Novidades

29 ABR

Impressões: andamos nos três elétricos que Caoa Chery quer fazer no Brasil

Quem disse que montadora chinesa não tem trio elétrico? (Rodrigo Ribeiro/Quatro Rodas)

A Caoa Chery não esconde seu interesse em vender no Brasil ao menos um carro elétrico. No momento três são avaliados pela empresa para produção nacional em regime de CKD: Arrizo EV, Tiggo2 EV e EQ1.

Os dois primeiros já foram apresentados no último Salão do Automóvel de São Paulo, e se tratam basicamente das versões elétricas dos nacionais Tiggo 2 e Arrizo 5 – que, aliás, irá ser atualizado este ano.

Modelo é fabricado em unidade dedicada na China (Rodrigo Ribeiro/Quatro Rodas)

O EQ1 é um subcompacto exclusivamente elétrico desenvolvido com foco urbano. Seu conceito é similar ao do Smart ForTwo, com o pequeno monobloco feito em alumínio e coberto por peças plásticas coloridas.

A empresa levou QUATRO RODAS e outros jornalistas brasileiros para uma pequena impressão do trio no campo de provas da fábrica da Chery em Wuhu, na China.

A carroceria do EQ1 é formada por peças plásticas montadas sobre um monobloco de alumínio (Divulgação/Chery)

A pista, com pouco mais de 1 km de extensão, não tinha espaço suficiente para uma avaliação adequada, mas permitiu avaliar a performance distinta dos modelos.

O mais curioso é o EQ1, ainda que ele não surpreenda. Isso porque seu porte compacto (são só 3,2 m de comprimento e 2,15 de entre-eixos) lembra muito o Smart ForTwo e um pouco menos o Fiat 500e.

As baterias de Ion-Lítio dão autonomia de 301 km (ciclo NEDC, menos rigoroso) e melhoram o centro de gravidade, já que, como na maioria dos elétricos, elas são espalhadas ao longo do assoalho.

O alumínio deixa o EQ1 mais leve, mas ele está longe de ser peso-pena. O modelo pesa cerca de 1 tonelada, superando compactos como Renault Kwid e Volkswagen Up!.

Interior tem materiais emborrachados e enorme tela central (Divulgação/Chery)

Normalmente, menos peso tem vínculo direto com bom desenho, mas a opção da Chery em colocar um motor de modestos 40 cv e 12,2 mkgf dá ao EQ1 um desempenho limítrofe ao adequado na cidade.

A aceleração até os 50 km/h até chama a atenção, mas após isso ele sofre para ganhar velocidade. Em uma medição improvisada (sem os equipamentos adequados) de 0 a 100 km/h o EQ1 demorou longos 14 segundos.

Sua dinâmica não é exatamente primorosa, com a carroceria passando pouca segurança em mudanças bruscas de direção.

As baterias no chão ajudam a mitigar esse problema, mas os pneus estreitos logo são sobrecarregados com a transferência de carga entre as rodas.

O visual do Tiggo 2 elétrico é idêntico ao da versão à combustão (Rodrigo Ribeiro/Quatro Rodas)

O espaço interno é bom para dois adultos atrás, mas ruim para os dois que forem atrás, sendo pouco pior que o do 500. O porta-malas traseiro é apenas para levar o lanche da tarde.

A marca não revelou seu volume, mas ele aparenta ser próximo dos 160 litros disponíveis no Caoa Chery QQ.

Produção local do Tiggo 2 facilitaria nacionalização da versão elétrica (Divulgação/Chery)

O Tiggo 2ev é melhor, com um desempenho adequado até mesmo para estradas.

No entanto, a suspensão macia elimina qualquer anseio esportivo, e a rolagem intensa da carroceria faz o ESC acionar até em trocas de faixa feitas de maneira mais intensa.

O acabamento e espaço interno pouco mudam em relação à versão a combustão, diferenciando-se basicamente pela enorme central multimídia, que controla até mesmo a força da frenagem regenerativa.

Só que mesmo no modo mais intenso os três elétricos não apresentam o comportamento para “dirigir só com o acelerador”, que é possível no BMW i3 e no novo Nissan Leaf.

Versão avaliada do Arrizo 5 ainda não era reestilizada (Rodrigo Ribeiro/Quatro Rodas)

O mais interessante dos três é também um dos mais cotados. O Arrizo 5 tem o melhor desempenho do trio, capaz de cantar pneu no modo Sport durante a arrancada.

O 0 a 100 km/h aferido informalmente foi de 9,4 segundos, índice mais do que aceitável para um carro que não custaria cerca de R$ 150.000.

