em vendas. Entre fevereiro e maio, foram vendidas 5.050 unidades do SUV compacto no Brasil.

Um número ainda distante do Jeep Renegade, líder do segmento e que teve 5.574  unidades vendidas apenas em maio. 

O T-Cross parece ainda estar conquistando seu espaço. Nas vendas parciais de junho, o Volkswagen já aparece em 18°, com 2.732 unidades, posição melhor que em maio, quando fechou o mês em 23° com 3.003 exemplares a mais nas ruas.

De toda forma, segue atrás de Renegade, Creta, Kicks e HR-V.

T-Cross Comfortline é o segundo mais vendido, mas sobra nas lojas (Divulgação/Volkswagen)

QUATRO RODAS investigou o que está acontecendo com o SUV compacto da Volkswagen.

Procuramos as concessionárias. A despeito do relativo sucesso que o T-Cross teve quando chegou às lojas, vendedores já reclamam de procura pelo modelo abaixo do que era esperado.

Isso só não vale para a versão Highline, que tem preço inicial de R$ 109.990 e é a única equipada com o motor 1.4 TSI de 150 cv. Levantamento da consultoria Jato Dynamics mostra que esta versão, sozinha, é responsável por 55% das vendas do modelo.

Na sequência vem a versão Comfortline, com 36% de participação. A versão 200 TSI, disponível com câmbio manual e automático, não representa nem 10% das vendas.

Os estoques das concessionárias refletem isso.

Configurações do T-Cross topo de linha – em especial as com o pacote Tech e Beats, com faróis full-led, park assist e sistema de som Beats, que custa R$ 6.050 extras –, têm a algumas semanas de espera em praças do interior de São Paulo e no Rio de Janeiro.

Versões 200 TSI não representam mais que 9 das vendas do SUV (Divulgação/Volkswagen)

Enquanto isso, as versões abaixo, 200 TSI e Comfortline, costumam estar disponíveis a pronta entrega em diversas cores e com diferentes pacotes de opcionais. Algumas lojas, inclusive, praticam descontos para algumas configurações.

Na Grande São Paulo, porém, há toda a sorte de T-Cross disponível a pronta entrega, mas não há qualquer desconto.

O que os vendedores dizem não existir é T-Cross Highline sem o Pacote Innovation, que inclui o quadro de instrumentos digital, a central Discover media e modos de condução, que custa R$ 4.000.

Só a versão Highline tem interior estilizado, banco de vinil e quadro de instrumentos digital (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Os equipamentos de tecnologia exclusivos do T-Cross Highline são, também, o principal chamariz da versão. Julio Cesar Castro, do Rio de Janeiro (RJ), já chegou na concessionária certo de que trocaria seu Honda HR-V por um T-Cross 1.4.

“Faróis em led, quadro de instrumentos digital, a central Discover media, o Park Assist e o som Beats foram os equipamentos que me chamaram a atenção. O motor também foi importante, mas os equipamentos foram o ponto decisivo”, conta.

Faróis full-led são opcionais das versões Comfortline e Highline (Divulgação/Volkswagen)

Já Gustavo de Carvalho Araújo, de Goiânia (GO), disse também ter olhado o Chevrolet Tracker (1.4 turbo de 153 cv) e o Hyundai New Tucson (1.6 turbo de 177 cv) para trocar seu antigo Nissan Kicks SL.

“Sinceramente, troquei mas pelo pelo carro e pelo motor. Optei pelo VW pela qualidade do carro e pelo pós-venda”, comenta. Mas Gustavo diz ter se impressionado com a versão 1.0 turbo, preterida por boa parte dos compradores.

“Usei o 1.0 por uma semana e o achei fantástico. Me amarraria ter ele, porém, na versão manual. Os itens da 1.0 Comfortline são praticamente os mesmos da Highline, mas sem o quadro de instrumentos digital.”

A diferença de desempenho entre os dois não é tão grande quanto pode ser presumido.

O zero a 100 km/h, por exemplo, é cumprido em 11,3 s pelo 1.0 e 9,7 s pelo 1.4. O consumo é quase igual, mas o 1.4, por ter start-stop, é um pouco melhor na cidade. Confira as fichas de teste:

A diferença de preços, porém, não é tão pequena. Um T-Cross Comfortline parte de R$ 99.990 e chega a R$ 111.940 com bancos de couro, central Discover media, partida por botão, faróis full-led, park-assist e sistema de som Beats.

Já o T-Cross Highline de R$ 109.990 pode chegar aos R$ 120.040 com central Discover media, faróis full-led, park-assist, sistema de som Beats, além do quadro de instrumentos digital. Teto solar panorâmico somaria R$ 4.800 nas duas versões.

