Novidades

25 MAR

Vai um hot rod de mais de R$ 100 mil? Oficina em SP é especialista neles

Fã de Boyd Coddington, o brasileiro Donizete Costalonga já construiu mais de 50 hot rods (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas)

Todo adolescente tem o seu grande herói. Na maioria das vezes, um personagem de história em quadrinhos ou de um filme que toma conta do nosso imaginário.

Mas para Donizete Costalonga, construtor de hot rods, hoje com 48 anos, o herói de infância foi Boyd Cod-dington, considerado por muitos como o rei desse tipo de automóvel.

Costalonga só não imaginava que, anos depois, seu ídolo continuaria sendo sua fonte de inspiração. Desenhado, executado e lançado por Donizete, um roadster amarelo, batizado Coadster, foi feito em homenagem ao americano, falecido em 2008.

Motores V8 são quase que obrigatórios nos hot rods projetados por Costalonga (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas)

“Desde criança, lia tudo o que encontrava sobre as criações de Boyd Coddington. Foi com ele que aprendi a gostar de hot rods”, relembra.

A primeira oficina de Donizete, a Costalonga Hot Rods, surgiu quando ele tinha 16 anos, logo após sofrer um acidente de moto que lhe custou a perda da perna direita.

Referindo-se à Body Coddington, Donizete diz: “Foi com ele que aprendi a gostar de hot rods” (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas)

Apesar de algum conhecimento sobre o assunto, nos primeiros anos da oficina, Donizete precisou de uma boa dose de intuição. E sorte também.

“Para terminar meu primeiro projeto, que teve como base a carroceria de um Ford da década de 30, precisava amarrar o carro nos postes de luz para que os catadores de ferro-velho não a levassem embora”, diz, recordando o tempo em que, por falta de espaço, guardava suas criações na rua.

Hoje, a oficina, que fica em Santo André (SP), conta com muito mais espaço para atender à demanda. Mais de 50 carros já foram feitos na Costalonga Hot Rods e enviados para todo o Brasil.

“Nenhum projeto é igual ao outro. Todos têm características, processos e personalidade próprios, mesmo sendo do mesmo ano ou marca”, diz Donizete.

As criações de Donizete seguem uma decoração padrão ferrugem (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas)

Costalonga conta que seus projetos têm participação direta dos donos e que o valor final depende do gosto – e do bolso – de cada um, mas partem de R$ 100.000. “O hot rod mais valioso que já fiz foi também o mais complexo, um Corvette 1958, batizado como Black Bird”, diz.

Além de desafiador, o projeto Black Bird deu notoriedade ao construtor entre os amantes da cultura hot rod.

“Em 2005, ele ganhou um troféu por ter se destacado no Encontro de Carros Antigos de Águas de Lindoia, interior de São Paulo”, diz Donizete, todo orgulhoso pelo reconhecimento oficial de sua criação.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

20 FEV

Lamborghini Urus nem chegou, mas já está R$ 400 mil mais barato

Design do Urus segue as tendências de estilo dos superesportivos da marca (Lamborghini/Divulgação) A Lamborghini diz que o Urus foi concebido para mercados como Oriente Médio, Rússia e China, mas o SUV esportivo já está vive disputa de preços no Brasil. Acontece que a importadora independente Direct Imports, de São Paulo, confirmou ter recebido a primeira encomenda do Lamborghini Urus. Ele só desembarca por aqui no último trimestre do ano, mas... Leia mais
20 FEV
BMW pode pagar R$ 600 milhões de indenização à família de cliente

BMW pode pagar R$ 600 milhões de indenização à família de cliente

Cantor João Paulo morreu em acidente com uma BMW 328 i (Edilberto Acácio da Silva/Divulgação) A BMW pode ter que pagar uma das maiores indenizações do setor automotivo em 2018 – rolo ainda maior é o caso das Amarok envolvidas no Dieselgate. Esse valor pode ficar entre R$ 250 milhões e R$ 600 milhões. O processo foi movido pela viúva do cantor João Paulo (que fazia dupla com o sertanejo Daniel), vítima fatal de um acidente em setembro de 1997... Leia mais
20 FEV

Novos equipamentos de segurança serão obrigatórios no Brasil

Ilustração numera ponto a ponto onde cada item atua no veículo  (Otávio Silveira/Quatro Rodas) Normas do Contran exigem itens básicos como para-choques, faróis, luzes de freio e seta, limpador e lavador de para-brisas e buzina em todos os veículos vendidos no Brasil. Para-sol, velocímetro, cintos de segurança e refletores traseiros também estão na lista. Pode parecer exagero em alguns casos, mas no Brasil funciona assim. Retrovisor do lado... Leia mais
20 FEV

Teste de produto: restaurador de pintura que substitui clay bar

A pintura antes (riscada) e depois (lisa) do Speed Clay, com a vantagem de ter dado menos trabalho do que um clay bar tradicional  (Paulo Bau/Quatro Rodas) Se você passar a mão na carroceria e sentir que está meio áspera, saiba que é um trabalho para as clay bars (barras de argila). Esse tipo de produto está  cada vez mais popular. É só pesquisar para ver a variedade deles em lojas e sites especializados em produtos automotivos. Mas uma versão tem... Leia mais
20 FEV
Impressões: andamos no Dacia Duster, que chega ao Brasil em 2019

Impressões: andamos no Dacia Duster, que chega ao Brasil em 2019

Ele até lembra o Duster atual, mas todos os painéis de carroceria são novos (Dacia/Divulgação) Não há muitos carros que são imediatamente reconhecidos pela sua silhueta, não importa a que distância estejam. Na linha Renault, o antigo Twingo era um deles. Hoje, é o SUV compacto Duster que tem esse mesmo status, devido às formas quadradas e para-choques pronunciados, que o destacam da concorrência, que não para de crescer. Como a plataforma não... Leia mais
20 FEV

Os motores conseguem identificar gasolina de baixa qualidade?

Esquema mostra os componentes de um sistema com duas sondas lambda (Divulgação/Quatro Rodas) Por que ao colocar gasolina de maior octanagem num motor flex o sensor do ponto de ignição não reconhece essa diferença de octanagem, como faz com o álcool? – Osvaldo Carneiro Filho, Rio de Janeiro (RJ) Primeiro é preciso entender que as injeções eletrônicas modernas possuem diversos sensores, mas não há nenhum que meça o ponto de ignição e a... Leia mais