Sedã seria o modelo ideal para ser vendido ou até produzido no Brasil (Rodrigo Ribeiro/Quatro Rodas)

A Caoa Chery, porém, não tem interesse em fazer dinheiro com qualquer um destes modelos.

Executivos presentes no test-drive afirmaram que o objetivo dos elétricos seria mostrar a capacidade da empresa, além de reforçar o interesse em energias alternativas que a companhia chinesa vem desenvolvendo.

A empresa não fala em datas e valores, mas é certo que, mesmo que qualquer um dos três seja definido rapidamente, o primeiro Caoa Chery elétrico não será vendido no Brasil antes de 2020.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

09 JAN
SUV derivado do Renault Kwid será mostrado este ano

SUV derivado do Renault Kwid será mostrado este ano

Modelo é conhecido como como “Renault HBC” (Indian Autos Blog/Internet) A Renault chama o Kwid de “SUV dos compactos”, mas em breve a fabricante francesa também terá o compacto dos SUVs. De acordo com o Indian Autos Blog, a Renault apresentará no Salão de Nova Déli, no mês que vem, um conceito que antecipará o SUV baseado na plataforma do Kwid, a CMF-A. Terá pouco menos de 4 metros de comprimento (o Kwid tem 3,68 m). Na... Leia mais
08 JAN
Teste: Audi Q3 Ambition é rápido como um Golf GTI

Teste: Audi Q3 Ambition é rápido como um Golf GTI

Versão tem para-choques e saias mais robustos (Leo Sposito/Quatro Rodas) Apesar dos bons números de vendas, SUVs dificilmente estão entre os favoritos de quem é apaixonado por carro. Se este é seu caso, abra seu coração: o Audi Q3 Ambition, com motor 2.0 TFSI de 220 cv, tem temperamento totalmente diferente do dos Q3 com motor 1.4 TFSI flex de 150 cv ou o 2.0 de 180 cv. Motor de 220 cv e câmbio de sete marchas são os... Leia mais
08 JAN
Em que condições a suspensão multilink se mostra melhor?

Em que condições a suspensão multilink se mostra melhor?

A suspensão traseira independente permite um maior curso, algo útil no fora-de-estrada (Christian Castanho/Quatro Rodas) Meus amigos não sentem grande diferença no dia a dia ao usar uma suspensão multilink. Em que condições ela se mostra melhor na prática? – Mariano Conceição, Teresina (PI) Ela se mostra superior em condução esportiva, mas só motoristas muito experientes podem notar a diferença em relação ao sistema por... Leia mais
08 JAN
Longa Duração: Compass é sucesso na primeira parada na rede

Longa Duração: Compass é sucesso na primeira parada na rede

Compass no Morro da Capelinha, em Planaltina (DF) (Péricles Malheiros/Quatro Rodas) Com revisões previstas a cada 20.000 km e recomendação de alinhamento de direção, balanceamento e rodízio de rodas a cada 10.000 km, o Compass fez sua primeira passagem pela rede Jeep. A concessionária escolhida foi a Sinal Alphaville, de Barueri (SP). Ao deixarmos o SUV para o balanceamento, pedimos uma solução para dois pontos negativos indicados... Leia mais
08 JAN
Chevrolet aumenta – de novo – preços de Onix, Prisma e Cruze

Chevrolet aumenta – de novo – preços de Onix, Prisma e Cruze

O carro mais vendido do Brasil fica mais caro para 2018 (Christian Castanho/Quatro Rodas) A Chevrolet aumentou mais uma vez os preços de alguns modelos da linha 2018. Os aumentos afetam Onix, Prisma, Cruze e Cruze Sport6. Os mesmos modelos já tinham recebido um aumento dos preços no começo de dezembro. Desta vez eles estão entre R$ 800 e R$ 2.200 mais caros. Aumentos no Onix vão de R$ 800 até R$ 1.300 (Christian... Leia mais
08 JAN
Vídeo: BMW reabastecerá M5 durante derrapagem para bater recorde

Vídeo: BMW reabastecerá M5 durante derrapagem para bater recorde

A BMW precisou desenvolver um novo sistema de alimentação de gasolina (Reprodução/BMW) Recordes envolvendo drifts não são novidade, especialmente na categoria de maior duração. Neste quesito, porém, há um entrave: o veículo que for derrapar não pode parar em momento algum, nem mesmo para abastecer. Em vez de aumentar o tanque, a BMW copiou uma técnica de abastecimento dos aviões militares para quebrar um recorde de... Leia mais