Novidades

07 FEV

Impressões: novo Audi R8 pode ser o último com motor a combustão

Rigidez é garantida pela estrutura que usa 79% de alumínio e 13% de fibra de carbono (Divulgação/Audi)

Olhe bem para o Audi aí em cima: pode ser o derradeiro R8 com motor a combustão. E que motor! Ele é um dos últimos V10 aspirados do mundo automotivo.

Comenta-se nos bastidores da marca alemã que a próxima geração do superesportivo pode ser 100% elétrica, estratégia que estaria alinhada à tendência mundial, ao protótipo PB18 e-tron mostrado em agosto e aos grandes investimentos da empresa na tecnologia de propulsão elétrica – e lembrando que ela tem uma equipe oficial no Campeonato Mundial de Fórmula E.

Aerodinâmica gera até 40 kg de downforce na frente e 100 kg atrás (Divulgação/Audi)

Tudo isso é motivo de sobra para prestar atenção no novo R8, uma versão reestilizada da segunda geração, lançada em 2015, que acabou de receber design e mecânica atualizados.

Discos de cerâmica são equipamentos de série (Divulgação/Audi)

São duas configurações: a mais “mansa” traz o motor V10 de 5,2 litros com 570 cv (30 a mais que o anterior) e 56,1 mkgf (1 mkgf a mais), com melhorias à base de mudança na injeção eletrônica. A mais brava perdeu o nome Plus e virou Performance, mas usa o mesmo V10, apenas ajustado para 620 cv (mais 10 cv) e 59,1 mkgf (mais 2 mkgf), graças à adoção de peças de titânio.

Motor V10 5.2 entrega 620 cv (Divulgação/Audi)

A atualização do visual foi discreta, mas marcante. A grade é maior e com barras verticais grossas e o para-choque dianteiro traz vincos mais fortes e faróis a laser mais finos.

Atrás, o difusor foi posicionado mais acima, o filtro de ar no cofre do motor está sob uma nova tampa de três partes (pode ser de plástico ou fibra de carbono), a grelha estende-se agora de um lado ao outro da traseira e as saídas de escape voltaram a ser elípticas – como no primeiro R8 – e não mais retangulares.

Apenas a versão Performance vem com as lâminas laterais e difusor traseiro de fibra de carbono (Divulgação/Audi)

No chassi também houve algumas revisões para melhorar a resposta da direção e a estabilidade. Há agora a opção de ter uma barra estabilizadora dianteira de fibra de carbono para deixar a frente mais incisiva e ajudar a compensar o aumento de peso (que foi de até 20 kg).

Asa fixa de carbono no Performance – o R8 normal usa uma móvel de alumínio (Divulgação/Audi)

Aliás, a preocupação em não engordar o novo R8 levou os engenheiros a abandonar a ideia de usar um eixo traseiro direcional, como ficou comum em esportivos com pegada mais voltada à pista.

E, para quem pensa em levar o R8 para um circuito, vale a escolha dos freios de carbono-cerâmica (de série no Performance, opcionais no R8 normal), que melhoram o desempenho da frenagem e contribuem para uma redução de peso de quase 3,5 kg por roda.

Interior ganhou apenas novos revestimentos (Divulgação/Audi)

Antes de sair para dar algumas voltas com o R8 Performance no circuito de Ascari, no sul da Espanha, convém avisar que este V10 aspirado dispõe de um sistema que desativa metade dos cilindros quando o motorista levanta o pé do acelerador.

Quadro digital de instrumentos é configurável (Divulgação/Audi)

Pensando ainda na economia, há o sistema de injeção mista de combustível (indireta para baixa rotação, direta para médias e altas). Ainda assim seu consumo médio homologado na Europa é alto: 7,7 km/l.

A transmissão continua a ser a automatizada de dupla embreagem de sete marchas.

Volante traz controle de largada (Divulgação/)

Entro na pista e já escolho o modo Performance (o mais extremo, depois do Comfort, Auto, Dynamic e Individual), que entrega arrancadas de cortar a respiração, literalmente: numa das primeiras acelerações com o pé embaixo houve um momento em que a irrigação de sangue pareceu não ter chegado ao meu cérebro, provocando uma leve tontura e um piscar de olhos involuntário, mesmo sem usar o controle de largada.

Encosto de cabeça é integrado ao banco (Divulgação/Audi)

Parece exagero? Lembre-se de que este é um cupê que só precisa de 3,1 segundos para atingir 100 km/h e 9,8 segundos para os 200 km/h, um território por onde transitam Ferrari e Lamborghini – aliás, este R8 usa basicamente a mecânica do Huracán.

Bancos vêm com ajustes elétricos (Divulgação/Audi)

As curvas de Ascari são negociadas com uma competência impressionante: quase não há movimentos laterais da carroceria e, mesmo quando abuso dos freios, o carro parece estar colado ao chão de modo impressionante. Com a direção revelando uma precisão cirúrgica e as perdas de tração sendo dissimuladas com mestria pelo sistema integral Quattro, parece que estou voando baixo em perfeita segurança.

Porta-malas dianteiro tem 112 litros (Divulgação/Audi)

Mais uma vez se destacou a suave e rápida tração integral e a fluidez do controle de estabilidade. A não ser quando ajustei o ESC para um modo mais tolerante, e aí, sim, o R8 solta a traseira ao ser provocado.

