Novidades

28 JUN

Clássicos: VW Gol GT, o carro que converteu o fracasso do hatch em sucesso

Os faróis de neblina foram adotados em 1985 (Acervo/Quatro Rodas)

A indústria automobilística nacional é notória pelo número de  modelos desenvolvidos especificamente para o mercado brasileiro.

Uma das histórias mais interessantes é a do Gol GT, versão esportiva que surgiu para corrigir o destino do automóvel que liderou o ranking de vendas durante 27 anos consecutivos.

O Gol foi a grande novidade da Volkswagen em 1980, a esperança da marca para repetir o sucesso que o Golf teve na Alemanha em 1974 ao suceder o Fusca.

Faróis e piscas do Gol GT eram compartilhados com Voyage e Parati (Acervo/Quatro Rodas)

Só havia um problema: em vez de utilizar os motores EA111 e EA827 refrigerados a água, a filial de São Bernardo do Campo insistiu no 1.3 refrigerado a ar herdado do Fusca.

Era um paradoxo: um carro bonito, moderno e estável sabotado por uma mecânica com mais de 40 anos.

Seu desempenho era capaz de irritar até o mais pacato dos motoristas: máxima de 124,67 km/h e 0 a 100 km/h em 30,27 segundos. Um automóvel fraco na cidade e perigoso nas rodovias.

Volante “4 Bolas” surgiu em 1986 e virou febre entre os donos de VW (Acervo/Quatro Rodas)

A má fama fez com que o Gol encalhasse nas concessionárias, o que não ocorreu com o sedã Voyage em 1981 e a perua Parati em 1982.

A boa aceitação de ambos se deu em parte em função dos eficientes motores 1.5 e 1.6 refrigerados a água do Passat, similares ao utilizado pelo Golf alemão. A solução apareceu em abril de 1984.

“O Gol GT foi uma iniciativa do diretor de engenharia na época, Philipp Schmidt”, conta o designer Gerson Barone, 40 anos dedicados à VW. “Era um alemão inovador e extremamente exigente, com forte obsessão pela qualidade e tecnologia”.

A traseira do Gol era inspirada no esportivo alemão Scirocco (Acervo/Quatro Rodas)

O Gol esportivo era impulsionado por um inédito motor de 1,8 litro e potência declarada de 99 cv, bem acima dos 81 cv do Voyage e da Parati.

Era o suficiente para levar seus 934 kg de 0 a 100 km/h em menos de 11 segundos, com máxima beirando os 170 km/h. Boa parte desse desempenho vinha do comando de válvulas, o mesmo do Golf GTI alemão.

Rodas Avus e pneus de perfil 60: esportividade dos anos 80 (Acervo/Quatro Rodas)

O esportivo de Wolfsburg também serviu de inspiração para a decoração esportiva: faróis redondos de longo alcance, pneus 185/60 em rodas Avus aro 14, grade na cor da carroceria, defletor dianteiro e um belo escapamento de saída dupla.

 (Acervo/Quatro Rodas)

O comportamento dinâmico estava à altura do novo motor: a suspensão dianteira recebeu molas mais rígidas e barra estabilizadora mais grossa e os amortecedores foram recalibrados.

As pinças de freio foram redimensionadas e a direção adotou relação mais lenta em função dos pneus largos.

Velocímetro com escala até 220km/h (Acervo/Quatro Rodas)

O conjunto ótico dianteiro era o usado no Voyage e na Parati, com enormes faróis retangulares ladeados por piscas verticais.

Na traseira havia um aplique preto fosco entre as lanternas e na tampa, e o vidro recebeu um adesivo com a inscrição GT. A cilindrada era orgulhosamente exibida por adesivos na traseira e laterais.

 (Acervo/Quatro Rodas)

O capricho se repetia no interior: bancos esportivos Recaro, volante de quatro raios do Passat TS, conta-giros e console com relógio digital.

O câmbio de quatro marchas foi substituído no ano seguinte por outro de cinco, mas a relação final de transmissão permanecia inalterada, com velocidade máxima na última marcha.

Banco Recaro: obrigatório num esportivo (Acervo/Quatro Rodas)

Era mais ágil que o Ford Escort XR3, limitado pelo arcaico motor 1.6 e comando de válvulas no bloco. Logo ganhou a companhia do Passat GTS Pointer, que adequou a mesma receita a um perfil familiar.

