Novidades

28 SET
Hyundai HB20 2016: primeiras impressões

Hyundai HB20 2016: primeiras impressões

O videoclipe da música Gangnam Style, do rapper Psy e o Hyundai HB20 carregam em suas histórias algumas semelhanças. A primeira, e mais óbvia, é que ambos possuem origem sul-coreana. Os dois também foram lançados em 2012 – o clipe em julho, e o carro, em setembro.

A mais improvável, porém, é o sucesso que fizeram. O vídeo da canção é o mais visto da história do YouTube, com 2,5 bilhões de visualizações. O HB20, tem números bem mais modestos, mas não menos importantes para a montadora. Mesmo assim, em agosto ele alcançou a marca de 500 mil unidades produzidas na fábrica de Piracicaba (SP).

Para manter o fôlego, a Hyundai promoveu a primeira reestilização em seu “best-seller”. Inicialmente, a mudança chega na carroceria hatch, que estará à venda a partir de 10 de outubro. Até lá, as unidades em estoque devem ser vendidas com descontos generosos.

Continuam em linha oito versões, sendo três com motor 1.0 e cinco com motor 1.6. Todas trazem a nova grade hexagonal com detalhes cromados e para-choques redesenhados, além de novos itens de série. Veja o preço de todas:

Comfort - R$ 38.995  (antigo custa R$ 37.995)
Comfort Plus 1.0 - R$ 42.595  (antigo custa R$ 39.995)
Comfort Style 1.0 - R$ 46.345 (antigo custa R$ 42.735)
Comfort Plus 1.6 manual - R$ 48.745  (antigo custa R$ 45.235)
Comfort Plus 1.6 automático - R$ 52.745 (antigo custa R$ 48.595)
Comfort Style 1.6 manual - R$ 51.845 (antigo custa R$ 48.105)
Comfort Style 1.6 automático - R$ 55.845 (antigo custa R$ 51.465)
Premium 1.6 automático - R$ 59.445 (antigo custa R$ 53.355)
Premium 1.6 com couro - R$ 61.035 (antigo custa R$ 54.945)
Premium 1.6 com couro e multimídia - R$ 63.535 (antigo custa R$ 57.775)

Mudou muito?
A resposta é não. E as novidades também dependem do bolso. Além da nova grade, outros itens que a marca fez alarde no lançamento (e fará nas propagandas), como os faróis com luzes diurnas de LED, as lanternas com nova disposição das luzes, airbags laterais e ar-condicionado digital não estão disponíveis em todos os catálogos.

Se o comprador quiser as novas luzes traseiras, terá que escolher, pelo menos a versão Comfort Style, que parte de R$ 46.345 com motor 1.0. Para ter o ar-condicionado digital, faróis com Led e airbags laterais, apenas na configuração topo de linha, Premium, que não sai por menos de R$ 59.445.

Também há dois opcionais, bancos de couro marrom e central multimídia com espelhamento de smartphone. O primeiro pode ser comprado sozinho, por R$ 1.590. Já a central, só pode ser vendida com os bancos de couro. O pacote, neste caso, custa R$ 4.090.   

Ou seja, um cliente que espera novidades, mas não quer (ou não pode) pagar por uma versão mais completa, não terá todas as novidades externas do modelo, e deve se contentar “apenas” com grade e para-choques novos. 

Mesmo com a confusa estratégia de restringir algumas novidades, a Hyundai colocou mais itens de série em todas as versões. Além dos equipamentos descritos acima para a Premium, a Comfort ganhou vidros e travas elétricas, a Comfort Plus, retrovisores elétricos e a Comfort Style, vidros elétricos traseiros e faróis de neblina.

Mecânica aprimorada
O HB20 não sofreu apenas um “tapa” no visual. Para ficar mais econômico, o hatch também ganhou transmissões mais modernas. A caixa manual de cinco marchas ganhou uma velocidade a mais, enquanto o câmbio automático de quatro marchas foi trocado por um de seis velocidades.

Além da troca de transmissões, componentes internos do motor também foram modificados, e ajudaram o HB20 a melhorar o consumo de combustível. De acordo com a Hyundai, as versões 1.0 ficaram até 6% mais econômicas, enquanto as 1.6 melhoraram em até 6,5% no consumo.

O propulsor maior, que desenvolve 128 cavalos também ganhou sistema de partida a frio, que dispensa a necessidade do anacrônico tanquinho. Para o bloco de 1 litro, a potência foi mantida em 80 cv, assim como o tanque adicional.

Uma outra novidade, difícil de ser notada, são nas dimensões. O modelo ganhou 2 cm, chegando a 3,92 m. A diferença está no para-choque traseiro alongado. De acordo com a Hyundai, a medida é para evitar que a tampa do porta-malas seja danificada em colisões em baixas velocidades.

