Novidades

23 JAN

VW alerta: carros a combustão ficarão mais caros para bancar os elétricos

Carros mais baratos da Volkswagen terão os maiores aumentos de preço no futuro (Divulgação/Volkswagen)

Cumprir regras de emissões cada vez mais rigorosas (e difíceis de burlar, diga-se) e desenvolver carros elétricos e autônomos tem custo elevado, e isso já começa a tirar o sono dos fabricantes.

Entre eles está a Volkswagen, que já avisou: seus carros ficarão mais caros. Principalmente seus carros a combustão mais baratos, o que pode afetar diretamente modelos vendidos no Brasil.

Christian Dahlheim, chefe global de vendas da VW, disse em teleconferência com repórteres que “a Volkswagen está usando vários recursos para neutralizar os custos crescentes. No entanto, é claro que não será possível compensar completamente os custos mais elevados de matéria-prima.”

Dahlheim ainda disse que os modelos mais baratos terão, proporcionalmente, os maiores aumentos nos preços a médio prazo, relata o site da agência Bloomberg.

Faz sentido. Um motor turbo com injeção direta, por exemplo, custa proporcionalmente mais caro em um Up! TSI do que em um Golf, um carro de maiores dimensões e com maior valor agregado.

A demanda por carros mais eficientes vem exigindo que os fabricantes levem suas tecnologias mais novas – e caras – aos carros baratos mais rapidamente. Antes mesmo de seu custo de desenvolvimento começar a ser pago por modelos mais caros.

O e-Golf é um dos elétricos que a Volkswagen já vende lá fora (Volkswagen/Divulgação)

Há outra questão. O custo de desenvolvimento de carros elétricos é elevadíssimo e sua produção, ainda incipiente, não é suficiente para bancar o carro.

Quem vai pagar a conta será você que comprou um Gol 1.0 MPI aqui no Brasil, o alemão que comprou um Golf R de 400 cv, o estadunidense que comprou um Atlas e o chinês que escolheu um dos 12 sedãs que a Volkswagen vende por lá.

A Volkswagen vendeu 100.000 veículos elétricos ou híbridos plug-in (que podem ser carregados na tomada) ao redor do mundo em 2018. Parece bom, mas isso representa apenas 1% de sua produção.

As vendas permanecem em uma fração do total de entregas, e a infraestrutura de carregamento deficiente impede que os consumidores mudem para carros de bateria. A Volkswagen vendeu 100.000 veículos plug-in e de bateria no ano passado, menos de 1% do total.

O grupo VW vendeu 10,8 milhões de veículos em 2018, um aumento de 0,9%. A Porsche teve o melhor resultado, com crescimento de 4%, enquanto a Audi fechou o ano com vendas 2,5% piores.

É grande a expectativa da Volks sobre o T-Cross, que estreia no Brasil em abril (Divulgação/Volkswagen)

Apesar de prevêr algumas dificuldades pela frente envolvendo tensões entre países, queda nas vendas de automóveis na China e testes de emissões mais rigorosos, a VW está otimista. Sua expectativa recai no bom desempenho de VW T-Cross, Seat Tarraco e na nova geração do Audi Q3.

É um futuro complicado para os fãs da Volkswagen, que precisarão torcer para que SUVs e elétricos vendam cada vez mais. Afinal, o Gol mais barato já custa R$ 46.320 e o Golf GTI não sai por menos de R$ 143.790.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

26 NOV

Preço da gasolina nas bombas cai pela 5ª semana seguida, diz ANP

O preço da gasolina nas bombas caiu 1,3% na semana passada, no quinto recuo seguido, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (26) pela Agência Nacional do Petróleo, do Gás Natural e dos Biocombustíveis (ANP). O valor médio por litro passou de R$ 4,614 para R$ 4,554. O valor representa uma média calculada pela ANP com os dados coletados nos postos, e, portanto, os preços podem variar de acordo com a região. Na mesma semana, a Petrobras reduziu o preço nas... Leia mais
26 NOV

GM deve fechar fábricas e demitir trabalhadores na América do Norte

A General Motors anunciou nesta segunda-feira (26) um plano de reestruturação que pode fechar 5 fábricas na América do Norte e gerar economia de US$ 6 bilhões. De acordo com a agência AP, o plano pode levar a demissão de 14.700 empregados. O processo vai cortar a produção de carros, parar com a produção alguns modelos e reduzir sua força de trabalho nos Estados Unidos e no Canadá, em sua maior reestruturação desde sua falência há uma década. Em 2017, a GM... Leia mais
26 NOV

Rivian promete ser a 'Tesla das picapes' com veículos elétricos aventureiros

A montadora americana Rivian revelou nesta segunda-feira (26) sua picape R1T. Fazendo sua estreia no Salão de Los Angeles esta semana, a empresa ainda vai apresentar o SUV R1S. Os dois são os primeiros modelos da marca que pretende focar no segmento dos "elétricos aventureiros", algo ainda inexplorado pela Tesla. Let the #ElectricAdventure> begin! Introducing the world’s first Electric Adventure Vehicle, the Rivian R1T truck. Visit our website for all the juicy details:... Leia mais
26 NOV

PSA e Toyota devem encerrar produção conjunta de carros pequenos até 2021, diz jornal

O Grupo PSA, formado por Citroën e Peugeot, e a Toyota decidiram encerrar a produção conjunta de carros pequenos até 2021, mas devem cooperar em veículos comerciais leves, informou o jornal francês Les Echos. A Toyota vai adquirir a fatia do PSA na joint venture criada pelas duas montadoras e integrará a fábrica na República Tcheca de Kolin em seu aparato industrial, acrescentou a publicação, sem citar fontes. Os dois grupos ainda expandirão a cooperação na... Leia mais
26 NOV

Conselho de Administração da Mitsubishi Motors também decide afastar Carlos Ghosn

O Conselho de Administração da montadora japonesa Mitsubishi Motors anunciou nesta segunda-feira (12) que destituiu o presidente Carlos Ghosn. Na quinta-feira (22), o executivo brasileiro já tinha sido afastado do Conselho de Administração da Nissan após prisão na semana passada por sonegação fiscal. Um breve comunicado afirma que a diretoria do grupo considerou "difícil" manter no cargo o poderoso executivo, detido há uma semana em Tóquio. Ghosn era o principal... Leia mais
26 NOV

Presidente da Nissan diz que parceria com a Renault 'precisa ser revista', diz imprensa japonesa

O presidente-executivo da Nissan, Hiroto Saikawa, disse aos funcionários da montadora nesta segunda-feira (26) que a parceria com a Renault 'precisa ser revista', segundo a agência japonesa Kyodo News. De acordo com ele, o relacionamento com a parceira francesa "não é igual". A declaração de Saikawa foi feita durante uma reunião transmitida aos funcionários de todo o mundo, em que ele pediu desculpas pela notícia da prisão do ex-CEO da Nissan, o brasileiro Carlos Ghosn, na... Leia mais