Novidades

07 JUN

O incrível motor aspirado da Mazda mais eficiente que um híbrido

O Mazda 3 será o modelo responsável por estrear o motor (Divulgação/Mazda)

Um dos truques para motores a diesel serem tão eficientes (e econômicos) é que eles queimam a mistura ar-combustível por compressão, e não através das velas usadas em conjuntos a gasolina, etanol ou GNV.

Só que motores a diesel são mais pesados e ainda precisam dos mais diferentes malabarismos para atender às regras de emissões, como recirculação de gases e injeção de ureia no escapamento.

A novidade é que a Mazda afirma ter resolvido esse problema aplicando o conceito do diesel em um motor a gasolina. O resultado, segundo a marca, é uma eficiência energética capaz de superar veículos elétricos.

Mas, antes de entender como chegaram a isso, é preciso compreender as diferenças entre os motores.

O Skyactiv X tem taxa de compressão de 16.3:1, superando até alguns motores diesel (Divulgação/Mazda)

Lembra-se dos filmes de ação onde o fogo de alastra em um rastro de combustível, indo gradualmente do isqueiro do mocinho até o veículo do vilão?

Nos motores de ciclo Otto a ignição também ocorre assim, com a chama se expandindo gradualmente da vela até os limites da câmara de compressão.

Já nos propulsores a diesel a mistura ar-combustível é comprimida até que sua temperatura suba a ponto de a combustão se tornar espontânea, e a explosão acontecer em múltiplas partes do cilindro.

Nos motores de ciclo Otto convencionais isso até acontece, mas sem querer: é a pré-detonação, popularmente chamada de batida de pino, capaz de danificar severamente o propulsor.

Um dos principais segredos da Mazda foi aumentar a taxa de compressão do Skyactiv X quase ao ponto em que a gasolina explodisse de forma espontânea.

O truque para evitar a pré-detonação foi usar uma vela para gerar uma pequena explosão dentro do cilindro. Essa primeira explosão aumenta bruscamente a pressão dentro da câmera, provocando a ignição por compressão no restante da mistura.

Tudo isso gera papo para algumas horas em faculdades de engenharia. Mas o que muda para o resto dos usuários?

Bom, segundo a fabricante, o Mazda3 com o Skyactiv X 2.0 de 180 cv tem consumo em ciclo combinado de 23,2 km/l – índice de carro híbrido.

A Mazda pretende compensar sua ausência no segmento de elétricos com o inovador motor (Divulgação/Mazda)

A emissão de poluentes é de motor 1.0: são 96 g de CO2 a cada quilômetro rodado, de acordo com a marca.

Para reforçar a eficiência do seu novo motor, a Mazda afirma que a poluição produzida por um Skyactiv no ciclo roda-a-roda (que leva em conta o gasto para produzir o combustível) é menor do que um veículo elétrico.

Isso porque em diversos países a matriz energética ainda é poluente, fazendo com que a eletricidade que abastece os veículos seja menos limpa.

As promessas da Mazda parecem promissoras, mas elas também servem como uma forma de compensação pela marca ter abandonado os motores Wankel.

Apesar de terem boa eficiência energética, os rotores que fizeram fama no icônico RX-7 poluem muito, e não estão mais aptos a atenderem às novas regras de emissões.

No entanto, a montadora japonesa ainda precisa provar a eficácia de sua solução híbrida, sobretudo em mercados que não possuem uma gasolina de qualidade elevada e homogênea – algo essencial para motores com alta taxa de compressão.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

02 JAN
Autodefesa: Donos de Jeep Compass com problema no ar-condicionado

Autodefesa: Donos de Jeep Compass com problema no ar-condicionado

Célia: passageiros perguntam sobre o cheiro estranho (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas) Quem tem ar-condicionado pode se dar ao luxo de deixar o mau cheiro do lado de fora do carro. Pena que a regra não esteja valendo para alguns donos de Jeep Compass, que enfrentam o constante odor de mofo mesmo em veículos novos. Proprietário de um Longitude 2016, o advogado Eduardo Donato, de Campina Grande (PB), percebia que algo não estava bem já... Leia mais
02 JAN
Teste do especialista: cadeirinhas dobráveis para pets

Teste do especialista: cadeirinhas dobráveis para pets

– (Paulo Bitu/Quatro Rodas) Esta época do ano é propícia para viajar. E, para quem tem animal de estimação, fica a dúvida de como transportá-lo. Já pensou nas cadeirinhas dobráveis? Práticas e leves, elas quase não ocupam espaço quando estão fora de uso. No nosso teste, comparamos três marcas para cães de pequeno e médio portes. “Para a segurança de todos e até evitar multas, é recomendável levar o pet em cadeiras... Leia mais
02 JAN
Conheça a próxima geração do Hyundai Creta

Conheça a próxima geração do Hyundai Creta

Futuro Creta terá elementos do Intrado, carro-conceito de 2014 (Divulgação/Hyundai) As vendas do Creta seguem a pleno vapor e, para que continuem assim, a Hyundai já trabalha na segunda geração do SUV compacto. Mas já? Pensando bem, nem é tão cedo assim. É bom lembrar que o Creta – vendido em outros mercados como ix25 – foi lançado na Índia em 2014. Isso explica por que a Hyundai do Brasil, antes do lançamento aqui, negava... Leia mais
02 JAN
Peruas, minivans e sedãs médios manuais devem ser extintos

Peruas, minivans e sedãs médios manuais devem ser extintos

Fiat Weekend: após 20 anos de mercado deixará de ser produzida (Divulgação/Fiat) Arara-azul, onça-pintada e mico-leão-dourado são exemplos de animais em extinção no Brasil. Já na fauna automotiva, algumas espécies também correm o risco de sumir (ou até já sumiram) do mapa. E não estamos falando apenas de números de vendas, mas de modelos à disposição do consumidor. Dizimadas pelos SUVs, é cada vez mais raro avistar peruas... Leia mais
29 DEZ
Transmissão automática: hora de perder o medo dela

Transmissão automática: hora de perder o medo dela

Reparo de caixa automática: só com mão de obra especializada (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas) Até os anos 90, câmbio automático era mais rotulado que uísque comprado no Paraguai. “É caro de manter” e “Dá muito problema” eram as frases que faziam as pessoas abrirem mão desse conforto. Mas ainda bem que o tempo passou. Hoje já tem carro compacto com mix de vendas equilibrado entre a versão automática e a manual. Você... Leia mais
29 DEZ
Grandes Brasileiros: Chevrolet Kadett GSi conversível

Grandes Brasileiros: Chevrolet Kadett GSi conversível

– (Marco de Bari/Quatro Rodas) Era o auge da euforia da abertura do mercado aos importados quando surgiu o Kadett GSi, no fim de 1991, acrescentando uma importante vogal ao nome da versão GS, lançada em 1989. O fim da era do carburador, que abriu espaço para a injeção eletrônica no país, ofereceu um presente a mais para o consumidor brasileiro, o GSi conversível. O carro nasceu com um único concorrente nacional na mesma versão, o... Leia mais