Som é da Bang e Olufsen (Divulgação/Audi)

Todo esse deslumbre de performace tem um preço: na Europa, estima-
-se 225.000 euros, enquanto no Brasil, onde a nova versão deve chegar entre o fim de 2019 e meados de 2020, pode-se esperar algo acima do que custava o R8 – R$ 1 milhão.

O Audi R8 é quase um carro de corrida que você pode usar no dia a dia. E talvez o último da sua espécie na Audi.

Audi R8 V10 Performance Quattro

Preço: acima de R$ 1 milhão (estimado)

Motor: gasolina, central-traseiro, longitudinal, V10, 40V, 5.204 cm³, 620 cv de 7.900 rpm, 59,1 mkgf de 6.200 rpm

Câmbio: automatizado, 7 marchas, dupla embreagem, tração integral

Suspensão: triângulos sobrepostos nas 4 rodas

Freios: disco ventilados de carbono-cerâmica (opcional) nas quatro rodas

Direção: elétrica, diâmetro de giro, 11,2 m

Pneus: 245/35 R19 e 295/35 R19

Dimensões: comprimento, 442,6 cm; largura, 194,0 cm; altura, 124,0 cm; entre-eixos, 265 cm; peso, 1.595 kg; tanque, 83 litros; porta-malas, 112 litros

Desempenho: 0 a 100 km/h em 3,1s; 0 a 200 km/h em 9,8 s; velocidade máxima de 331 km/h (dados de fábrica)

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

14 JUN

Toyota Yaris já chegou atrasado; visual pode ter vida curta

Toyota Yaris da primeira geração (XP10) (Divulgação/Toyota)A Toyota estreou o nome Yaris em 1998, durante o Salão de Genebra, na Suíça. Esta primeira geração (batizada internamente de XP10) foi um sucesso imediato.Não por menos, foi eleito como o Carro do Ano na Europa, em 2000.Toyota Yaris da segunda geração (XP90) (Divulgação/Toyota)A segunda geração, XP90, foi vendida na Europa e na Ásia entre 2005 e 2011.Ela trocava a plataforma NBC pela plataforma B da Toyota, que havia... Leia mais
14 JUN

Ford diz que encerrará joint venture de célula de combustível com a dona da Mercedes

A Ford e a Daimler, dona da Mercedes, estão encerrando uma joint venture formada para desenvolver tecnologia de célula de combustível automotivo, informou a montadora norte-americana nesta quarta-feira (13), à medida que ambas as empresas pretendem tocar individualmente o desenvolvimento da tecnologia. A Automotive Fuel Cell Cooperation Corp. fechará no terceiro trimestre, disse a Ford em resposta a uma pergunta da Reuters. Apesar de anos de pesquisa e investimento das... Leia mais
14 JUN

Kawasaki Versys-X 300: primeiras impressões

Até pouco tempo atrás, existia um grande buraco no segmento das aventureiras. Você poderia optar por uma trail de baixa cilindrada, como a Honda XRE 300 ou uma Yamaha Ténéré 250, ou dar um salto gigante para chegar a uma Suzuki V-Strom 650, por exemplo. Com a chegada das chamadas pequenas aventureiras premium, agora esse espaço começa a ser preenchido. As principais representantes desse nicho são BMW G 310 GS e Kawasaki Versys-X 300. Lançada primeiro do que a GS, a Versys-X... Leia mais
13 JUN

Grandes brasileiros: o sofisticado Chevrolet Chevette Hatch

A versão SL era a mais sofisticada do Chevette Hatch (Christian Castanho/Quatro Rodas)O Chevette Hatch foi uma das novidades da Chevrolet para a linha 1980. Denominado “o incrível Hatch”, ele reuniu as virtudes do pequeno sedã da GM em apenas 3,97 metros.A demanda era inversamente proporcional ao seu tamanho: havia uma longa fila de espera pela nova carroceria, que representava 37% das vendas do modelo e motivou a GM a apresentar a irmã caçula, Marajó, perua derivada do Chevette.Seu... Leia mais
13 JUN

Recall descuidado do airbag exige outro reparo no Toyota Corolla

O problema, agora, não é o airbag disparar estilhaços. A treta é não abrir direito. (Divulgação/Toyota)Notícia velha: a Toyota fez mais um recall para airbags do Corolla. Notícia nova: o problema não envolve os insufladores da Takata.A falha, agora, é com a montagem da peça dos carros afetados pelas convocações anteriores feitas pela marca.Em resumo, o caso inteiro envolveu unidades cujo airbag podia projetar estilhaços metálicos contra os ocupantes em caso de acidente.Isso... Leia mais
13 JUN

Justiça alemã multa Volkswagen em 1 bilhão de euros no caso 'Dieselgate'

A Promotoria de Braunschweig, na Alemanha, impôs nesta quarta-feira (13) uma multa de 1 bilhão de euros para o grupo Volkswagen pela manipulação das emissões de gases em motores a diesel nesta quarta-feira (13). Escândalo do diesel faz Volkswagen guardar mais de 300 mil carros recomprados nos EUA A montadora alemã acatou a decisão e se declarou responsável pelas acusações no caso que ficou mundialmente conhecido como "Dieselgate", no qual milhões de carros foram manipulados... Leia mais