Novidades

31 JAN

Quer comprar um carro elétrico ou híbrido usado? Veja que cuidados tomar

 (Maurício Planel/Quatro Rodas)

Comprar um carro zero-km no Brasil é um privilégio para poucos. Um híbrido ou elétrico, então, é raridade. Em 2018, em um universo de 2 milhões de unidades emplacadas, esses modelos representam só 0,2%, ou 4.000 veículos.

Um dos fatores para a baixa adesão está no preço. O modelo ecologicamente correto mais barato é o Toyota Prius, com salgados R$ 125.450. A alternativa é, como sempre, o mercado de usados.

Há uma grande oferta desse tipo de carro em que dois modelos dominam: Ford Fusion Hybrid (que estreou em novembro de 2010) e o próprio Prius (desde janeiro de 2013). Eles podem ser um bom negócio, mas é preciso tomar cuidado.

“É necessário ter todas as precauções normais de quando se busca um usado tradicional e, no caso de híbridos, deve-se checar ainda se as revisões foram todas realizadas dentro da rede autorizada, o que garante que o acompanhamento correto foi feito no veículo”, alerta Roger Armellini, gerente de vendas da Toyota.

As revisões feitas nas autorizadas mantêm ainda a garantia das baterias, já que é difícil conferir a conservação delas apenas em um olhar.

Examinar se há alguma luz de advertência acesa no painel e se a indicação da carga da bateria é compatível com a autonomia estimada no manual do proprietário são outros fatores que o comprador deve averiguar.

Porém, “somente equipamentos de diagnóstico da concessionária podem certificar o real estado de saúde das baterias”, afirma Ricardo Takahira, vice-coordenador da comissão técnica de elétricos e híbridos da Sociedade de Engenheiros da Mobilidade (SAE). Vale lembrar que tanto Ford quanto Toyota dão oito anos de garantia ao sistema híbrido.

Alessando Rubio, coordenador do Centro de Experimentação e Segu-rança Viária (Cesvi), dá outro conselho: evitar modelos com alta quilometragem. “Possivelmente esse carro sofreu mais ciclos de recarga da bateria, o que reduz a vida útil dela.”

O administrador Daniel Pires optou por um modelo com 30.000 km rodados. “Por causa do preço e do consumo. Rodo diariamente 220 km e me proporciona uma economia grande de dinheiro”, conta Daniel, que há dois anos pagou cerca de R$ 85.000 em um Ford Fusion ano/modelo 2013.

“E ainda tem a isenção do rodízio municipal de veículos em São Paulo, o que também me ajudou a tomar essa decisão”, completa o administrador.

Já o médico Pedro Henrique de Almeida se apegou à fama da Toyota e comprou um Prius 2013 com 110.000 km por R$ 60.000. “Quem compra esse tipo de carro não usa de maneira errada.

E ainda tem toda a confiabilidade mecânica e de pós-venda da marca, com manutenção a preço de Corolla”, diz o médico. Mas não é bem assim.

O Prius tem as seis primeiras manutenções quase R$ 700 mais caras que os R$ 3.275 do Corolla. O gerente de vendas da Toyota explica que o valor é maior “devido a peças adicionais trocadas no Prius na quinta e sexta revisões”.

Já manter o Fusion Hybrid na rede da Ford é (bem) mais barato frente ao seu similar 2.0 turbo a gasolina: de R$ 3.866 a R$ 5.360. Na Toyota, no entanto, ocorre o inverso.

É preciso levar em conta ainda o custo de um reparo caso ocorra algum problema no sistema híbrido (e nas baterias) após a garantia ter expirado – o que já aconteceu com os primeiros Fusion Hybrid vendidos no Brasil.

A dor de cabeça (e no bolso) pode ser grande, principalmente no Ford: o preço da bateria varia de R$ 32.500 a R$ 39.500, dependendo do ano/modelo – sem mão de obra. Na Toyota, ela sai por R$ 9.900, com o serviço.

Desde 2014, o BMW i3 reina sozinho quando o assunto é carro elétrico. Por esse motivo, a oferta de usados é incipiente. Mesmo assim é possível achar modelos 2015 com preços altos, na casa dos R$ 160.000.

O custo de manutenção (peças, revisões, seguro) merece atenção especial por seus valores elevados. Um pneu pode chegar a custar R$ 2.000.

