Novidades

23 JAN

Clássicos: VW Voyage equilibrava limitações do Gol e virtudes do Passat

O Voyage trouxe faróis maiores acompanhados dos piscas (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Segredo industrial, o Gol três-volumes estampou a capa de nossa edição de março de 1981. O mistério da Volkswagen só foi desvendado em julho. O Voyage era o segundo filho da família BX, concebida pela equipe do engenheiro alemão Philipp Schmidt especialmente para o Brasil.

O Voyage era o meio-termo entre as limitações do Gol e as virtudes do Passat. Superou o primeiro em aproveitamento de espaço e recebeu do segundo o motor 1.5 refrigerado a água. Com comando de válvulas no cabeçote para trabalhar em altas rotações, era bem mais silencioso que o boxer a ar utilizado por Gol, Brasília e Fusca.

Traseira 27 cm maior e suspensão recalibrada (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Outra diferença em relação ao Gol era o conjunto óptico dianteiro semelhante ao do Passat, com enormes faróis retangulares ladeados por piscas verticais. A traseira também tinha personalidade própria, com leve inspiração nos primos alemães Derby e Jetta. A VW não fazia questão de esconder que o objetivo era roubar clientes do Chevrolet Chevette.

Já veterano, o compacto da GM sentia o peso dos oito anos no mercado e era penalizado pela antiga concepção de motor dianteiro e tração traseira, com menor aproveitamento de espaço interno e maior perda mecânica. A tração dianteira do Voyage era mais eficiente: no nosso teste foi  de 0 a 100 km/h em 15,78 segundos e atingiu a máxima de 146,34 km/h.

Visibilidade total do quadro de instrumentos, graças ao volante com raios baixos (Christian Castanho/Quatro Rodas)

“O maior problema do Voyage era o coeficiente aerodinâmico de 0,50, uma verdadeira parede”, relata Bob Sharp, ex-diretor de competições da VW. “Para melhorar a velocidade nas pistas foi preciso homologar uma série de anexos aerodinâmicos. Por outro lado, seu monobloco era o mais rígido dos automóveis da família BX, graças à ausência da terceira porta presente no Gol e na Parati.”

Enquanto isso, o Chevette foi todo renovado para 1983 e a Fiat se apressou para criar o sedã Oggi. No mesmo ano, o Voyage recebeu o motor MD 270, com cilindrada ampliada para 1,6 litro e calibrado para oferecer torque e potência em rotações mais baixas. Apresentada no mesmo período, a carroceria de quatro portas não teve a mesma aceitação no mercado.

Motor refrigerado a água veio do Passat (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Fez sucesso na América Latina, onde recebeu motores diesel e foi rebatizado como Gacel, Amazon e Senda. O câmbio de cinco marchas veio só em 1985, com o motor AP de 1,6 litro e bielas longas. A versão Super apareceu no ano seguinte com supressão de cromados, interior do Gol GT e motor AP de 1,8 litro e 94 cv.

A primeira reestilização ocorreu em 1987: frente mais baixa e para-choques envolventes foram necessários para encarar projetos modernos como o Ford Escort e Fiat Prêmio. Embarcou para os EUA e Canadá em 1988, levando injeção eletrônica e o nome Fox. Poucos foram vistos na Europa, mas vários foram para o Iraque após o fim da produção do Passat nacional.

Em 1990, o Voyage foi afetado por uma das atitudes mais discutíveis da Autolatina: a oferta do motor AE 1600, o velho Ford CHT com comando de válvulas no bloco. Criticado pela falta de torque e potência, dava o troco no baixo consumo: 10,38 km/l na cidade e 14,88 km/l na estrada.

Mistério: frente sem as entradas de ar (Christian Castanho/Quatro Rodas)

A última reestilização foi em 1991, com alterações nos faróis, grade e lanternas. Em 1993, veio a versão Sport, com o mesmo motor do Gol GTS. A produção nacional foi encerrada em 1994: o Voyage de primeira geração marcou presença em nosso mercado até 1995, importado da Argentina.

Produzido em 1981, este exemplar pertence ao colecionador Leonardo Braz e não tem as entradas de ar abaixo do para-choque. “Acredito se tratar de um pré-série que usaria o motor refrigerado a ar do Gol. Só conheço duas fotos de Voyage nessa condição: um protótipo fotografado no pátio de fábrica e o que foi publicado por QUATRO RODAS em março de 1981.” 

