Novidades

05 ABR

Carro manual é mais seguro que carro autônomo, defende psiquiatra

Câmbios manuais estimulam o trabalho do cérebro (Renault/Divulgação)

Câmeras de ré, sensores, centrais multimídias mais sofisticadas, pilotos automáticos, frenagem automática etc.

Estes são alguns dos avanços que, ao longo dos anos, vêm sendo considerados sinônimos de conforto e segurança. Porém, alguns especialistas já começam a contestar a eficácia dessas tecnologias em prol de um trânsito mais seguro.

Em um artigo postado no jornal americano The New York Times, o psiquiatra e escritor Vatsal Thakkar defendeu que a garantia de segurança não caminha junto à comodidade que os carros mais novos providenciam. 

No texto, Thakkar usa sua própria experiência com para mostrar como as tecnologias podem, ao invés de aumentar a segurança, reduzir a atenção dos motoristas ao volante e, assim, potencializar acidentes.

“Estava manobrando o carro de minha esposa e reparei que não olhava para a câmera de ré nem para os retrovisores: eu apenas prestava atenção aos sensores sonoros de proximidade. Eu me tornei tão dependente dessa tecnologia que parei de prestar atenção, um problema com conseqüências potencialmente perigosas”, argumenta.

Ainda no texto, Thakkar traz alguns dados que demonstram como o excesso de confiança nas assistências eletrônicas vem causando o efeito contrário do desejado: a ocorrência acidentes, e com consequências graves, causados pelo aumento da falta de atenção dos condutores.

“Estudo feito pela Administração Nacional de Segurança no Trânsito Rodoviário [dos EUA] mostra que um em cada cinco motoristas [americanos] é como eu: tornaram-se tão dependentes das ajudas de segurança que sofreram uma colisão ou acidente enquanto dirigiam veículos que não tinham as mesmas assistências”, afirma. 

Para psiquiatra, carro autônomo deixa motorista menos atento e potencializa acidentes (Divulgação/Internet)

Nem os carros 100% autônomos escapam da crítica. O psiquiatra lembrou do famoso atropelamento fatal provocado pelo Volvo XC90 autônomo da Uber, há pouco mais de um ano. Isto porque a motorista assistia a um seriado no celular no momento da falha dos sensores, e assim não esboçou nenhuma ação para evitar o acidente.

“Numa condução normal, nosso cérebro fica em estado quase constante de vigilância. Mas se deixarmos alguém ou algo dirigir em nosso lugar, nossa vigilância cai vertiginosamente”, argumenta Thakkar, que também aponta para a redução de atividade do nosso cérebro de acordo com a circunstância.

“Embora um supercomputador sempre ultrapasse o cérebro humano em termos de velocidade pura, nosso cérebro consegue ser complexo em sua capacidade de repriorizar as entradas de dados de múltiplas fontes. Se uma entrada se torna menos relevante, nossos sistemas cognitivos mudam sua atenção para outra mais relevante”, explica.

Assim, segundo Thakkar, a solução para melhorar a atenção dos motoristas e a segurança no trânsito é simples: ao invés de carros autônomos, veículos que exijam maior interação do motorista, incluindo a volta do câmbio manual – artigo cada vez mais raro em modelos nos Estados Unidos e que já começa a ser engolido pelos sistemas automáticos no Brasil.

O psiquiatra defende que, na caixa manual, a alavanca de câmbio e pedal de embreagem estimulam o uso de todos os quatro membros, dificultando o uso do celular ou a alimentação durante a condução.

“Quando comprei o meu primeira BMW de cinco marchas, meu pai me alertou sobre segurança, achando que dirigir este tipo de câmbio seria mais perturbador e menos seguro. Ele estava errado”, comenta.

Como exemplo, o psiquiatra aponta um estudo feito com adolescentes que sofrem de déficit de atenção e hiperatividade ao volante.