Ao volante
O G1 avaliou as versões 1.6 manual e automática do HB20 em um trecho rodoviário de aproximadamente 60 km no interior de São Paulo, com curvas acentuadas, subidas, descidas e algumas retas.

Com a troca nas transmissões, o motor 1.6 que sempre apresentou bom desempenho, agora trabalha ainda mais “tranquilo”. Durante o teste, com o veículo rodando a 110 km/h, em sexta marcha, o conta-giros do modelo manual indicava baixas 2.500 rotações por minuto.

Por outro lado, como tem função de “overdrive”, para melhorar no consumo, quase sempre é preciso reduzir para quinta, ou até quarta marcha, para realizar uma ultrapassagem. Mas isso não é problema, já que o motor responde prontamente.

Este câmbio, por sinal, segue com engates muito precisos e macios, chegando a lembrar as transmissões manuais da Volkswagen, referência no segmento em precisão.

Já a transmissão automática merece destaque pela suavidade. As trocas são rápidas e suaves, e não “matam” o desempenho do veículo. Vale lembrar que esta é a mesma caixa que a Kia utiliza em alguns modelos, como o Soul. Mas, ao contrário do Kia Soul, ela não fica ofuscada com o peso excessivo do veículo.

Suspensão e direção ‘molengas’
Se as novas transmissões caíram bem no HB20, a manutenção de outros acertos dinâmicos faz com que o hatch continue “molenga”. A direção hidráulica é muito leve em velocidades mais baixas, porém não ganha progressividade quando o veículo está mais rápido, como fazem as similares elétricas.

Já a suspensão faz com que a traseira do carro “pule” em irregularidades. Já em curvas, dá a impressão de que a traseira quer ir mais rápido do que a frente. Um acerto mais rígido acertaria a situação, além de reforçar uma esportividade sugerida pelo visual e pela cavalaria do motor.

No interior, o acabamento se iguala aos rivais em qualidade, mas se destaca pelo cuidado na montagem das peças. Não há sinais de rebarbas. O visual não sofreu mudanças, e continua moderno, com um console central esguio.

É caro?
Com a linha 2016, a Hyundai quer passar uma ideia de sofisticação ao HB20. “Queremos que nosso cliente olhe para a parte superior do segmento”, afirmou Cassio Pagliarini, diretor de marketing da marca.

E se o cliente seguir o conselho do executivo da marca, deixará de lado opções como Onix LTZ automático (R$ 54.240), Gol Highline I-Motion (R$ 55.360) e Palio Essence Dualogic (R$ 53.365), e irá buscar modelos no segmento premium, condizentes com o pacote do Hyundai.

Lá, ele encontrará, rivais como o New Fiesta ou o 208, semelhantes em equipamentos e preços, sempre com câmbio automático. O Ford, tem como maior trunfo, na versão Titanium, de R$ 65.290, contar com controles de tração, estabilidade, 7 airbags, acesso e partida sem chave, sensor de chuva e piloto automático.

Já o Peugeot, no catálogo Griffe (R$ 62.990), sai de fábrica com teto solar panorâmico, sensores de luz, chuva e estacionamento dianteiro e traseiro, piloto automático, ar-condicionado digital de duas zonas e seis airbags.

Porém, antes da reestilização, a maior parte das vendas do HB20 era com motorização 1.0. Segundo a própria Hyundai, o número, que tente a ficar mais próximo, era de 63%, contra apenas 37% de unidades com o motor maior.

Briga na entrada
Neste cenário, onde a etiqueta de preço conta muito, a briga é bem mais ampla. Entre os R$ 38.995 do HB Comfort e os R$ 46.345 do Comfort Style, há diversas opções, para todos os gostos.

Se a ideia é gastar menos de R$ 40 mil, Ford Ka 1.0 SE e Palio Attractive 1.0, ambos de R$ 39.990, são bons candidatos. Porém, se o nível de exigência aumentar, há o Onix LT 1.4, de R$ 43.100 ou o Nissan March SV 1.6, de R$ 45.490.

Agora, se a ideia é algo prazeroso de dirigir, aperte seus ocupantes e vá de Up TSI. A versão mais barata, Move, já vem bem equipada e sai por R$ 43.990. Os 105 cv e a economia de combustível do motor turbo não irão desapontar.

Conclusão
A Hyundai deixou o HB20 mais refinado – apenas na versão topo de linha. Neste caso, ele tem totais condições de disputar clientes com modelos premium, tanto em equipamentos, como em visual e sobretudo no conjunto mecânico, pra lá de competente.