Motor: longitudinal, 4 cilindros em linha, 1.471 cm3, comando de válvulas no cabeçote, carburador de corpo simples, 78 cv a 6.100 rpm, 11,5 mkgf a 3.600 rpm
Câmbio: manual de 4 marchas, tração dianteira
Dimensões: comprimento, 406 cm; largura, 160 cm; altura, 136 cm; entre-eixos, 235 cm; peso, 860 kg;
Desempenho: 0 a 100 km/h em 14,48 segundos; velocidade máxima de 145,45 km/h.

 

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

19 JUL

'Festa' de 50 anos do Opala reúne 700 exemplares do modelo em São Paulo

Um dos clássicos nacionais mais celebrados, o Chevrolet Opala completa 50 anos em 2018. O aniversário de lançamento é só em novembro, mas a “festa” aconteceu na noite desta terça-feira (17), no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo, e reuniu cerca de 6 mil pessoas, segundo a organização. Além dos milhares de “convidados”, o anfitrião compareceu em peso. Foram cerca de 700 unidades do Opala, de todos os anos, motorizações e carrocerias. Democrático, o evento... Leia mais
18 JUL

Os carros com projeto mais antigo do mercado brasileiro

Mas sejamos honestos: alguns deles nem fazem questão de disfarçar a idade (Montagem/Divulgação/Christian Castanho/Marco de Bari/Quatro Rodas)Na última década o brasileiro presenciou a chegada de modelos nacionais com tecnologia de ponta e desempenho máximo em testes de impacto – um dos principais sinais de um projeto moderno.Apesar disso, ainda dá para encontrar nas concessionárias veículos desenvolvidos na década de 90.Há inúmeros motivos para algumas marcas ainda produzirem... Leia mais
18 JUL

Carros elétricos terão postos de recarga ligando São Paulo e Rio a partir da próxima semana

Um corredor com postos de recarga elétrica vai ser inaugurado na próxima segunda-feira (23), na Rodovia Presidente Dutra, ligando São Paulo ao Rio de Janeiro. O objetivo é fornecer energia para que veículos elétricos e híbridos possam fazer o deslocamento entre as duas cidades. Os equipamentos de carregamento rápido estão instalados em 6 postos ao longo de 430 quilômetros, com uma distância máxima de 122 km entre cada um, ligando as duas capitais. O projeto foi... Leia mais
18 JUL

Foi aprovada lei que proíbe rebocar veículos em blitz? Não é verdade!

Circula em grupos de WhatsApp uma mensagem que diz que diz que uma nova legislação proíbe rebocar veículos a partir de agora. Não é verdade. A mensagem é acompanhada por um áudiode entrevista em que um homem defende esse ponto de vista. O Ministério das Cidades, a quem o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) é subordinado, informou por meio de sua assessoria que a informação é falsa e a legislação citada na legenda que acompanha o áudio não existe. O Detran... Leia mais
18 JUL

Volkswagen divulga preços de Polo e Virtus 1.6 com câmbio automático

A Volkswagen divulgou nesta quarta-feira (18) os preços do Polo e do Virtus com motor 1.6 e câmbio automático de seis marchas: R$ 62.690 para o hatch e R$ 66.525 para o sedã. As novas versões são as mais "baratas" com esse tipo de transmissão para os 2 modelos. As mais caras contam com motor 1.0 turbo. As primeiras unidades já estavam sendo faturadas em concessionárias de São Paulo e Rio de Janeiro ouvidas pelo G1 na última segunda (16). O pacote de equipamentos é o... Leia mais
18 JUL

Aston Martin do 007 feito de Lego tem até assento ejetor

A Lego acaba de criar um modelo baseado no Aston Martin DB5 do filme "007 - Contra Goldfinger", de 1964. Até aí seria apenas mais uma de tantas réplicas de brinquedo criadas pela empresa, mas a miniatura também possui assento ejetor e armas de mentira escondidas, como o carro que Sean Connery utilizou nas filmagens. O modelo conta com 1.290 peças e forma uma réplica em escala de 1:8 comparado com o carro original. Ele tem: 34 cm de comprimento, 10 cm de altura e 12 cm de largura. ... Leia mais