Novidades

29 MAI

Veja como é dirigir um caminhão de corrida de 1.250 cv que chega a 240 km/h

O tetracampeão brasileiro de corridas de caminhões, Wellington Cirino, pareceu preocupado quando soube que iria “emprestar” seu caminhão de número 6 para o G1 dar algumas voltas no acanhado autódromo de Piracicaba (SP).

Preocupação totalmente justificada, afinal trata-se de um veículo de 1.250 cavalos, mais de 550 kgfm de torque, e quase 5 toneladas. São máquinas com estas credenciais que disputam cada curva das nove etapas da Copa Truck, o campeonato nacional para esse tipo de veículo.

Personalidade forte

Confiança adquirida com o dono do “brinquedo”, foi a vez de o G1 pilotar o veículo. Não sem antes ir de carona por algumas voltas, com o piloto ao volante. De cara, deu para notar que o caminhão tinha personalidade forte. “Ele não gosta de andar devagar”, brincou Cirino.

De fato. Se há uma marcha engatada, mas o piloto acelera menos do que o necessário, o caminhão dá solavancos sucessivos, como uma forma de avisar que o condutor precisa andar mais rápido.

Hora de acelerar. Já de capacete, é preciso escalar o pneu para acessar a cabine. Ali, apenas o essencial.

Os bancos, originalmente com diversas regulagens e amortecimento a ar, deram lugar aos assentos do tipo concha, próprios para corrida.

O acabamento foi removido, e deu lugar a diversas chaves, para controlar sistemas como pressão dos freios e resfriamento. Para garantir a maior segurança possível, os cintos são de 5 pontos, e há diversas barras de proteção distribuídas pela cabine.

Sensibilidade de piloto

Apenas depois de várias voltas é que é possível pegar o jeito do acelerador.

Qualquer milímetro a mais de pressão no pedal significa uma resposta brusca vinda do motor.

O turbo, que entrega até 4 kg de pressão, entra em ação na casa das 1.500 rotações por minuto. Conforme o caminhão ganha velocidade na curta reta do circuito, é possível observar no visor atrás do volante a pressão aumentando.

Aos 100 km/h, em quarta marcha, o indicador mostrava 2,5 kg. Longe de entregar todo o potencial. Mas é hora de acionar os freios para contornar a primeira e mais temida curva – um mergulho à direita, com um barranco servindo de área de escape.

Não é preciso tanta força para acionar o sistema de freios a disco, como é de se imaginar. Mas o curso longo do pedal faz com que o pé tenha que ir até o fundo para obter o resultado desejado.

Quanto mais peso, melhor

Durante uma corrida, os freios esquentam tanto que precisam ser refrigerados com água – há uma pequena torneira na cabine, com a qual o piloto pode liberar o líquido diretamente nos discos.

Falando em água, há diversos tanques na traseira do caminhão – todos para refrigerar diferentes sistemas, além dos freios. Curiosamente, a capacidade deles, de 180 litros, é maior até do que do tanque de diesel, que armazena 150 litros.

Colocar os líquidos na parte de trás ajuda a deixar a traseira menos “solta”, além de equilibrar a distribuição de peso – cerca de 52% na frente e 48% atrás.

“O caminhão é o único veículo de corrida que gosta de um peso extra”, explica Cirino.

Haja braço

Controlar as quase 5 toneladas do caminhão fica ainda mais difícil quando a direção não tem nenhum tipo de assistência. No caso do piloto do caminhão número 6, a relação é mais direta, por opção de Cirino. Ou seja, ele precisa virar menos para contornar as curvas.

Isso, porém, significa mais esforço. No começo, os braços ficam doloridos. Mas depois, logo se acostumam.

Surpreendentemente, o caminhão é "grudado" na pista. Ainda que sua cabine seja rebaixada, ele ainda é alto para um veículo de corridas.

Difícil mesmo é lidar com o calor na cabine. Durante as corridas – são duas baterias de 25 minutos – o piloto tem como “refresco” apenas o vento que entra pelas janelas, que são abertas, e protegidas por uma tela de tecido.

Contra todas as expectativas, os pneus, exatamente os mesmos de um modelo de rua (mas lixados, para deixar os sulcos mais baixos), ajudam a contornar as curvas com a agilidade de um carro.

Segundo a equipe de Cirino, cada jogo de pneus dura uma corrida mais duas sessões de treino.

O regulamento da Copa Truck também exige que a transmissão seja a mesma usada nas ruas. No caso do caminhão da equipe AM Motorsport, o câmbio é manual, de 6 marchas, original de fábrica.

