Novidades

28 MAI

Fiat Chrysler e Renault seriam o maior grupo do Brasil em vendas com 26% do mercado

A Fiat Chrysler (FCA) anunciou a intenção de fusão com a Renault. O conglomerado formaria o 3º maior grupo automotivo do mundo, segundo números de 2018. No Brasil, ele seria o primeiro colocado com ao menos 26% do mercado.

"A busca pela maior competitividade é o norte que vem guiando todas essas montadoras. O mercado está assumindo uma posição de risco mais elevado e exigindo a essas empresas buscarem parcerias, fusões e até mesmo compras", explica o economista Antonio Jorge Martins, especialista em gestão estratégica de empresas automotivas da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Além da possível fusão entre FCA e Renault, Volkswagen e Ford anunciaram uma aliança global que prevê o compartilhamento de plataformas para futuros veículos. Uma picape, baseada na Ranger, será vendida no Brasil.

Nova 'gigante' no Brasil

De acordo com a associação dos concessionários (Fenabrave), 2.470.653 automóveis e comerciais leves foram emplacados no Brasil em 2018. Destes, 214.914 foram da Renault, 325.725 da Fiat e 106.945 da Jeep. Isso tornaria a nova montadora a maior do mercado brasileiro, ultrapassando a atual líder Chevrolet.

Para o economista, a fusão poderia trazer frutos positivos para o consumidor brasileiro.

"A maior competitividade pode gerar menores preços, e as empresas se fortalecerem no mercado brasileiro. Pode levar também ao desenvolvimento de novos produtos para o mercado nacional e também para exportação", afirma Antonio Jorge Martins, da FGV.

Na proposta apresentada para a Renault, a FCA ressalta que a fusão não resultaria em cortes ou demissões, mas é impossível prever as consequências a longo prazo.

"A própria FCA acabou de anunciar investimentos na fábrica de motores (em Betim) para exportação", aponta o economista. "Mas, caso a fusão aconteça, vão ter que racionalizar", acrescenta.

Ao G1, Fiat Chrysler e Renault não fizeram comentários específicos de como seria o processo de integração no Brasil.

Vendas no Brasil em 2018:

(em unidades)

  1. Fiat Chrysler/Renault - 647.584
  2. Chevrolet - 434.364
  3. Volkswagen - 368.200

A FCA é representada pela soma de Fiat e Jeep (432.670), já que Dodge e Chrysler não aparecem nos relatórios da Fenabrave pela pouca expressividade de vendas no país.

Com os números unidos aos da Renault, são 647.584 unidades - 26% do total de vendas de 2018. Ou seja, o grupo ultrapassaria a Chevrolet (que fechou o ano com 434.364) e a Volkswagen (368.200) e alcançaria a liderança do mercado.

Separadas, como atualmente, a FCA ocupa o segundo lugar no ranking de marcas, entre Chevrolet e Volkswagen, enquanto a Renault ficou em 5º lugar, com 8,7% dos emplacamentos totais.

Como seria a fusão no Brasil?

Como qualquer processo de fusão feito no Brasil, a possível união entre FCA e Renault teria que ser submetida ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) também no país, independente do processo no exterior.

"O Cade tem poder para intervir em operações que criem ou aumentem significativamente o poder de mercado das empresas. A apuração parte do grau de concentração, ou da participação de mercado da empresa resultante da fusão", aponta o advogado Juliano Maranhão, especializado em fusões de empresas.

Fonte: G1

Mais Novidades

03 OUT
Von Dutch XAVW: uma Harley-Davidson com motor de VW Fusca

Von Dutch XAVW: uma Harley-Davidson com motor de VW Fusca

Motocicleta está exposta no National Motorcycle Museum do jeito que foi encontrada (National Motorcycle Museum/Internet) Quem conhece a história das motocicletas já deve ter ouvido falar na Amazonas, um exótico projeto brasileiro movido por motores Volkswagen. Mas ela não foi a única: a Von Dutch XAVW está aí para provar o contrário. Antes de falar desta raríssima motocicleta é preciso saber quem foi Von Dutch. Nascido Kenny... Leia mais
03 OUT
Mercado em setembro: Kwid é vice-líder e HB20 cai para quarto

Mercado em setembro: Kwid é vice-líder e HB20 cai para quarto

De uma só vez, o Kwid afetou diretamente HB20, Ka, Up! e Mobi e chegou ao segundo lugar do ranking geral (Divulgação/Renault) Nada de palhaços assassinos ou bonecas possuídas. No mercado automotivo, o principal pesadelo da fabricantes parece inofensivo e tem nome curto: Kwid. Em seu primeiro mês de vendas, o “SUV dos compactos”, como a Renault insiste em chamá-lo, chegou à vice-liderança ultrapassando a barreira de dez mil... Leia mais
03 OUT
GM promete lançar 20 carros elétricos até 2023

GM promete lançar 20 carros elétricos até 2023

Chevrolet Bolt, hatch 100% elétrico vendido nos Estados Unidos, e exemplos dos futuros elétricos da GM (Divulgação/Chevrolet) Apesar do passado marcado por grandes motores V8, a General Motors quer entrar de vez no mercado de carros elétricos. A empresa anunciou o lançamento de 20 novos carros elétricos até 2023 e disse acreditar em um futuro com carros 100% elétricos. “Embora esse futuro não aconteça imediatamente, a GM está... Leia mais
02 OUT
Ferrari F40, a Macchina do tempo

Ferrari F40, a Macchina do tempo

A F40 foi o último carro de rua feito com a aprovação de Enzo Ferrari (Christian Castanho/Quatro Rodas) Peça a qualquer apaixonado por carros que faça uma lista dos melhores esportivos já fabricados no mundo. Pode ter certeza: em algum momento surgirá a Ferrari F40. Se ele for um leitor antigo da QUATRO RODAS, a menção do nome virá acompanhada de duas coisas: um sorriso de satisfação e a lembrança do célebre teste publicado... Leia mais
02 OUT
Correio Técnico: Qual a utilidade do voltímetro?

Correio Técnico: Qual a utilidade do voltímetro?

Manômetro de óleo e voltímetro do Nissan 350Z (Bruno Guerreiro/Quatro Rodas) O voltímetro é figura fácil em nossas páginas da seção Grandes Brasileiros. Mas só lá. Em carros modernos, este mostrador praticamente desapareceu. No máximo, aparece em alguma tela dos computadores de bordo. Mas o que ele faz? Como o nome explica, mede a tensão (voltagem) que chega à bateria do veículo. No passado, a recarga da bateria do carro era... Leia mais
02 OUT
Pelo mesmo preço, você vai de Fox ou Novo Polo?

Pelo mesmo preço, você vai de Fox ou Novo Polo?

Versões remanescentes do Fox têm os mesmos preços do Polo 1.6 (Divulgação/Volkswagen) A Volkswagen diz que o Fox não vai morrer com a chegada do Polo, mas decidiu enxugar a gama de versões do hatch. De seis versões (contando o CrossFox), passou a ter apenas duas: a Connect, por R$ 54.590, e a Xtreme, por R$ 57.590. Isso, com o Polo 1.6 MSI tabelado em 54.990. Faz sentido? Significativamente maior, o Polo também é mais seguro que o... Leia mais