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05 JUN

Teste: VW Jetta GLI é quase tão legal quanto Golf GTI, só que mais barato

Esta é a primeira vez que um Volkswagen será oferecido nesta cor Cinza Puro aqui (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Meu amigo, durante esta leitura, faremos uma experiência juntos, OK? Para começar, você tem exatos R$ 174.820 no bolso e disposição de sobra para comprar um Golf GTI completão, com todos os opcionais aos quais tem direito.

Por outro lado, vou apresentar o novo Jetta GLI – sim, esse aí das fotos – e tentar te convencer de que o nosso querido e amado hatch já está com o pé na cova.

E se eu não conseguir, pode mandar um e-mail ao meu chefe (é aquele que escreve a Carta ao Leitor).

Grade dianteira, faróis e para-choque são novos, mas você pode não perceber (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Você nem precisaria entrar no carro para conhecer um dos principais atributos do GTI: o visual. E talvez nós dois tenhamos que concordar que esse jeitão esportivo cai muito bem ao hatch.

Já o sedã ganhou para-choque dianteiro um pouco diferente, faróis de led com projetores e spoiler sobre a tampa traseira. Mas, na verdade, as pessoas só enxergarão as rodas aro 18, a nova grade e o escapamento duplo.

Sem tanta personalidade, a silhueta do Jetta remete ao Virtus (Christian Castanho/Quatro Rodas)

O problema é que, pessoalmente, essa geração é ainda menos carismática que a anterior.

No nosso breve contato, teve quem confundisse o novato com o Virtus e aqueles que simplesmente acharam tudo meio careta, como um tiozão com tênis Vans.

Eu, sinceramente, me encaixo neste último grupo, mas sei que gosto é totalmente pessoal e, por isso mesmo, vou respeitar sua opinião.

 (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Agora, falando do interior, lembro com carinho quando entrei no Golf atual pela primeira vez.

Acostumado à encarnação 4,5 do hatch, quase caí para trás com o modelo trazido da Alemanha em 2013: partes emborrachadas por todos os lados, montagem impecável e até porta-luvas revestido de veludo.

Ao longo do tempo, ele ficou um pouco menos requintado, mas nada que realmente destoasse do primeiro europeu.

As duas saídas de escapamento entregam a versão esportiva do sedã (Christian Castanho/Quatro Rodas)

O Jetta, por sua vez, parece uma criança sapeca que só se comporta na frente dos adultos (ou do motorista).

As portas traseiras são quase inteiras de plástico rígido, mas quem está à frente tem peças emborrachadas. Faltam saídas de ventilação para a segunda fila, enquanto quem viaja à frente tem ar-condicionado digital bizona.

E quem dirige tem até ajuste elétrico do banco com memórias de posição. Mas atrás os encostos de cabeça são costurados (!).

 (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Ei, não fique desanimado! Agora que você já sabe os pontos fracos, é só destacar alguns dos pontos fortes do sedã quando for mostrar ao seu vizinho.

Afinal, há quadro de instrumentos digital, central multimídia com tela sensível ao toque com 8 polegadas, sistema de som da marca Beats e iluminação da cabine com dez cores.

E, se quiser pagar um pouco mais, pode levar até teto solar – o único opcional, porém, ainda sem preço revelado pela VW.

 (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Pelo jeito, ainda não te convenci, né? Então vamos apelar: no espaço interno, meu amigo, não tem vez para o Golf GTI.

Apesar de os dois modelos compartilharem a plataforma MQB, o Jetta tem 5 cm a mais no entre-eixos (2,68 m) e 43 cm a mais no comprimento (4,70 m).

Os passageiros lá de trás poderão até cruzar as pernas – e digo por experiência própria, já que, com o banco dianteiro ajustado para meu 1,78 m, sobraram nove dedos para os joelhos.

 (Christian Castanho/Quatro Rodas)

“Com esse tamanho todo, ele deve ser bem lento”, você pode pensar. Aí que vem a surpresa: na nossa pista, o Jetta GLI chegou aos 100 km/h em apenas 6,9 s contra 6,7 s do Golf esportivo.

A principal vantagem do irmão menor está na retomada de 60 km/h a 100 km/h: 3,14 s contra 3,4 s do sedã.

Quanto ao consumo, mesmo bem maior, o Jetta bebeu praticamente igual ao hatch, com 10,6 km/l na cidade e 14,5 km/l na estrada.

