Novidades

14 FEV

Changan: que marca é essa que vai vender SUVs e sedãs elétricos no Brasil?

O SUV CS 15, da Changan, tem motor elétrico de 122 cv (Changan/Divulgação)

Lembra da Chana? Calma, não é nada disso que você está pensando. Vamos falar sobre a marca chinesa que apareceu pela primeira vez no Brasil no Salão do Automóvel de 2006 – e cujo nome viraria piada pronta.

Em 2011, a empresa mudou o nome para Changan (não pelas gracinhas, disseram na época) e atuou no país até meados de 2016, quando a crise afetou a importadora luso-brasileira Tricos Districar – também responsável por trazer a coreana SsangYong -, que encerrou suas operações.

Agora a Changan volta ao Brasil pelas mãos de outro grupo. Se outrora o foco eram veículos comercias, como vans e utilitários de pequeno porte, a marca pretende entrar com força total no mercado de carros elétricos nessa segunda passagem pelo país.

A autonomia pode chegar a 460 km por carga (Changan/Divulgação)

A Changan virá pelas mãos de um grupo de Brasília chamado Investlogic, que tem como sócios os mesmos empresários que fabricam as motos e bicicletas da Electro Motors, em Goiás, e que trouxeram a Zotye ao Brasil.

Ah, você não conhece a Zotye ou há tempos não ouve falar nada sobre a empresa? Pois é. Apesar de ter anunciado o início da operação brasileira em 2014, a marca não tinha documentação de homologação de seus carros, que só foi regularizada apenas agora em fevereiro.

Ainda neste ano a empresa pretende iniciar, agora oficialmente, a importação de modelos como o SUV T300, com opção de propulsão elétrica ou a gasolina.

Por dentro e por fora, o elétrico parece um carro convencional (Changan/)

Mas voltemos à Changan. Esqueça a marca que ficou por cerca de 10 anos por aqui. Os chineses não terão participação efetiva na operação, mas farão uma parceria mais ativa em termos de estudos de mercado. Inclusive virão ao país em março para conhecer nosso mercado mais a fundo.

As primeiras unidades desembarcam aqui no final de março para homologação. A princípio, serão oferecidos dois modelos no Brasil: o sedã Eado 460 (seu nome na China, que aqui será diferente – mas que ainda não foi definido) e o SUV CS 15, que acaba de passar por um facelift e chegará atualizado.

Com autonomia anunciada de até 460 km, o Eado tem potência de 122 cv e 28,5 mkgf de torque. A lista de equipamentos é bem atraente, com itens como câmera de ré, controle de cruzeiro, GPS, central multimídia com wifi, entre outros. O preço ficará na faixa de R$ 170.000.

Por aqui, o Eado 460 terá outro nome (Changan/Divulgação)

Já o SUV tem espaço interno razoável graças ao entre-eixos de 2,51 m (1 cm a menos que o Ford EcoSport). O motor rende 106 cv de potência e 14,1 mkgf de torque. Custará em torno de R$ 150.000.

Apesar de provavelmente não entregarem um desempenho brilhante se nos basearmos nos números de fábrica, os preços são indicação da estratégia agressiva que a marca pretende adotar no país. 

Segundo o diretor de marketing da Changan, Vitor de Lima, esse foi o principal foco de discussão na empresa. “Vamos chegar com produtos de alta tecnologia e preços competitivos, por isso traremos só carros elétricos. Não queríamos ser mais uma marca chinesa no mercado, mas passar uma imagem diferente ao consumidor, com uma proposta que será essencial no futuro do segmento automotivo”, afirma.

E é fato: os chineses podem ainda estar um pouco atrasados perante a indústria automotiva mundial em relação aos carros a combustão, mas passam a ser referência quando o assunto é alta tecnologia de motores movidos a eletricidade.

A ideia da Changan é iniciar as vendas a partir de setembro deste ano, inicialmente com 10 concessionárias em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás e no Distrito Federal. A operação será feita por meio de concessionárias digitais, que demandam espaços menores, menos funcionários e ajudam a manter o preço baixo.

