Novidades

18 FEV

Teste: Lexus NX 300h usa visual estiloso e motor híbrido para não defasar

Na versão F Sport, a grade é do tipo colmeia (Christian Castanho/Quatro Rodas)

O NX 300h não é a mais nova expressão da Lexus.

Nota-se que esse SUV – que chegou ao Brasil em 2015, um ano depois de lançado no exterior, e passou por uma reestilização leve em 2017 – carrega elementos de estilo e equipamentos abandonados nos lançamentos mais recentes da marca, como o SUV UX.

O mais evidente é o painel com o console vertical. Mas essa defasagem é facilmente abstraída diante dos atributos do carro. No design externo, a grade dianteira impõe respeito. E, por dentro, a qualidade do acabamento é admirável.

A tração varia sozinha de 4×2 para 4×4 (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Os materiais não são necessariamente nobres, os bancos têm revestimento apenas parcial de couro e as partes que parecem metálicas são de plástico. Mas todas as peças são bem confeccionadas.

Dirigir o NX 300h é uma experiência prazerosa até no trânsito de uma sexta-feira às 18 horas na cidade de São Paulo, como foi nosso caso antes de ir para a pista.

A posição de dirigir é confortável e o silêncio a bordo dá a sensação de que o caos das ruas ficou lá fora.

Central multimídia possui uma tela de 10,3 polegadas (Christian Castanho/Quatro Rodas)

A suspensão é macia, como se espera de um modelo de luxo, mas firme, como se exige de um SUV.

Já a direção pode desagradar aos adeptos da lei do menor esforço. O volante exige firmeza adequada a um SUV, mas exagerado para um modelo de luxo.

Mais difícil de defender é o dispositivo que afasta o banco para o motorista entrar e sair do carro com mais facilidade.

O problema é que o sistema distancia o banco do volante quando o motorista desliga o motor e só volta a aproximá-los depois que ele liga o motor.

Ou seja: para dar a partida o motorista precisa se esticar todo para alcançar o contato (por meio de botão no painel).

Painel indica reserva de energia para o motor híbrido (Christian Castanho/Quatro Rodas)

O motor é a principal novidade, uma vez que o NX 300 tornou-se híbrido na linha 2019.

Antes seu motor era um 2.0 turbo. Agora são dois motores: um 2.5 16V a combustão, com 155 cv de potência e 21,4 mkgf de torque e um elétrico com respectivamente 143 cv e 27,5 mkgf.

A entrada deles em ação fica por conta da eletrônica que escolhe a melhor estratégia de acordo com a condição de uso e a disponibilidade de energia.

Na transmissão, outra novidade: o câmbio CVT no lugar do automático. E a tração All-Wheel Drive é outro sistema controlado eletronicamente. A distribuição do torque varia automaticamente de 4×2 (dianteira) a 4×4.

Garantia de conforto: em tons claros, os bancos são de couro (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Na pista de testes, o NX apresentou desempenho mediano. Ele acelerou de 0 a 100 km/h em 9,7 segundos. Mas fez isso com consumo frugal de 13,8 km/l na cidade e 11,2 km/l na estrada.

É isso mesmo: graças à entrada mais frequente do motor elétrico, o NX conseguiu maior economia no ciclo urbano do que no ciclo rodoviário.

Esta nova versão ganhou o motor híbrido (Christian Castanho/Quatro Rodas)

O SUV é oferecido em três versões: Dynamic, Luxury e F Sport. A unidade que aparece nas fotos é a mais completa e esportiva, F Sport.

As rodas são aro 18 (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Entre os recursos exclusivos dessa configuração, conta-se suspensão adaptativa, head-up display e carregador de celular por indução (sem fio).

Visualmente, a F Sport se distingue pela grade tipo colmeia e o design das rodas. Além desses itens, há ainda os que também estão disponíveis na versão intermediária, Luxury.

Há saídas de ar na traseira (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Entre eles estão indicadores de direção com leds e central multimídia (10,3”).

E há os itens básicos para toda a linha como o seletor de modos de condução com as opções EV (que permite ao carro rodar somente com o motor elétrico, com restrições), Normal, Eco e Sport.

Porta-malas leva 475 litros de bagagem (Christian Castanho/Quatro Rodas)

E ainda existem particularidades como a da central multimídia que tem tela menor (8”) na versão Dynamic e o teto solar que, na Luxury, é pequeno e tem abertura elétrica, enquanto na F Sport é panorâmico e fixo.

Os preços do NX 300h são os seguintes: R$ 219.990, na versão Dynamic; R$ 229.990, na versão Luxury, e R$ 249.990, na F Sport mostrada aqui.      

Apesar de defasado em relação aos lançamentos recentes da marca, o NX ainda é uma opção atraente.

