Novidades

22 MAI

Fiat desembolsa R$ 500 milhões para fazer motores Firefly Turbo no Brasil

Os motores 1.0 e 1.3 GSE Turbo do Jeep Renegade na Europa (Divulgação/Jeep)

Já estava em iminência, mas o grupo FCA enfim tornou oficial: os produtos de Fiat e Jeep produzidos na América do Sul ganharão motores 1.0 e 1.3 turbo. com injeção direta flex e quatro válvulas por cilindro, em 2020. A fabricante ainda planeja o lançamento de um motor 1.3 turbo a etanol.

A fabricante anunciou nesta quarta-feira (22) um investimento de R$ 500 milhões para nacionalizar a produção dos propulsores turbinados da família Firefly – chamados oficialmente de GSE Turbo – em uma nova planta de motores dentro do complexo da marca em Betim (MG). Até componentes internos, como as turbinas, serão fornecidos por parceiras locais.

Com o início destas operações, a Fiat terá o maior polo de produção de motores e transmissões da América Latina: a capacidade anual será de 1,3 milhão de unidades dos dois componentes.

Facelift da Toro deve seguir padrão visual dianteiro do conceito Fastback (Du Oliveira/Quatro Rodas)

Conforme QUATRO RODAS antecipou em março deste ano, a picape Fiat Toro será a responsável por inaugurar o uso dos Firefly turbo, junto a um facelift que será lançado no mercado em junho do ano que vem.

No caso da Toro e do SUV-cupê a ser derivado dela, além  do Jeep Compass e de sua futura configuração esticada com sete lugares, a unidade escolhida será a de 1,3 litro, com potência próxima a 180 cv e 27,5 mkgf com etanol.

Ele substituirá de uma vez os motores 1.8 E.torQ e 2.0 e 2 4 Tigershark naturalmente aspirados. Internamente este propulsor é chamado de GSE T4, em menção ao número de cilindros.

Já a especificação GSE T3, 1.0 de três cilindros com 120 cv, deve equipar o Jeep Renegade e também a gama de compactos da Fiat, em substituição ao 1.8 E.torQ: versões de topo de Argo e Cronos, além do vindouro SUV pequeno criado a partir da plataforma MP1.

Motor 1.3 turbo deve ser o primeiro a estrear no Brasil (Marlos Ney Vidal/Quatro Rodas)

Além do turbo (que terá wastegate eletrônica), os propulsores T3 e T4 ganharão um novo cabeçote, a fim de comportar as duas válvulas extras por cilindro em relação às derivações naturalmente aspiradas. Além disso, terão injeção direta, sistema MultiAir de duplo comando de válvulas variável, coletor de escape integrado ao cabeçote, intercooler água/ar integrado ao coletor de admissão ebomba de óleo variável.

Esses motores, tanto os turbo como os aspirados, serão exportados para a Europa. O plano é enviar 400 mil motores para o Velho Continente até 2022. Por lá, os dois motores GSE turbo já são usados pelo Jeep Renegade desde 2018. Contudo, são produzidos na fábrica de Bielsko-Biala, na Polônia.

A Fiat ainda adiantou o desenvolvimento do motor E4, um 1.3 turbo com injeção direta que está sendo concebido para usar apenas etanol. A patente dele foi desenvolvida no Brasil.

De acordo com a fabricante, existe uma diferença de eficiência energética de 30% entre um motor a álcool e um a gasolina. A ideia é usar esse motor para elevar a eficiência dos motores a etanol a um patamar ainda não visto – e que motores flex estão longe de entregar.

A FCA já separou R$ 16,5 bilhões para o Brasil entre 2018 e 2024, do qual faz parte o investimento nos novos motores. Parte deste montante também será usado na criação de 25 lançamentos, entre novos modelos, atualizações de veículos em linha e séries especiais.

Contudo, três deles serão modelos inéditos fabricados em Betim (MG). Destes, dois serão SUVs – segmento onde a Fiat ainda não atua no mercado brasileiro. 

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

21 ABR

Pena maior ao motorista embriagado, colecionador de caminhões e mais destaques da semana de carros e motos

Confira os destaques de 14 a 20 de abril em carros e motos: Pena maior para motorista bêbado Bafômetro acusa concentração de 0,81 mg de álcool por litro de ar expelido, após teste de motorista preso após manobra brusca perto de policiais rodoviários federais, em Abadiânia, no centro de Goiás, nesta sexta-feira (30) (Foto: Polícia Rodoviária Federal/Divulgação) Desde a última quinta-feira (19) a pena para motorista embriagado que causar... Leia mais
05 MAR

Clássicos: o popular VW Gol 1000

O Gol popular tinha piscas sempre na cor âmbar  (Christian Castanho/Quatro Rodas) O VW Gol era o carro mais querido do Brasil no final dos anos 80. A liderança absoluta do mercado a partir de 1987 coincidiu com a apresentação da versão esportiva GTS, seguida do desejado GTi, em 1988. Mesmo as versões comuns CL e GL eram muito apreciadas pela dirigibilidade agradável e pela fama de inquebrável. Mas uma nova ameaça surgiu em agosto de 1990: o Fiat... Leia mais
05 MAR

Longa Duração: nosso Renault Kwid demorou, mas chegou

Kwid Intense: estaremos juntos por 60.000 km (Christian Castanho/Quatro Rodas) Desde a chegada do Hyundai HB20, em 2012, o mercado não manifestava tanto interesse por um automóvel. Tanta euforia foi repetida no ano passado, agora pelo Renault Kwid. Falou-se por meses sobre o subcompacto de baixo custo que chegaria ao Brasil. E olha que alguns meses antes veio a notícia do fraco desempenho em testes de segurança com uma unidade produzida na Índia. Em... Leia mais
05 MAR

Teste: Honda City ganha mudanças, mas continua sem o ESP

Grade, faróis e para-choque redesenhados  (Léo Sposito/Quatro Rodas) Sabendo da renovação do segmento de sedãs médio-compactos, com a chegada de Fiat Cronos e VW Virtus, a Honda tratou de atualizar o City. A mexida no visual foi discreta. E seu ponto fraco continua inalterado: não foi desta vez que o City ganhou o controle de estabilidade (ESP) – e nem como opcional. Esse recurso está disponível nos novos rivais e até em modelos de segmentos... Leia mais
05 MAR

Gol e Voyage perdem versões após chegadas de Polo e Virtus

O Gol foi mais um modelo da Volkswagen que perdeu versões após os últimos lançamentos (Divulgação/Volkswagen) A Volkswagen segue reposicionando os seus modelos mais antigos após as chegadas dos lançamentos. Desta vez, a marca deixou de oferecer as versões mais caras do Gol e do Voyage. O motivo são os novos Polo e Virtus, que passaram a ter preços próximos aos veteranos. O hatch, após receber o primeiro aumento desde o lançamento, é oferecido... Leia mais
05 MAR

Preços do Renault Kwid sobem e passam dos R$ 30 mil

Versão de entrada do Kwid fez voto de pobreza, mas garante quatro airbags (Divulgação/Renault) Menos de quatro meses após o primeiro aumento, a Renault reajustou novamente os preços do Kwid. A diferença, agora, é que o preço da versão inicial Life também aumentou, ultrapassando pela primeira vez a barreira dos R$ 30 mil. O aumento médio dos preços foi de R$ 500, mas o maior reajuste foi justamente para a versão Life, que não teve adição de... Leia mais