Teto solar será o único opcional do modelo por aqui (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Vou te contar minha experiência ao volante – que, diga-se de passagem, é emprestado do GTI, assim como o motor 2.0 turbo de 230 cv de potência e 35,7 mkgf de torque, além do câmbio automático de dupla embreagem com seis marchas banhado a óleo.

Primeiro, bastou apertar o botão de partida e eu já abri logo um sorriso. “Vocês ouviram isso?”, perguntei a quem estava perto. O ronco encorpado e borbulhante até lembrou os cinco cilindros do primeiro Jetta.

Faltam saídas de ventilação e entrada USB para quem vai atrás (Christian Castanho/Quatro Rodas)

No console central, você pode escolher entre quatro personalidades (Eco, Normal, Sport e Individual). É claro que, se você estiver com pouco combustível, a primeira opção será melhor.

No meu caso, escolhi logo a configuração mais agressiva – com isso, a direção ficou bem mais firme, as trocas de marchas, mais rápidas e as babás eletrônicas, menos intrometidas.

Ah, quase esqueci: nesta geração, só o GLI tem suspensão traseira independente multilink.

 (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Com apenas 61 kg a mais que o Golf GTI, equivalente a um passageiro, o sedã se comporta surpreendentemente bem nas curvas.

Tudo bem que nosso primeiro contato foi um pouco limitado e não pudemos sair às ruas. Mas, nas provocações que fiz, quase nada tirou o controle.

Quando levado ao limite (ou um pouco além), a tendência é sair de dianteira nas curvas. Já em mudanças bruscas de direção, a traseira pode desequilibrar.

Motor de 230 cv é exatamente igual ao do Golf GTI (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Vale lembrar que eu falei das situações mais extremas e, ainda assim, facilmente controláveis. Para quem só quer diversão, garanto que poucos esportivos são tão rápidos e, ao mesmo tempo, amigáveis.

Para você ter ideia, o Jetta GLI chegou aos 204,1 km/h nas acelerações de zero a 1.000 m. E, nas voltas lançadas, superei os 230 km/h sem precisar brigar com o volante ou sofrer por qualquer mínima imperfeição do asfalto.

Lembrando: todos esses testes foram feitos em pista fechada.

Alças invadem o porta-malas, que tem excelentes 510 litros (Christian Castanho/Quatro Rodas)

A Volkswagen posicionou o sedã esportivo numa faixa interessante de R$ 144.990, mais R$ 4.990 pelo teto solar, único opcional no pacote. Total: R$ 149.980.

É menor do que o GTI cobra de partida – R$ 151.530 –, sem incluir controle de velocidade adaptativo, farol alto automático, rodas aro 18, bancos de couro e ajuste elétrico para motorista.

Completo, o hatch bate à porta dos R$ 175 mil, conforme já mencionamos. Uma diferença de quase R$ 25 mil.

Se você não ligar em ser (um pouquinho) mais lento, o Jetta te recompensará com um sorriso no rosto, muito espaço interno e mais dinheiro no bolso.

Mais barato e quase tão rápido quanto o Golf GTI, o sedã compensa o acabamento simples com mais itens de série.

Aceleração
0 a 100 km/h: 6,9 s
0 a 1.000 m:
26,7 s – 204,1 km/h

Velocidade máxima
250 km/h*
(*Dados de fábrica)

Retomada
D 40 a 80 km/h: 2,6 s
D 60 a 100 km/h: 3,4 s
D 80 a 120 km/h: 4 s

Frenagens
60/80/120 km/h – 0 m: 13,5/23,9/54,6 m

Consumo
Urbano: 10,6 km/l
Rodoviário: 14,5 km/l

Preço: R$ 144.990
Motor: gasolina, dianteiro, transversal, 4 cilindros, 16V, turbo, 1.984 cm3; 82,5 x 92,8 mm; 9,6:1; 230 cv a 4.700 rpm, 35,7 mkgf a 1.500 rpm
Câmbio: automático de dupla embreagem, 6 marchas, tração dianteira
Suspensão: McPherson (dianteira), multilink (traseira)
Freios: disco ventilado (dianteira), disco sólido (traseira)
Direção: elétrica, 11,1 (diametro giro)
Rodas e pneus: liga leve, 225/45 R18
Dimensões: comprimento, 470,9 cm; largura, 179,9 cm; altura, 147,8 cm; entre–eixos, 268 cm; peso, 1.432 kg; tanque, 50 l; porta-malas, 510 l

Fonte: Quatro Rodas

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