Aceleração

0 a 100 km/h: 9,7 s

0 a 1.000 m: 31,2 s – 167,4 km/h

Velocidade máxima

180 km/h (dado de fábrica)

RETOMADA

D 40 a 80 km/h: 4,8 s

D 60 a 100 km/h: 5,5 s

D 80 a 120 km/h: 6,9 s

Frenagens

60/80/120 km/h – 0 m: 14,4/25,9/61,9 m

Consumo

Urbano: 13,8 km/l

Rodoviário: 11,2 km/l

Preço: R$ 249.990

Motor: híbrido, gasolina (4 cilindros, DOHC, 16V, 2.494 cm3; 155 cv a 5.700 rpm, 21,4 mkgf a 4.400 rpm), elétrico (síncrono de imã permanente, 143 cv e 27,5 mkgf)

Câmbio: automático, CVT, tração integral AWD

Suspensão: McPherson (dianteira) e braços duplos (traseira)

Freios: disco ventilado (dianteira) e disco sólido (traseira)

Direção: elétrica, 12,1 m (diâmetro de giro)

Rodas e pneus: liga leve, 225/60 R18

Dimensões: comprimento, 464 cm; altura, 164,5 cm; largura, 184,5 cm; entre-eixos, 266 cm; peso, 1.850 kg; tanque, 56 l; porta-malas, 475 l

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

31 JUL

Nissan começa produção da Frontier em sua nova fábrica de picapes na Argentina

A Nissan começou a produção da Frontier em sua nova fábrica de Córdoba, na Argentina, em cerimônia realizada nesta segunda-feira (30). Com capacidade para fazer 70 mil veículos por ano, a fábrica em Córdoba também será responsável por produzir as futuras Renault Alaskan e Mercedes-Benz Classe X. 50% das unidades feitas na Argentina serão destinadas à exportação. O Brasil será o primeiro país a receber a Frontier produzida por lá, o que está programado para... Leia mais
30 JUL

O carro elétrico será mais barato do que convencionais a combustão

O Toyota Mirai se beneficiaria muito com as novas tecnologias (Divulgação/Toyota)Se dependesse apenas dos custos de rodagem e manutenção, seria fácil convencer os consumidores a trocar seus carros a gasolina por modelos elétricos.Afinal, rodar com eletricidade é mais barato e a manutenção dos carros elétricos é bem mais simples e menos frequente.Um dos obstáculos à disseminação dos elétricos, porém, está no custo de compra dos carros, uma vez que, além de trazerem... Leia mais
30 JUL

Dez tecnologias que já foram motivo de prestígio para os carros

– (Reprodução/Quatro Rodas)Para atender a fase L2 do Proconve, o conversor catalítico – que reduz a toxicidade das emissões dos gases – foi introduzido no Brasil em 1992.VW e Ford aproveitaram a novidade para inserir em seus veículos o “selo de qualidade” na traseira junto ao nome dos carros.Se você até hoje ainda não sabe o que o catalisador faz, ou para quê serve, não se preocupe. Nos anos 90 ninguém sabia também.– (Reprodução/Quatro Rodas)A partir da linha 1957,... Leia mais
30 JUL

QUATRO RODAS de agosto: VW T-Cross + Melhor Compra 2018

Na edição de agosto de 2018 (Ed. 711), o VW T-Cross (Arte/Quatro Rodas)A edição de agosto de QUATRO RODAS já está nas bancas.Veja como será um dos três SUVs que a Volkswagen trará ao Brasil. Marca quer uma fatia do concorrido segmento dos utilitários compactos e enfrentar Honda HR-V, Jeep Renegade e Hyundai Creta.Fizemos um mega comparativo para colocar à prova o novato Toyota Yaris. O japonês recém-chegado enfrentou VW Polo, Fiat Argo, Hyundai HB20, Chevrolet Onix, Citroen C3 e... Leia mais
30 JUL

Teste: Lexus LS 500h, o japonês mais luxuoso do Brasil

Grade dianteira é o ponto alto do design (Christian Castanho/Quatro Rodas)Um dos fatores que influenciam na avaliação de um carro é a expectativa gerada pela imagem das marcas. Uma peça de acabamento de qualidade mediana pode ser alvo de críticas em carro de marca premium ou de elogios em modelo popular. No caso dos Lexus, a régua sobe, por isso vou começar este texto reclamando: não gostei do LS 500h que chega agora ao Brasil.O estilo ousado abusa dos frisos cromados (Christian... Leia mais
30 JUL

Por que os pneus traseiros são mais estreitos no Audi RS 3 Sedan?

No inédito Audi RS 3 Sedan (e também no hatch) os pneus mais largos ficam no eixo da frente (Divulgação/Audi)Por que os pneus traseiros são mais estreitos no Audi RS 3 Sedan? Como isso melhora o comportamento em curvas? – Remulo Lemos, Belo Horizonte (MG)Pneus mais estreitos têm menor aderência e, com isso, maior probabilidade a escorregar lateralmente. “Se fossem usados quatro pneus nas mesmas medidas, o RS 3 teria tendência a sair de frente em saídas de curva durante... Leia mais