Lembra que Cirino parecia desconfiado antes de “emprestar” o caminhão? No fim do dia, o piloto até convidou o G1 para dirigir novamente seu veículo, desta vez, em uma pista maior. “Aí dá para acelerar mais”, disse.

Convite rapidamente aceito.

Mudanças do Actros 2646 para o de corrida

  • Motor foi aumentado, passando de 12 para 12,8 litros
  • Bloco do motor é o mesmo do caminhão de rua
  • Radiador vai deitado no caminhão de corrida
  • Tanque de combustível reduzido de 850 litros para 150 litros
  • Câmbio de 6 marchas é exatamente o mesmo
  • Pneus também são os mesmos, mas lixados
  • Direção não tem assistência
  • Cabine é feita no mesmo material, mas é rebaixada
  • Entre-eixos foi encurtado

Fonte: G1

Mais Novidades

19 SET

Volkswagen mostra versão de carga da sucessora da Kombi

A Volkswagen aproveitou no Salão de veículos comerciais de Hannover, na Alemanha, a versão de carga da família ID, chamada de Buzz Cargo. A van pode ser considerada a sucessora da Kombi, e será elétrica e autônoma. Ela é mais um modelo a usar a nova plataforma de elétricos da empresa, a MEB. A ID Buzz Cargo deve ser lançada em 2021, antes até do que a configuração para passageiros. Elas, aliás, possuem algumas diferenças entre si, como as rodas menores, de 20 polegadas, na... Leia mais
18 SET

Volkswagen faz recall de uma unidade do Tiguan Allspace

A Volkswagen convocou nesta terça-feira (18) recall de uma unidade do Tiguan Allspace por uma falha na solda da bucha dos amortecedores traseiros. De acordo com a fabricante, existe a possibilidade de soltura do olhal da bucha dos amortecedores traseiros, com risco de comprometimento da dirigibilidade. Veja todos os recalls anunciados em 2018 A solução é a troca dos amortecedores traseiros, e o reparo leva 1 hora e 30 minutos. O veículo convocado tem chassi... Leia mais
18 SET

Grupo Renault Nissan terá sistema operacional Android em seus carros

A aliança de montadoras Renault, Nissan e Mitsubishi informou nesta terça-feira (18) que vai adotar o sistema operacional Google Android, da Alphabet, em uma vitória para a gigante norte-americana de tecnologia que busca uma participação maior no mercado de infoentretenimento. Renault, Nissan e Mitsubishi, com vendas combinadas de 10,6 milhões de veículos no ano passado, disseram que os futuros modelos vão "integrar aplicativos e serviços Google", incluindo Maps e o Google... Leia mais
18 SET

Audi lança o SUV E-Tron, seu primeiro carro 100% elétrico

A Audi apresentou nesta terça-feira (18) o inédito SUV E-Tron, seu primeiro modelo 100% elétrico para produção em larga escala. VÍDEO: saiba como anda o I-Pace, SUV elétrico da Jaguar O carro chegará ao mercado europeu no final de 2018 e o preço será de 79.900 euros, equivalente a mais de R$ 386 mil. Depois de aparecer diversas vezes como protótipo e em versão de testes, finalmente o E-Tron foi revelado em sua versão para rodar nas ruas. 400 km de autonomia ... Leia mais
18 SET

União Europeia abre investigação contra BMW, Daimler e Volkswagen sobre eventual cartel

A Comissão Europeia abriu uma investigação sobre três montadoras da Alemanha para determinar se estabeleceram acordos para evitar a concorrência no desenvolvimento de tecnologia para reduzir as emissões de gases poluentes, três anos depois do escândalo Dieselgate da Volswagen. "A Comissão examina se BMW, Daimler e Volkswagen decidiram não competir entre si no desenvolvimento e aplicação de sistemas importantes para reduzir as emissões nocivas de veículos a gasolina e... Leia mais
18 SET

BMW R 1250 GS é revelada para substituir a aventureira R 1200 GS, moto mais vendida da marca

A inédita BMW R 1250 GS foi revelada nesta terça-feira (18), na Alemanha, para substituir a aventureira R 1200 GS, moto mais vendida da montadora. VÍDEO: conheça a moto da BMW que dirige sozinhaPrimeiras impressões: nova Tiger 800 é avaliada em mina desativada Além da evolução de sua moto mais conhecida, a marca alemã também apresentou a R 1250 RT, que utiliza o mesmo motor boxer de 2 cilindros e 136 cavalos - a geração anterior chegava a 125 cavalos. Mesmo com o... Leia mais