Porém, um cliente que não pode pagar os mais de R$ 60 mil pela versão mais completa, não terá todas as mudanças, o que pode não ser bem recebido pelos clientes. Além disso, na faixa de preço entre R$ 40 e R$ 45 mil, as que devem representar a maior parte das vendas do modelo, ele não é o mais competitivo do mercado.

No geral, as mudanças foram bem-vindas, e devem fazer com que o modelo continue vendendo bem – qualidades para isso ele tem. A Hyundai poderia, entretanto, “democratizar” o restante das novidades estéticas para as versões de entrada.

Fonte: G1

Mais Novidades

02 FEV
Volkswagen suspende produção pelo terceiro dia em Taubaté, SP

Volkswagen suspende produção pelo terceiro dia em Taubaté, SP

Cerca de 2,2 mil trabalhadores da Volkswagen em Taubaté (SP) foram dispensados do trabalho nesta terça-feira (2). Essa é a terceira vez em menos de uma semana que a montadora suspende o expediente na unidade. A informação da multinacional é de que a paralisação –chamada de ‘day-off’- acontece por falta de peças e afeta os trabalhadores do primeiro turno.A suspensão do expediente na linha de produção teve início na última sexta-feira (29), quando os funcionários do... Leia mais
02 FEV
Carro chamado Zica vai mudar de nome, diz fabricante

Carro chamado Zica vai mudar de nome, diz fabricante

A montadora indiana Tata Motors anunciou nesta terça-feira (2) que vai mudar o nome de seu novo modelo Zica, muito parecido com o vírus zika, declarado pela OMS uma emergência de saúde pública mundial. Dona da Jaguar Land Rover e fabricante do carro mais barato do mundo, o Nano, a Tata promoveu nas últimas semanas o pequeno carro Zica, com uma campanha de publicidade que tem como protagonista o craque argentino Lionel Messi.  ZIKAVírus tornou-se preocupação mundialentenda o... Leia mais
01 FEV
Porsche não investirá em carros que dirigem sozinhos, diz CEO

Porsche não investirá em carros que dirigem sozinhos, diz CEO

A Porsche não tem planos de entrar na "onda" dos carros que dirigem sozinhos, como outras fabricantes de luxo como Audi, Mercedes-Benz e BMW, afirmou seu presidente Oliver Blume ao jornal alemão Westfalen-Blatt, segundo informou a Reuters.  VEÍCULO AUTÔNOMOVeja os que dispensam motoristadesafios e vantagenscarro do googlecarro da volvocarro da nissancarro da audicarro da toyotacaminhão da mercedesmoto da yamaha "Uma pessoa quer dirigir um Porsche por ela mesma", disse Blume. "O lugar... Leia mais
29 JAN

AutoEsporte traz ideias inovadoras da Campus Party para carros

O AutoEsporte deste domingo (31) mostra algumas das inovações do mercado automobilístico apresentadas na Campus Party. Uma das novidades do evento de tecnologia em São Paulo é um aplicativo que envia notificação quando o carro foi furtado e ainda fotografa o condutor desconhecido. No Salão Moto Brasil, Millena Machado e os pilotos Leandro Mello e Tarso Marques conferem os lançamentos do setor e as motos customizadas. Ainda sobre duas rodas, o programa apresenta testes de qualidade... Leia mais
27 JAN
Europa quer multar fabricante a cada carro que falhar em teste de emissão

Europa quer multar fabricante a cada carro que falhar em teste de emissão

A Comissão Europeia (CE) propôs nesta quarta-feira (27) impor multas de até 30 mil euros (R$ 135 mil) por veículo às montadoras que descumprirem a legislação europeia de homologação de veículos, em uma nova regulamentação apresentada hoje sobre a autorização e a vigilância de automóveis no mercado. "Para recuperar a confiança dos consumidores nesta indústria precisamos reforçar as regras e garantir que sejam respeitadas. É essencial para a igualdade de condições e para... Leia mais
26 JAN
Volkswagen Jetta com motor 1.4 TSI começa a ser produzido no Brasil

Volkswagen Jetta com motor 1.4 TSI começa a ser produzido no Brasil

A Volkswagen anunciou nesta terça-feira (26) a produção do Jetta Comfortline com motor 1.4 TSI no Brasil. O sedã é produzido desde julho de 2015 em São Bernardo do Campo (SP), mas até então era equipado com motor 2.0 flex, de 120 cv. Na linha 2016, o Jetta aposenta finalmente o antiquado propulsor aspirado e se moderniza com motores turbo, desde a versão básica Trendline 1.4 até a topo de linha Highline (2.0 TSI) - todas vindas de Puebla, no México.  CARROS 2016Veja 70 modelos... Leia mais