Novidades

28 MAI

Empresário paraplégico cria kit que transforma cadeira de rodas em triciclo elétrico em 5 segundos

Após sofrer um acidente de carro em 2012 e ficar paraplégico, um empresário de Araras (SP) criou um kit que transforma a cadeira de rodas em triciclo elétrico em cinco segundos, dando maior mobilidade aos cadeirantes. A ideia já foi patenteada e ele quer levá-la para mais pessoas. (confira o vídeo acima).

Forças para criar adaptação

Segundo o empresário Nilson Alves Alecrim, de 42 anos, ninguém está preparado para receber a notícia de que perdeu os movimentos. "O mundo desaba sob a cabeça da gente", disse.

A partir disso, Alecrim passou a depender da força das mãos para ir e vir, A situação deixou o empresário desanimado e ele resolveu pensar em algum tipo de adaptação para facilitar a vida sobre rodas.

"Algo que me desse autonomia e condição de tocar minha vida normal. O mercado oferece alguns, mas poucos têm condição de usar, é muito difícil e muito caro."

Benefícios

Com os recursos que tinha à disposição e no quintal de casa, o empresário criou uma adaptação que transformou a cadeira de rodas em um triciclo elétrico.

No guidão de uma bicicleta adaptou a bateria e o motor elétrico e colocou o engate na cadeira. O produto atinge a velocidade de 30km/h, possui freio a disco e a bateria de 11 amperes garante autonomia de 20 km.

Mas o empresário sabia que a criação não poderia ser algo benéfico apenas para ele mesmo e a partir disso começou a confeccionar o kit para vender para mais cadeirantes interessados. "A gente não pode pensar só na gente".

O advogado Guilherme Buzolin Pimentel viu o kit e fez a encomenda. Segundo Pimentel, faz quatro anos que a vida dele ficou mais simples com o produto.

"O kit é libertador. A gente consegue fazer inúmeras coisas, ter mais acesso a lazer, trabalho, qualquer tipo de lugar consegue acessar o kit", disse o advogado.

A dona de casa Eliane de Souza Zanfelin lesionou a coluna após cair de bicicleta e ficou durante três anos presa dentro de casa. Há um ano ela comprou a invenção do empresário e não esquece da primeira saída de casa.

"A primeira vez que sai foi para ir ao supermercado e eu pude fazer isso sozinha e a sensação de liberdade foi incrível", disse Eliane.

Ideia patenteada

A ideia foi patenteada pelo empresário, mas como cada cliente tem um caso diferente não dá para comercializar o produto em larga escala, pois a adaptação muda de uma cadeira para outra e depende da deficiência de cada um. O preço do kit é a partir e R$ 6 mil.

O técnico de enfermagem José de Jesus Martins e os irmãos dele querem o kit. "Você não tem a necessidade de ter que depender do transporte público, não atende as expectativas. Eu mesmo já passei por várias vezes, já fui derrubado do ônibus, tive seis pontos embaixo do queixo, perdi um dente por causa disso."

Até o momento o empresário já vendeu 15 kits. "A partir da hora que você não tem condição nenhuma de fazer algo, quando você consegue é outra coisa. É igual um passarinho preso quando você solta a alegria é imensa."

Em abril, o empresário recebeu uma homenagem na sessão da Câmara Municipal pela criação do kit.

Fonte: G1

Mais Novidades

20 FEV

Lamborghini Urus nem chegou, mas já está R$ 400 mil mais barato

Design do Urus segue as tendências de estilo dos superesportivos da marca (Lamborghini/Divulgação) A Lamborghini diz que o Urus foi concebido para mercados como Oriente Médio, Rússia e China, mas o SUV esportivo já está vive disputa de preços no Brasil. Acontece que a importadora independente Direct Imports, de São Paulo, confirmou ter recebido a primeira encomenda do Lamborghini Urus. Ele só desembarca por aqui no último trimestre do ano, mas... Leia mais
20 FEV
BMW pode pagar R$ 600 milhões de indenização à família de cliente

BMW pode pagar R$ 600 milhões de indenização à família de cliente

Cantor João Paulo morreu em acidente com uma BMW 328 i (Edilberto Acácio da Silva/Divulgação) A BMW pode ter que pagar uma das maiores indenizações do setor automotivo em 2018 – rolo ainda maior é o caso das Amarok envolvidas no Dieselgate. Esse valor pode ficar entre R$ 250 milhões e R$ 600 milhões. O processo foi movido pela viúva do cantor João Paulo (que fazia dupla com o sertanejo Daniel), vítima fatal de um acidente em setembro de 1997... Leia mais
20 FEV

Novos equipamentos de segurança serão obrigatórios no Brasil

Ilustração numera ponto a ponto onde cada item atua no veículo  (Otávio Silveira/Quatro Rodas) Normas do Contran exigem itens básicos como para-choques, faróis, luzes de freio e seta, limpador e lavador de para-brisas e buzina em todos os veículos vendidos no Brasil. Para-sol, velocímetro, cintos de segurança e refletores traseiros também estão na lista. Pode parecer exagero em alguns casos, mas no Brasil funciona assim. Retrovisor do lado... Leia mais
20 FEV

Teste de produto: restaurador de pintura que substitui clay bar

A pintura antes (riscada) e depois (lisa) do Speed Clay, com a vantagem de ter dado menos trabalho do que um clay bar tradicional  (Paulo Bau/Quatro Rodas) Se você passar a mão na carroceria e sentir que está meio áspera, saiba que é um trabalho para as clay bars (barras de argila). Esse tipo de produto está  cada vez mais popular. É só pesquisar para ver a variedade deles em lojas e sites especializados em produtos automotivos. Mas uma versão tem... Leia mais
20 FEV
Impressões: andamos no Dacia Duster, que chega ao Brasil em 2019

Impressões: andamos no Dacia Duster, que chega ao Brasil em 2019

Ele até lembra o Duster atual, mas todos os painéis de carroceria são novos (Dacia/Divulgação) Não há muitos carros que são imediatamente reconhecidos pela sua silhueta, não importa a que distância estejam. Na linha Renault, o antigo Twingo era um deles. Hoje, é o SUV compacto Duster que tem esse mesmo status, devido às formas quadradas e para-choques pronunciados, que o destacam da concorrência, que não para de crescer. Como a plataforma não... Leia mais
20 FEV

Os motores conseguem identificar gasolina de baixa qualidade?

Esquema mostra os componentes de um sistema com duas sondas lambda (Divulgação/Quatro Rodas) Por que ao colocar gasolina de maior octanagem num motor flex o sensor do ponto de ignição não reconhece essa diferença de octanagem, como faz com o álcool? – Osvaldo Carneiro Filho, Rio de Janeiro (RJ) Primeiro é preciso entender que as injeções eletrônicas modernas possuem diversos sensores, mas não há nenhum que meça o ponto de ignição e a... Leia mais