O resultado foi muito mais satisfatório no uso de carros manuais, resultando em uma condução mais segura e mais atenta do que as automáticas. “Isso sugere que a cura para nossos desvios de atenção podem ser menos tecnológica, não mais”, finaliza. 

Para ler o artigo na íntegra (em inglês), clique aqui.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

26 ABR

Carro com chá, supertela, visitante no chão... as curiosidades e novidades do Salão de Pequim 2018

De carro com chá a um "exército" de elétricos: o Salão de Pequim 2018 indica para onde o maior mercado de veículos do mundo está se dirigindo. Todas as grandes montadoras estão lá, disputando atenção com uma infinidade de marcas desconhecidas no resto do mundo. Desejado por toda a indústria, o consumidor chinês continua comprando muitos carros. No ano passado, foram 29 milhões -- nos EUA, foram 17,5 milhões; no Brasil, pouco mais de 2 milhões. Mas o que é preciso para... Leia mais
25 ABR

BMW revela conceito de seu primeiro SUV elétrico

O design do iX3 manteve boa parte das linhas do SUV do qual deriva (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)Por enquanto o único veículo totalmente elétrico produzido em série  pela BMW é o i3.Mas esse cenário pode mudar nos próximos anos, com a chegada do primeiro SUV eletrificado da BMW.O modelo foi antecipado pelo conceito iX3, revelado nesta semana no Salão de Pequim.Como o nome indica, o protótipo é baseado no X3, SUV intermediário da marca cuja terceira geração passou a ser... Leia mais
25 ABR

Chevrolet do Brasil aposta em veículos desenvolvidos na China para cortar custos

A General Motors, dona da Chevrolet, está planejando ter lucratividade de longo prazo na América do Sul, baseada em um programa de cortes de custos realizado durante a recessão brasileira e em veículos de baixo custo desenvolvidos para consumidores na China, que devem chegar às concessionárias em 2019. "Estamos renovando nossa família de veículos (na América do Sul), ampliando participação de mercado e controlando custos, tudo em preparação para uma família de veículos",... Leia mais
25 ABR

Teste: Audi TT RS, 0 a 100 em 3,8s e pintura verde de R$ 30.000

A pintura Lime Green é vendida por encomenda e custa R$ 30.000 a mais (Christian Castanho/Quatro Rodas)O Audi TT RS é um esportivo que passa por superesportivo. E avaliar um superesportivo é um trabalho muito mais do que lógico. É sensorial.Sabe quando você prova um doce tão fantástico que lhe faltam palavras para descrever o que sente? Bem, quando testamos carros que beiram a excelência técnica, a sensação é similar – com a diferença de que nós precisamos descrever nossas... Leia mais
25 ABR

Mercedes 'apela' e mostra carro conceito com jogo de chá; brasileiro ajudou na criação

É comum ver marcas chinesas "apelando" para esquisitices em salões de automóveis pelo mundo. Em 2015, a Gac Motors colocou um aquário no interior de um carro. Três anos depois, quem fez uma cabine "exótica" foi a gigante alemã Mercedes-Benz. A marca apresentou um SUV-sedã da divisão de ultraluxo Maybach, o Ultimate Luxury. Todo o veículo foi criado para atrair o gosto dos chineses, no Salão de Pequim. E isso inclui uma jogo para chá, com chaleira e xícaras, entre as poltronas... Leia mais
25 ABR

Chinesa Chery terá cinco novos carros no Brasil até 2020

Sedã Arrizo 5 tem porte de Virtus e City (Divulgação/Chery)O Chery Tiggo 2 acabou de chegar às lojas, mas a marca já definiu seus próximos passos no Brasil.Durante o Salão de Pequim, a empresa confirmou cinco lançamentos para o Brasil até 2020.Três deles serão montados no Brasil até o final deste ano.Serão dois SUVs, Tiggo 4 e Tiggo 7, além do sedã Arrizo 5, que tem o porte de um Volkswagen Virtus.Enquanto o três-volumes será montado em uma nova linha a ser instalada na... Leia mais