O motor AP foi adotado em meados de 1985, com bielas mais longas para melhor rendimento e funcionamento mais suave.

 (Acervo/Quatro Rodas)

Poucas alterações foram realizadas até o encerramento da produção, em 1986: foram adotados faróis de neblina, regulagem de altura para o banco do motorista e o belíssimo volante “quatro bolas”.

Outro concorrente de respeito foi o Monza S/R, mas a tarefa de enfrentá-lo foi repassada ao sucessor GTS, que surgiu em 1987 com as belas rodas “pingo d’água” e aerofólio traseiro.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

12 JUL

Ford Focus está até R$ 2.500 mais barato na linha 2019

No hatch, algumas versões ficaram mais caras (Divulgação/Ford)O Ford Focus chegou à linha 2019 sem mudanças nos equipamentos. Mas há uma boa notícia: as versões Fastback (sedan) ficaram até R$ 2.500 mais baratas.Com isso, o modelo de três volumes está mais barato que as configurações equivalentes do hatch, contrariando a lógica do carro maior ser mais caro.Modelo não teve nenhuma mudança no visual ou na lista de equipamentos (Marco de Bari/Quatro Rodas)As versões SE... Leia mais
12 JUL

Fogo, fila de espera... relembre a história do Tata Nano, o 'carro mais barato do mundo'

Pensado para ser "o carro do povo" indiano, o Tata Nano parece chegar ao fim da linha depois de quase 10 anos de história. O modelo indiano teve apenas 3 unidades emplacadas em junho e apenas uma foi produzida, segundo reportou a agência Bloomberg. Veja os carros "mais baratos" do Brasil A história do "carro mais barato do mundo", lançado em 2009, é cheia de polêmicas. Apesar de atrair milhares de compradores no lançamento, ele não se firmou como um fenômeno de vendas. A... Leia mais
12 JUL

LISTA: veja os 10 carros novos mais 'baratos' do Brasil em julho

Ao que tudo indica, o Tata Nano, que tinha o título de “carro mais barato do mundo”, está saindo de linha na Índia. Por lá, o Nano trazia apenas o essencial para que um carro entrasse em movimento. Por outro lado, custava o equivalente a apenas R$ 13 mil. Bem diferente dos carros à venda no Brasil. É bem verdade que estamos bem à frente da Índia em normas de emissões e segurança. Até por isso, os preços dos veículos no nosso mercado são mais altos. O G1 listou os 10... Leia mais
11 JUL

Cinco carros familiares que continuam à venda – mas você não lembra

SpaceFox já está disponível como linha 2019 (Divulgação/Volkswagen)Volkswagen SpaceFox e Fiat Weekend ganharam linha 2019 neste mês – para surpresa de muita gente que talvez nem lembrasse da dupla.Por isso mesmo, selecionamos cinco modelos familiares (peruas, minivans e crossovers) que, surpreendentemente, seguem à venda no Brasil.Versão Highline foi aposentada e só resta a opção Trendline (Divulgação/Volkswagen)A perua perdeu as versões Comfortline e Highline em setembro de... Leia mais
11 JUL

Tata Nano, carro 'mais barato do mundo', só teve 1 unidade produzida em junho

Lançado há quase 10 anos como "o carro mais barato do mundo", o indiano Tata Nano dá sinais de estar no fim da vida. Apenas uma unidade do modelo foi produzida em junho, reportou a agência Bloomberg, contra 275 no mesmo período de 2017. Somente 3 foram emplacados no mercado local no mês passado. A fabricante Tata, que também é dona do grupo de carros de luxo Jaguar Land Rover, não confirmou o fim da produção, mas um porta-voz disse à agência que, do jeito que está, o Nano... Leia mais
11 JUL

Teste: Toyota Yaris hatch XLS, atrasado e tecnológico

– (Christian Castanho/Quatro Rodas)Lançado em junho, o Toyota Yaris chegou com a missão de vender 6.000 unidades/mês, o que significa um volume superior ao do best-seller Corolla (média de 4.853 unidades/mês até maio deste ano) e até da soma dos Etios (5.936).O Yaris chega com pelo menos seis anos de atraso – considerando que ele era o que todos esperavam quando a Toyota lançou o Etios, em 2012. O Etios não foi páreo para VW Gol e Fiat Palio, os mais vendidos da época, e muito... Leia mais