Os carros terão garantia de cinco anos – há negociações para oferecer 10 anos para as baterias –, rede de assistência técnica 24 horas e certificado de recompra de usados, promete a empresa.

Há, inclusive, estudos avançados para a construção de uma fábrica no país. “Queremos montar um parque automotivo de carros elétricos, não só com a Changan, mas com diferentes marcas. Falamos até com uma empresa de baterias chinesa que tem interesse em vir ao Brasil”, conclui Vitor.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

11 JUN

Morte anunciada: Ford encerra produção do Fiesta no Brasil após 23 anos

Fiesta foi vendido no Brasil entre 1995 e 2019 (Ford/Divulgação)Menos de uma semana após o Focus hatch deixar o site oficial, a Ford promoveu a morte do Fiesta no mercado brasileiro.QUATRO RODAS confirmou com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC Paulista que a linha de montagem do compacto premium em São Bernardo do Campo (SP) foi desativada na primeira semana deste mês.Ainda assim, surpreende que o modelo tenha saído tão rapidamente do site oficial da Ford, algo ocorrido nesta... Leia mais
11 JUN

Ford Territory ganha versão elétrica com visual diferente (e mais legal)

Dianteira recebeu elementos que remetem ao Ford Edge (Divulgação/Ford)O Ford Territory vive uma novela no Brasil: veio a passeio, foi negado, mas, ao que tudo indica, será vendido aqui em 2020. E agora há uma versão elétrica (e com novo visual) lá fora.O mais curioso é que a nova versão elétrica do SUV tem um visual diferente das configurações originais, e que parece até mais bem resolvido que das versões a combustão. Lanternas e para-choque são ligeiramente diferentes na... Leia mais
11 JUN

Conheça no AutoEsporte o novo SUV da Caoa Chery, o Tiggo 7

A família dos SUVs da Caoa Chery segue crescendo no Brasil. Além do Tiggo 2 e do Tiggo 5x, a montadora traz para o país o Tiggo 7, que está sendo produzido em Anápolis (GO) e chega nas versões T e TXS. A montadora brasileira não poupou esforços nos detalhes e na tecnologia empregada no veículo, com destaque para as features que auxiliam na condução do motorista, como mostrou o AutoEsporte desse domingo (vídeo acima). O Tiggo 7 tem 4,5 metros de comprimento, altura de 1,6m,... Leia mais
11 JUN

Produção de motos sobe 3,9% em maio, diz Abraciclo

A produção de motos subiu 3,9% em maio no Brasil, informou a associação das fabricantes de motos, a Abraciclo, nesta terça-feira (11). De acordo com a entidade, o total de 100.997 unidades foram produzidas no período, ante 97.203 no mesmo mês de 2018. Na comparação com abril de 2019, quando 97.203 motos foram produzidas, o setor registrou alta de 10,7% na produção. Para a Abraciclo, o desempenho do ano reflete "a retomada do setor". O volume de motos feitas nos cinco... Leia mais
11 JUN

RAM 1500 que virá ao Brasil tem motor turbodiesel italiano de 264 cv

Visual da versão turbodiesel é idêntico ao das outras 1500 (Divulgação/Ram)O visual da nova RAM 1500 turbodiesel já não era mais mistério, mas a FCA finalmente revelou os detalhes técnicos da versão que chega ao Brasil no final do ano para brigar entre as picapes médias topo de linha, conforme revelado em primeira mão por QUATRO RODAS.A picape usa uma versão atualizada do 3.0 V6 turbodiesel que já era aplicado em outros modelos da linha FCA.O propulsor passou por uma série de... Leia mais
11 JUN

Ford nega estar atrás na competição em veículos autônomos

A Ford pode estar adotando uma abordagem cautelosa em seu programa de direção autônoma, mas o presidente da empresa negou as alegações de que a montadora dos Estados Unidos está ficando para trás de suas rivais. "Não concordo", disse Bill Ford em uma conferência de tecnologia em Tel Aviv, nesta terça-feira (11), quando questionado sobre a perda de participação de mercado. "Nosso sistema autônomo, o Argo, é incrivelmente competitivo. No quesito tecnologia, estamos lá... Leia mais