Novidades

29 JAN

Não parece, mas o carro brasileiro ficou mais barato em 10 anos

O carro brasileiro não ficou mais caro nos últimos 10 anos (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Um Volkswagen Gol custa a partir de R$ 44.990. O Toyota Corolla não é vendido por menos de R$ 90.990. O Jeep Compass, SUV mais vendido do Brasil, custa R$ 111.990. A percepção é que o carro brasileiro ficou muito mais caro nos últimos anos.

Mera percepção. Levantamento feito por QUATRO RODAS mostra o contrário: a maioria dos modelos viu seus preços apenas acompanharem a escalada da inflação dos últimos 10 anos, e nada mais.

Alguns, inclusive, estão relativamente mais “baratos”, ou seja: custam menos do que seria o valor de um decênio atrás corrigido pela inflação.

Consideramos preços publicados na edição 593, de julho de 2009, e corrigimos pelo IPC-A (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), divulgado pelo IBGE, acumulado em 71,9% até dezembro de 2018.

Separamos os modelos analisados em dois grupos: os que não tiveram qualquer alteração ou não mudaram de geração e os que mudaram de geração mas mantiveram mesmos nomes de versão e posicionamento no mercado.

Confira as tabelas a seguir:

Entre todos os modelos analisados, o único que hoje está mais caro frente ao preço de 2009 corrigido é o VW Voyage 1.6.

Alguns Fiat, como a Strada Working, o Doblò Adventure, e ainda o VW Gol 1.6 têm diferenças de preço menores que R$ 2.000. Todos eles não tiveram grandes mudanças em seu projeto nos últimos quase 10 anos.

Onde houve mudanças foi no pacote de equipamentos. Além de airbags dianteiros e freios ABS terem se tornado obrigatórios neste ínterim, hoje itens como ar-condicionado, direção assistida (hidráulica ou elétrica) e vidros elétricos são equipamentos de série em qualquer carro novo.

Dos modelos analisados, só a Strada e a Weekend continuam sem oferecer ar-condicionado de série .

Versão de entrada da Weekend, a Attractive continua sem ar-condicionado até hoje (Divulgação/Fiat)

Também é importante observar que o poder de compra do brasileiro aumentou. O salário mínimo de 2009, R$ 465, corresponde a R$ 799,37 hoje. Contudo, o salário mínimo em 2018 foi de R$ 954 e em 2019 alcançou R$ 998.

Se em 2009 o Renault Sandero 1.6 custava 75,24 vezes um salário mínimo, hoje equivale a 57,64 salários.

Também é interessante ver quanto custaria em 2009 um carro vendido hoje e que não existia naquela época.

Carro mais barato do Brasil hoje, o Chery QQ Smile custa R$ 29.690. Pela correção reversa, ele sairia por R$ 17.250 em julho de 2009. Como comparação, naquela época o carro mais barato do Brasil era o Fiat Mille duas portas, de R$ 21.960. 

Voltando ao exemplo do Jeep Compass, seus R$ 111.990 equivalem, de acordo com o IPC-A, a R$ 65.100 de 2009. Em tese, ele seria mais barato do que um Fiat Stilo Blackmotion Dualogic, que custava R$ 65.900.

A pergunta que fica é: seu salário subiu 71,9% nos últimos 10 anos?

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

20 JAN
Renault Kwid tem novo recall: berço do motor pode se romper

Renault Kwid tem novo recall: berço do motor pode se romper

Defeito está no berço do motor, onde estão presos componentes da suspensão (Divulgação/Renault) A Renault está convocando para recall 1.918 unidades do Kwid. O motivo, de acordo com a fabricante, é a não conformidade da solda do berço do motor, que poderá se romper. Elementos da suspensão dianteira são fixados no berço do motor. Caso ele se rompa, pode ocorrer perda da dirigibilidade com risco de acidente e de lesões aos... Leia mais
19 JAN
Mitsubishi terá carros sem retrovisores externos a partir de 2019

Mitsubishi terá carros sem retrovisores externos a partir de 2019

O Mitsubishi CA-MiEV, de 2013, já antecipava a tendência de retirar os retrovisores (Divulgação/Mitsubishi) Bem longe dos seus tempos áureos, a Mitsubishi vive uma fase de renovação. Ela terá seis novos modelos até 2020 e pretende colocar bastante tecnologia neles. Tanto que sequer terão retrovisores. A fabricante japonesa diz ter desenvolvido as melhores câmeras para uso automotivo. Elas serão responsáveis por substituir os... Leia mais
19 JAN
Teste: Subaru Forester L, uma aposta no custo-benefício

Teste: Subaru Forester L, uma aposta no custo-benefício

Forester está na quarta geração, que chegou às lojas em 2012 (Christian Castanho/Quatro Rodas) A Subaru sempre alardeou qualidades técnicas para vender seus carros, destacando a tecnologia do motor boxer e do sistema de tração integral, principalmente. Desde o final de 2017, porém, a marca mudou o discurso em relação ao SUV Forester, adotando o argumento da melhor relação custo-benefício.  Em novembro passado, a Subaru... Leia mais
19 JAN
Vendas de picapes em 2017: Strada, Toro e Hilux dominam

Vendas de picapes em 2017: Strada, Toro e Hilux dominam

– (Montagem/Divulgação/Quatro Rodas) O ano passado pode ter sido o último em que a Fiat Strada liderou o segmento de picapes no Brasil. A boa notícia (para a FCA) é que, se for superada, provavelmente será pela Toro, que foi vice-colocada na categoria. Lançada em 2016, a picape intermediária emplacou 50.723 unidades em 2017, enquanto o veterano modelo derivado do Palio registrou 54.863 veículos. O desempenho da dupla surpreende se... Leia mais
19 JAN
Guia de Usados: Fiat Grand Siena

Guia de Usados: Fiat Grand Siena

Lançado em 2012, é basicamente o mesmo até hoje (Marco de Bari/Quatro Rodas) Derivado do Palio de segunda geração, o Grand Siena estreou aqui em 2012 posicionado entre o Siena EL (que usava a carroceria de 1997) e o Linea. Destacou-se pelo estilo próprio e pela evolução no espaço interno e nível de equipamentos. Virou um dos sedãs mais vendidos graças ao porta-malas de 520 litros e duas versões de acabamento. A básica,... Leia mais
19 JAN
Jeep Compass e Renegade estão até R$ 4 mil mais caros

Jeep Compass e Renegade estão até R$ 4 mil mais caros

Compass teve aumento de até R$ 4 mil para 2018 (Christian Castanho/Quatro Rodas) A Jeep aumentou os preços de seus dois modelos mais vendidos. A última mudança na tabela do Renegade tinha acontecido em agosto de 2017. Já o Compass, há pouco mais de três meses, em outubro. Os reajustes afetam todas as versões dos dois SUVs, que estão entre R$ 1.300 e R$ 4 mil mais caros. Não houve mudança na lista de equipamentos para justificar... Leia mais