Consultada, a BMW não revelou o custo da troca das baterias ou do motor-gerador a gasolina. Assim como Toyota e Ford, a marca alemã também dá garantia de oito anos para o item.

As revisões, por sua vez, “são mais espaçadas e simples que os híbridos”, aponta Ricardo Takahira, engenheiro e consultor do Grupo GFA. “Não há tantas partes móveis como nos carros convencionais, assim como menos quantidade de fluidos ou lubrificantes”, completa.

 (Acervo/Quatro Rodas)

 (Acervo/Quatro Rodas)

 

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

19 JUN

Clássicos: Plymouth Barracuda, o carro que inspirou Camaro e Mustang

As rodas Magnum 500 eram itens de série (Christian Castanho/Quatro Rodas)Poucos sabem, mas o Plymouth Barracuda foi o precursor dos pony cars, categoria hoje dominada pelo Ford Mustang e Chevrolet Camaro. Baseado na plataforma A do Plymouth Valiant, o cupê desenhado por Irving Ritchie chegou às revendas em 1º de abril de 1964, caracterizado pela traseira em queda suave e pelo enorme vidro traseiro envolvente.Cilindrada indicada na lateral: 440 polegadas cúbicas ou 7,2 litros (Christian... Leia mais
19 JUN

Ainda longe do Brasil, novo Peugeot 2008 é um 208 cheio de músculos

– (Divulgação/Peugeot)A nova geração do hatch 208 fez mundial no salão de Genebra, em março, e ainda nem começou a ser vendida. Mas a Peugeot já agita o mercado com a nova geração do SUV derivado dele, o 2008.Curiosamente, a chegada ocorre menos de dois meses depois de a PSA apresentar aqui no Brasil o 2008 geração 1 reestilizado, mostrando o quanto estamos defasados em relação à Europa.Digamos que o novo 2008 (o europeu) parece, no mínimo, tão revolucionário em relação... Leia mais
19 JUN

Ford descarta 'Ranger esportiva' no Brasil por picape não cumprir a legislação

Nossos vizinhos argentinos já podem encomendar a versão mais potente e radical da Ford Ranger, a Raptor. Por lá, ela começa a ser entregue em setembro, mas já teve o preço revelado: US$ 52.990 dólares, o equivalente a R$ 204,5 mil, na conversão direta desta terça-feira (18). No entanto, nós, brasileiros, teremos que nos conformar em ver o modelo rodando apenas nas ruas do país vizinho. A Ford não irá trazer o cobiçado modelo para o Brasil. E nem é por falta de vontade... Leia mais
18 JUN

Land Rover importa novo Evoque a R$ 322.300 e encerra produção do nacional

Segunda geração do Evoque chega importada em versão única (Divulgação/Land Rover)A segunda geração do Evoque, apresentada na Europa em novembro do ano passado, está sendo lançada nesta terça-feira (18) no Brasil. As primeiras unidades serão importadas apenas na versão topo de linha, a R-Dynamic HSE P300.Ela custará R$ 322.300. Como, Por ora, será apenas importada do Reino Unido, conforme antecipado por QUATRO RODAS em abril.Novo Evoque tem visual inspirado no primo maior... Leia mais
18 JUN

Volvo e Nvidia fazem parceria para desenvolver software para caminhões autônomos

A fabricante sueca Volvo está unindo forças com a Nvidia para desenvolver uma inteligência artificial usada em caminhões autônomos. Este é um impulso para a fabricante de chips norte-americana, que foi descartada pela Tesla no ano passado. O acordo anunciado nesta terça-feira pela Nvidia e pela Volvo, segunda maior fabricante de caminhões do mundo, é uma parceria de longo prazo. O trabalho começará imediatamente em Gotemburgo, Suécia, e Santa Clara, Califórnia. A... Leia mais
18 JUN

Land Rover lança novo Evoque no Brasil

A Land Rover apresentou nesta terça-feira (18) a nova geração do Range Rover Evoque, no Brasil. O SUV foi apresentado na Europa no fim de 2018 e já faz sua estreia no mercado brasileiro - porém, ele deixa de ser produzido por aqui e volta a ser importado da Inglaterra. Por enquanto, apenas uma versão será oferecida: a topo de linha, R-Dynamic, com motor 2.0 de 300 cavalos e sistema híbrido leve. Com pintura metálica, coluna de direção com ajustes elétricos e detalhes em... Leia mais