O resultado da demanda mais forte pela versão Highline é que, enquanto esta é negociada seguindo praticamente à risca a tabela oficial, as 1.0 já são oferecidas com descontos.

No exemplo abaixo, um T-Cross 200 TSI automático, que custa R$ 94.490, é vendido completo (com o pacote Pacote Interactive II, com câmera de ré e sensores de estacionamento, seu único opcional) por R$ 89.990 – desconto de R$ 7.490. 

 (Reprodução/Facebook)

Será que o brasileiro ainda não está preparado para a ideia de ter um SUV 1.0 na garagem, ainda que com turbo e injeção direta?

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

15 JAN
Honda Civic 2018 ganha equipamentos e sofre primeiro aumento

Honda Civic 2018 ganha equipamentos e sofre primeiro aumento

Sedã médio não sofria aumento há quase um ano e meio (Divulgação/Honda) A última vez que a Honda mexeu nos preços do Civic foi no lançamento desta décima geração, em agosto de 2016. Seguraram inflação, alta do dólar e aumento dos combustíveis. Agora o sedã médio está até R$ 1.500 mais caro. Em compensação, algumas versões também estão mais completas. Entre os aprimoramentos, a Honda tirou o rádio simples das... Leia mais
15 JAN
Mercedes-Benz revela o CLS 53, primeiro AMG híbrido da história

Mercedes-Benz revela o CLS 53, primeiro AMG híbrido da história

O Mercedes-AMG CLS 53 tem o mesmo para-choque frontal das outras versões, mas grade do radiador é exclusiva (Divulgação/Mercedes-Benz) Já faz algum tempo que a Mercedes rompeu com a tradição de usar apenas motores construídos por um só funcionário nos modelos preparados pela AMG. E, agora, os puristas possuem mais um motivo para torcer o nariz: a marca revelou, no Salão de Detroit (EUA), o primeiro Mercedes-AMG híbrido da... Leia mais
15 JAN
Nova Ford Ranger tem motor do Mustang e câmbio de 10 marchas

Nova Ford Ranger tem motor do Mustang e câmbio de 10 marchas

Ranger norte-americana tem design com elementos exclusivos (Divulgação/Ford) De porte menor que as tradicionais picapes F-Series, a Ford Ranger voltará a ser vendida nos Estados Unidos. Para isso, sofreu algumas mudanças no design e importantes tem importantes alterações na mecânica. Esqueça o motor 2.5 flex e os 2.2 e 3.2 turbodiesel das Ranger vendidas no Brasil. Para os EUA a picape média recebeu o mesmo conjunto mecânico do... Leia mais
15 JAN
Novo Mercedes Classe G fica mais Nutella sem deixar de ser raiz

Novo Mercedes Classe G fica mais Nutella sem deixar de ser raiz

Não parece, mas essa é a nova geração do Mercedes Classe G (Divulgação/Mercedes-Benz) O Mercedes Classe G é, dentro da gama da marca, quase uma ovelha negra. Seu design feito com esquadros tem mais ângulos retos do que um carro desenhado por uma criança. O pisca-alerta frontal parece oriundo de um conhecido Volkswagen e as calhas no teto remetem à antiga solução para se juntar as chapas da carroceria. E, por mais estranho que... Leia mais
15 JAN
Novo Jetta tem base de Golf e painel de Polo

Novo Jetta tem base de Golf e painel de Polo

A enorme grade do radiador se destaca e ajuda a diferenciar o Jetta dos irmãos de marca (Divulgação/Volkswagen) O visual do novo Volkswagen Jetta já não era segredo, mas os detalhes ainda desconhecidos foram revelados durante a apresentação do modelo um dia antes da abertura oficial do Salão de Detroit, nos Estados Unidos. Novo Jetta apresentado no salão de Detroit (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas) O sedã agora... Leia mais
12 JAN
Clássicos: Alfa Romeo Giulia / GTV, tal mãe, tal filha

Clássicos: Alfa Romeo Giulia / GTV, tal mãe, tal filha

O Alfa Romeo GTV exibe os faróis duplos típicos da geração pós-1968 (Marco de Bari/Quatro Rodas) Depois dos anos 50, a Alfa Romeo jamais foi a mesma. Graças à ampla aceitação da linha Giulietta, sua receita de sucesso passou a ser feita de modelos menores e mais acessíveis, mas sem dispensar a herança dos anos de vitórias nas pistas. Desde então, quase todos seus carros seguem os preceitos do Giulietta, e o primeiro a fazer isso... Leia mais